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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

4 de dezembro - dia de Santa Bárbara

História de Santa Bárbara

Santa Bárbara nasceu na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara. Bárbara viveu no final do Século III. Foi uma bela jovem, filha única de Dióscoro, um rico e nobre morador de Nicomédia.
Dióscoro não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade corrupta daquele tempo. Por isso, decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc. Tudo isso fez Bárbara questionar se aquilo era realmente criação dos “deuses”, como seus tutores e seu povo creditavam, ou se havia “alguém” muito mais inteligente e poderoso por trás da criação.
A beleza de divina
Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas não permitia que ela visitasse a cidade. Bárbara era uma jovem muito bela e de família rica. Por isso, muitos eram os pretendentes que queriam se casar com ela. Mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.
Para seu pai, isso era um problema sério, pois, segundo os costumes, ele tinha obrigação de casar sua filha. Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade.
O contato com os cristãos
Santa Bárbara, então, começou a frequentar a cidade. Nessas visitas, acabou conhecendo os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo. Falaram-lhe também sobre o mistério da Santíssima Trindade. A novidade cristã tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos: o Criador de tudo era o Deus Único e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e não os deuses que seu povo cultuava.
Bárbara se converteu ao cristianismo de todo o coração. Logo, um padre vindo de Alexandria ministrou a ela o batismo. E Bárbara passou a ser uma jovem fervorosa e cheia de virtudes cristãs. Em Jesus Cristo ela encontrou o sentido mais profundo de sua vida.
Santa Bárbara e as perseguições
Dióscoro, pai de Santa Bárbara, decidiu construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem. Durante a viagem do pai, Santa Bárbara ordenou que construíssem uma terceira janela na obra. Sua intenção era que a torre tivesse três janelas em homenagem à Santíssima Trindade. Além disso, Santa Bárbara esculpiu uma cruz na torre.
Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o por que daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade. Dióscoro ficou furioso.
A sentença de morte de Santa Bárbara
"Os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa”

O coração da Santa ia-se dilacerando cada vez mais entre amores opostos: o do pai, de um lado, e o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de outro. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt. 10, 34-36).
A fim de converter seu pai, explicou-lhe as verdades eternas, mas Dióscoro, cego de ódio, tirou sua espada para matá-la.

Tendo Bárbara corrido, seu pai a perseguiu com a espada na mão, até acuá-la junto a um rochedo. Quando ia desferir o golpe mortal, o rochedo abriu-se milagrosamente e a virgem conseguIu escapar.
Informado sobre o local onde ela se escondera, seu pai foi buscá-la. Agarrou-a violentamente, jogou-a por terra, espezinhou-a e, tomando-a pelos cabelos, arrastou-a até sua casa. Não conseguindo vencê-la, levou-a ao tribunal do pretor Marciano.

Bárbara foi, então, flagelada com tal violência que seu sangue jorrou de todas as partes do corpo.
Lançada num calabouço, Nosso Senhor apareceu-lhe, iluminando o local com um clarão sobrenatural, e curou suas chagas. Mas o iníquo pretor ordenou novos suplícios.

Seu corpo foi rasgado com pentes de ferro, e as novas chagas foram queimadas por tochas.
Como ela permanecia inflexível, o ímpio pretor ordenou que os seios da santa fossem amputados (o mesmo tormento que, poucos anos depois, sofreu Santa Águeda, padroeira da Sicília).

O pretor excogitou, então, o suplício que mais causaria dor à santa: seria despida e os carrascos a perseguiriam com chicotadas através das ruas da cidade. A castíssima donzela pediu a Deus que protegesse sua pureza. Novo milagre: uma luz descida do céu envolveu-a, livrando-a desse modo dos olhares impudicos.
Depois disso o pretor mandou que ela fosse decapitada.

Assistindo a todos esses prodígios, seu pai não se deixou comover, mas quis ele mesmo desempenhar o papel de carrasco. Conduziu-a ao alto de uma montanha fora da cidade. Ali, estando a jovem de joelhos em atitude de oração, decepou-lhe . a cabeça. Ao mesmo tempo em que sua cabeça caía separada do tronco, via-se a alma da mártir ser arrebatada ao Céu pelos AnJOs.
Instantes depois do hediondo crime, num céu sem nuvens, um raio fulminou seu pai e o pretor Marciano.

Esse terrível castigo parece colocar os raios na dependência de Santa Bárbara, e explica a devoção dos fiéis, que sempre recorrem a ela nas grandes tempestades.
A veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo em Roma, onde desde o século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome.

Na iconografia católica Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem majestosa e altaneira, ostentando uma palma, simbólica de seu martírio, e um cálice como símbolo da proteção que costuma manifestar em relação aos moribundos, e, ao lado, uma espada, instrumento de seu martírio.
Devoção à Santa Bárbara
festa de Santa Bárbara é celebrada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa. A festa é celebrada no dia 4 de Dezembro de cada ano.
Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por mero interesse, mas sim por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.
Oração de Santa Bárbara
“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”


O culto a Santa Bárbara
A mais antiga representação de Santa Bárbara (séc. VIII) consiste numa pintura encontrada na igreja de Santa Maria Antiqua, no Foro Romano (fotografia ao lado).
A partir do século IX os testemunhos relativos ao culto da Santa ­igrejas, oratórios, altares, mosteiros etc. - tornam-se cada vez mais numerosos, tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Posteriormente, a Santa foi incluída entre os 14 Santos Auxiliadores e passou a ser invocada de modo especial para se obter a graça de recepção dos Sacramentos na hora da morte.
Os artilheiros e os mineiros escolheram Santa Bárbara como sua patrona, para que ela os proteja de toda a explosão que pudesse causar a morte, como o raio que fulminou o ímpio pai da Mártir ...




sábado, 17 de maio de 2014

Mais que uma princesa: Santa Isabel, redentora do Brasil

Católica fiel às orientações do papa, a princesa Isabel abraça uma causa, alcança uma graça e se torna a redentora dos escravos no Brasil

Robert Daibert Júnior



Uma princesa de vassoura na mão varrendo a igreja? E ainda jogando no corpete de seu vestido o pó recolhido do chão? Apesar de estranha, a cena se passou em Guaratinguetá, em 1884. A personagem era a herdeira do trono de D. Pedro II, a princesa Isabel, que cumpria uma promessa feita anos antes à Santíssima Virgem Aparecida. A graça alcançada era ter gerado filhos.
Em Petrópolis, a princesa também era vista frequentemente limpando templos católicos. De fato, ela se consumia em atividades religiosas. Cantava no coral da igreja, participava da adoração ao Santíssimo Sacramento, cuidava da ornamentação do altar. Não raro, passava o dia todo na igreja. E assim, aos poucos, começava a incomodar muita gente.
Além das práticas católicas, sua rotina era comum aos padrões das mulheres de seu tempo e de seu segmento social. Em sua casa, na Corte ou em Petrópolis, Isabel se dedicava com afinco ao cultivo de flores, tocava piano, recebia amigos e parentes, escrevia cartas. Ao lado do marido, o conde d’Eu (1842-1922), abria os salões de seu palácio em Laranjeiras para animados saraus e jantares. Mas, em meio a tudo isso, reinava uma forte religiosidade, que marcou não só sua história pessoal como também a própria História do Brasil.
A religião era uma espécie de óculos pelos quais Isabel olhava o mundo. Certa vez, ela censurou D. Pedro II por ter visitado uma sinagoga na Europa. Também implicou com sua visita àescritora George Sand (1804-1876), a quem considerava imoral. Sand era uma precursora do feminismo, defensora de ideias socialistas, famosa por suas roupas masculinas e seus casos amorosos. Uma figura bem diferente daquelas por quem, desde a infância, Isabel demonstrava admiração e devoção, como os reis e rainhas canonizados pela Igreja Católica. 
 São Luís de França e Santa Isabel, fosse a de Portugal ou a da Hungria, eram seus modelos. Em Caxambu, a princesa iniciou a edificação de uma igreja consagrada a Santa Isabel de Hungria. Em sua primeira viagem à Europa, fez questão de beijar as mãos de Santa Isabel de Portugal, cujo corpo encontrava-se preservado em um caixão. E conforme antiga tradição católica, além de comemorar seu próprio aniversário de nascimento, a princesa também celebrava e recebia presentes nos dias dedicados às duas santas suas homônimas e de quem descendia.
Para Isabel, o Brasil integrava a cristandade, cuja autoridade era o papa, a quem os governantes deviam respeito e submissão. Dessa forma, o exercício da política deveria estar diretamente associado à obediência a esse líder maior, preceito que determinava suas práticas religiosas cotidianas e mesmo sua conduta como regente do Império e herdeira do trono.
Durante a chamada “questão religiosa” (1872-1875), estopim das dificuldades de relação entre a Igreja e o Estado no país, a princesa tomou as dores dos bispos de Olinda e do Pará, presos em 1874 a mando de D. Pedro II por interditarem irmandades frequentadas por maçons. 
Os religiosos obedeciam a uma recomendação do papa não validada pelo imperador, chefe da Igreja no Brasil, conforme a Constituição do Império. Ao intervir na questão, Isabel questionou o pai. “Devemos defender os direitos dos cidadãos brasileiros, os da Constituição, mas qual a segurança de tudo isso se não obedecemos em primeiro lugar à Igreja?”.
Os políticos ligados ao Partido Liberal denunciavam as estreitas ligações entre a herdeira do trono, o episcopado brasileiro e o Vaticano. Como defensores da separação entre Igreja e Estado, viam em Isabel um futuro obstáculo ao seu modelo de sociedade. De fato, durante sua terceira regência (1887-1888), as discussões sobre a adoção do casamento civil, repudiado pelo catolicismo romanizado, foram trancadas no Senado.
Isabel usava sua posição privilegiada para ajudar os necessitados. Promovia concertos, bazares e leilões, mobilizando diversas redes de colaboradores, no Brasil e no exterior. Os recursos angariados eram destinados aos necessitados em maior evidência em cada momento: os refugiados da Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) na Inglaterra, as vítimas da Grande Seca do Nordeste brasileiro (1877-1879) e os feridos nas batalhas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
No Brasil, a princesa abraçou com fervor religioso ainda maior a causa da abolição. Acolheu e alimentou escravos fugitivos em seu palácio. Fomentou campanhas e criou livros de ouro para a subscrição de doações, com o objetivo era angariar fundos para a compra de alforrias. Sua motivação cresceu a partir de 1887, quando o episcopado brasileiro, afinado com as orientações papais, promoveu intensa campanha abolicionista. 
Por meio de cartas pastorais, os bispos convocaram os católicos do país a promover a libertação de escravos em honra ao jubileu sacerdotal do papa. Como católica fiel às orientações papais, a regente atendeu às suas súplicas. Assim, após uma queda de braço que envolveu a demissão do Gabinete Cotegipe, a Lei Áurea foi assinada em 1888. Dias depois, ainda como princesa regente, ajudou a organizar uma gigantesca Missa campal em agradecimento pelo fim da escravidão.
Sem o apoio dos fazendeiros escravistas, a monarquia parecia ameaçada. Isabel confessou mais tarde saber dos riscos que corria. “Fui alertada de que o ato não era político. Mas [...] a agitação entre os escravos era crescente. Leão XIII me pressionava e como poderia eu, batizada e livre, suportar que meus irmãos em Jesus Cristo continuassem escravos, enquanto podiam contar apenas comigo para libertá-los?”
A manutenção da escravidão gerava temores, como a eclosão de uma guerra civil entre abolicionistas e escravocratas, como ocorrera nos Estados Unidos, ou uma repetição do ocorrido no Haiti, onde os negros expulsaram os brancos. A libertação sonhada pela princesa seria ordeira e pacífica, de modo a evitar o pesadelo das convulsões sociais. A liberdade deveria ser uma doação e uma bênção. 
Como “redentora dos cativos”, a princesa via-se agora cumprindo o papel de governante católica com o qual se identificava desde a infância.
A Lei Áurea por Miguel Navarro Cañizares

Meses depois da Lei Áurea, em setembro de 1888, a princesa recebeu a Rosa de Ouro, uma condecoração oferecida apenas a chefes de Estado em reconhecimento por sua fidelidade à Santa Sé. Por carta, o papa Leão XIII não só lhe agradecia como interpretava a assinatura da Lei como sinal de dedicação de sua “Filha muito amada” às orientações da Sé Apostólica. Nos meios católicos, a celebração em torno da entrega da Rosa de Ouro revestia-se de simbolismos. Para uns, seria o início do Terceiro Reinado, uma espécie de coroação antecipada e chancelada pela Igreja. Outros viam no episódio um novo momento de fundação. Era a “segunda Missa no Brasil”, diziam. Mas o fato é que Isabel, durante a solenidade, causou constrangimento nos meios políticos liberais ao jurar fidelidade ao papa, um soberano estrangeiro.
No exílio, após a queda da monarquia, Isabel foi procurada por Silveira Martins (1835-1901), senador do Império entre 1880 e 1889. O assunto era a restauração da monarquia. A ideia era que o ex-imperador e a filha abdicassem em favor do príncipe D. Pedro, o filho mais velho da princesa. O rapaz tinha então 15 anos.  O plano era levá-lo de volta ao Brasil, sem a presença dos demais membros da família imperial.  A chefia do Estado seria entregue a um governo regencial até que o garoto atingisse a maioridade. O ex-imperador aceitou tudo de pronto, mas a princesa foi contra. 
“Embora brasileirasou,antes de tudocatólica; e com relação a meu filho ir para o Brasiljamais o confiarei a este povo[os políticos]já que o meu dever é a salvação de sua alma.”
Irritado e desiludido, o político respondeu-lhe prontamente:“Entãosenhoraseu destino é o convento!”  
A princesa não chegou a herdar o trono de seu pai. No exílio na França, onde permaneceu até sua morte, em 1921, Isabel dedicou-se ainda mais à caridade e a um contato mais próximo com o Vaticano.Durante a velhice, promoveu diversas campanhas de ações beneficentes dirigidas aos brasileiros, tudo com auxílio de amigos e, principalmente, por meio de suas sólidas articulações com o episcopado. Mesmo impedida de ocupar o trono, ela “reinava” a seu modo e à distância. 
Na França, cultivava em seu palácio um jardim de plantas brasileiras e ensinava a língua portuguesa aos netos. Em seus aposentos, guardava com devoção os objetos que considerava mais sagrados: abandeira imperial brasileira, a coroa do Império, a Rosa de Ouro e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, maior devoção entre os católicos romanizados.

Robert Daibert Júnioré professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e autor do livro Isabel, a ‘Redentora dos escravos’: uma história da princesa entre olhares negros e brancos (Edusc, 2004).
fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Conexão Repórter - Jornalista conversa com mulher que realiza aborto



A verdadeira face da morte - aborto:















Abaixo o Catecismo sobre o aborto (clique na foto abaixo)





Peço que compartilhem o link desse artigo para o maior número de pessoas. Pode ser que alguém que esteja com o pensamento voltado para este fim e ao ver a reportagem, abrace a via.
Deus o abençoe!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Seja feita a vontade de DEUS.


Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu



43. — O Espírito Santo produz em vós um terceiro dom, chamado dom de Ciência.

O Espírito Santo não produz nos bons somente o dom do Temor e o dom da Piedade que, como vimos atrás (n° 34), é um amor delicado por Deus. O Espírito Santo torna o homem sábio.
Davi pedia o dom da ciência no Salmo 118, 66, dizendo: Ensinai-me a bondade, a doutrina e a ciência. E é esta ciência do bem viver, que nos ensina o Espírito Santo.

Entre as disposições que contribuem para a ciência e a sabedoria do homem, a mais importante é aquela que faz com que o homem não se apóie em si mesmo. Não te estribes em tua prudência, recomenda o livro dos Provérbios (3, 5). Com efeito, os que confiam em seu próprio julgamento, a ponto de não se fiarem senão em si mesmos e não nos outros, são considerados como insensatos, e verdadeiramente o são. Declara o livro dos Provérbios (26, 12): Mais se deve esperar de um ignorante do que de um homem que é sábio a seus próprios olhos.

Um homem não confia em seu próprio julgamento se é humilde, pois, ensinam os Provérbios (11, 2): onde há humildade, aí há igualmente sabedoria. Os orgulhosos ao contrário, põem em si toda confiança.

44. — Assim sendo, o Espírito Santo nos ensina, pelo dom de Ciência, a não fazer a nossa vontade, mas a vontade de Deus. E também quando pedimos a Deus, que Sua vontade se faça no céu, como na terra, manifesta-se O dom de Ciência.

Quando dizemos a Deus: Seja feita a vossa vontade, é como se fôssemos doentes que aceitam o remédio amargo, prescrito pelo médico. O doente não quer tal remédio, mas aceita a vontade do médico, do contrário, seguindo só sua vontade, seria um insensato. Da mesma maneira, não devemos pedir a Deus nada além do Seu querer, isto é, a realização de Sua vontade em nós.

O coração do homem é reto, quando está de acordo com a vontade divina, assim como fez o Cristo: (Jo 6, 38): Desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d' Aquele que me enviou.

Cristo, enquanto Deus, tem uma só vontade com o Pai, mas enquanto homem tem sua vontade distinta da vontade do Pai. Foi falando desta vontade que declarou: não faço a minha vontade, mas a de meu Pai. E por isso nos ensinou a rezar e a pedir: «seja feita a vossa vontade».

45. — Mas qual é a razão de ser desta oração: «Seja feita a vossa vontade?»

Não se diz a Deus, no Salmo 113 (v. 3): Tudo quanto quis, fez? Se Deus faz tudo que quer no céu e na terra, porque diz Jesus: Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu?

46. — Para compreender a causa deste pedido é preciso saber que Deus quer para nós três coisas que realizamos nesta oração.

a) Em primeiro lugar, Deus quer que tenhamos a vida eterna. Quando alguém faz alguma coisa visando um determinado fim, quer que ela atinja tal fim. Ora, Deus não fez o homem sem um fim determinado. Diz o Salmo (88, 48): acaso criastes em vão todos os filhos dos homens? Deus criou os homens, para um fim que não são as volúpias, pois estas também as têm os animais. Deus quis que o homem alcançasse a vida eterna. (cf. Jo. 3, 16; 10, 10).

47. — Quando alguma coisa atinge o fim para que foi feita, diz-se que está salva; quando não atinge, diz-se que está perdida. Ora, o homem é feito por Deus para a vida eterna. Quando ele chega lá, está salvo; e esta é a vontade de Deus para ele. Esta é a vontade do Pai que me enviou: que o que vir o Filho e crer nele, tenha a vida eterna. (Jo 6, 40).

Esta vontade já se cumpriu nos anjos e santos, que vivem na pátria celeste, pois vêem a Deus, o conhecem e gozam dele. Mas nós desejamos que, assim como a vontade de Deus se cumpre nos Bem-aventurados que estão no céu, se cumpra também em nós que estamos na terra. Por isso pedimos na oração: «Seja feita a vossa vontade» em nós, que estamos na terra, como nos Santos, que estão no céu.

48. — b) Quanto a nós, Sua vontade é que cumpramos Seus mandamentos. Quando alguém deseja um bem, quer não só este bem, como os meios para obtê-lo. Também o médico, para conseguir a saúde do doente, quer a dieta, os remédios e outras coisas desse gênero.

Ora, Deus quer que tenhamos a vida eterna.

Ao moço que lhe pergunta: Que devo fazer de bom para ter a vida eterna? Jesus responde: Se queres entrar na vida eterna, guarda os mandamentos (Mt 19, 17).

São Paulo escreve, a esse propósito, aos Romanos (12, 19): E não vos conformeis com este mundo, mas reformai-vos com um espírito novo, para que experimenteis qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita.

A vontade de Deus é boa porque é útil. Sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil. (ls 48, 17).

É agradável para aqueles que a amam. Se a vontade de Deus não é grata aos que não a amam, para os que a amam é deliciosa. A luz nasceu para os justos, a alegria para os retos de coração, diz o Salmista (Sl 96, 11 ).

A vontade de Deus é também perfeita, porque é uma bondade superior a tudo. Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito, prescrevia Jesus (Mt 5, 48).

Assim, quando dizemos, «Seja feita a vossa vontade», pedimos a graça de observar os mandamentos de Deus.

Ora, a vontade de Deus se cumpre nos justos, mas ainda não nos pecadores. Os justos são designados pelo céu e os pecadores pela terra.

Pedimos, pois que a vontade de Deus seja feita na terra, isto é nos pecadores, como é feita no céu, nos justos.

49. — Notemos que Jesus, com o próprio modo de formular o terceiro pedido do «Pai nosso» nos dá um ensinamento:

Jesus não nos faz dizer a nosso Pai: «fazei a vossa vontade», nem tão pouco, «que nós façamos a vossa vontade», mas sim: «Seja feita a vossa vontade».

Com efeito, duas coisas são necessárias para alcançarmos a vida eterna: a graça de Deus e a vontade do homem.

Apesar de Deus ter criado o homem sem chamá-lo a cooperar na criação, não o justifica, no entanto, sem a cooperação dele. «Aquele que te criou sem ti, não te justificará sem ti» diz Santo Agostinho, em seu comentário sobre São João. Realmente, Deus quer esta cooperação do homem. Convertei-vos a mim, e eu me converterei a vós, diz Ele em Zacarias (1,3); e São Paulo escreveu: (1 Cor 15, 10) Pela graça de Deus sou o que sou e sua graça não tem sido vã em mim.

Não sejais presumidos, mas confiai na graça de Deus; não negligencieis o vosso esforço, mas trazei vossa cooperação.

É por isso que Jesus não nos manda dizer «que nós façamos a vossa vontade», do contrário pareceria que a graça de Deus não tem nada para fazer. Também não prescreve «Fazei a vossa vontade», senão pareceria que nossa vontade e nosso esforço não servem para nada.

Mas Jesus nos faz dizer: Seja feita a vossa vontade, pela graça de Deus, à qual juntamos nosso trabalho e nosso esforço.

50. — c) em terceiro lugar, Deus quer que sejamos restabelecidos no estado e na dignidade em que foi criado o primeiro homem. Dignidade e estado tão elevados que seu espírito e sua alma não sentiam qualquer oposição da parte da carne e da sensibilidade.

Enquanto a alma foi submissa a Deus, a carne foi submissa ao espírito e tão perfeitamente que não experimentou nem a corrupção da morte nem a alteração da doença e das outras paixões.

Mas a partir do momento em que o espírito e a alma, que estavam entre Deus e a carne, se rebelaram contra Deus, pelo pecado, também o corpo se rebelou contra a alma e começou a ter doenças e a morrer, e sua sensibilidade continuamente se revoltou contra o espírito. O que faz com que São Paulo diga: (Rm 7,23). Sinto nos meus membros uma outra lei, que repugna à lei do meu espírito. E (Gl 5, 17) A carne tem desejos contra o espírito e o espírito contra a carne. Assim há uma guerra incessante entre o espírito e a carne; o homem torna-se cada vez pior pelo pecado.

Deus quer que o homem seja restabelecido em seu primeiro estado, isto é, que não haja nada na carne que se oponha a seu espírito; o que São Paulo exprime assim (1 Ts 4, 3): Pois é essa a vontade de Deus: a vossa santificação.

51. — Ora, esta vontade de Deus, quanto ao nosso corpo, não pode realizar-se nesta vida. Ela se realizará na ressurreição dos santos, quando seus corpos ressuscitarão gloriosos, incorruptíveis e esplêndidos, segundo a palavra do Apóstolo (1 Cor 15,43): Semeia-se na vileza, mas o corpo ressuscitará na glória.

No entanto a vontade de Deus se realiza aqui em baixo, no espírito dos justos, por sua justiça, ciência e vida. Assim, quando dizemos: «Seja feita a vossa vontade», pedimos ao Senhor que realize sua vontade também em nossa carne.

Segundo esta explicação, no pedido, «Seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no céu», a Palavra céu designa nosso espírito e a palavra terra designa nossa carne. E o sentido deste pedido será: que vossa vontade seja feita na terra, isto é, em nossa carne, como é feita no céu, isto é, em nosso espírito, pela justiça.

52. — Este terceiro pedido nos faz chegar à bem-aventurança das lágrimas, que o Senhor nos fez conhecer no Sermão da Montanha (Mt 5, 5): Bemaventurados os que choram, porque serão consolados. É fácil demonstrá-la retomando os três pontos de nossa explicação.

Primeiramente, Deus quer para nós e nos faz desejar a vida eterna. Por esse amor à vida eterna, somos levados a derramar lágrimas. Ai de mim, canta o salmista, como é longo o meu exílio! (Sl 119,5). E esse desejo de vida eterna, entre os santos, é tão forte que os faz aspirar à morte, se bem que, em si mesma, ela seja objeto de aversão. Nós preferimos deixar este corpo e estar presentes no Senhor (2 Cor 5,8).

Em segundo lugar, os que guardam os mandamentos de Deus, para obedecer à vontade de Deus, estão também na aflição, porque, se os preceitos são doces para a alma, são amargos para a carne, pois a mortificam. Falando da carne, e também de suas almas, o Salmista diz dos justos (Sl 125, 5): Semearam em lágrimas, com alegria ceifarão.

Em terceiro lugar, falamos da luta incessante entre nossa carne e nosso espírito. Luta essa que é, igualmente, objeto de nossas lágrimas. É impossível que neste combate a alma não receba alguns ferimentos da parte da carne, ao menos os dos pecados veniais. A obrigação de expiar estas faltas é razão de lágrimas. Salmo 6,7: Todas as noites, isto é, na obscuridade de meus pecados, regarei o meu leito, isto é minha consciência. Os que choram assim, alcançarão a pátria. Que Deus se digne de nos conduzir a ela.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

O corpo incorrupto de Santa Bernadette


A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina
Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-sudeste de Paris. 

Assim informa uma inscrição ao lado do corpo da Santa na mesma capela:


“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.





Ele está intacto e “como se estivesse petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

O rosto e as mãos, que escureceram no contato com o ar, foram recobertos com ligeiras camadas de cera, moldadas segundo os modelos recolhidos diretamente.

A posição inclinada para o lado esquerdo foi assumida pelo corpo no túmulo.”
Em 22 de setembro de 1909, trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado pela primeira vez e o corpo encontrado intacto.

Os Drs. Ch. David e A. Jordan, que conduziram esta primeira exumação, escreveram no relatório da perícia:
“O caixão foi aberto na presença do Bispo e do Prefeito de Nevers, seus principais representantes e diversos religiosos. 

“Não notamos nenhum odor.

“O corpo estava vestido com o Hábito da Ordem a que pertencia Bernadette. O Hábito estava úmido.
“Apenas a face, mãos e antebraços estavam descobertos.


“A cabeça estava inclinada para a esquerda. A face estava lânguida e branca. A pele estava apegada aos músculos e estes apegados aos ossos.

“As cavidades oculares estavam cobertas pelas pálpebras [...]

“Nariz dilatado e enrugado. Boca levemente aberta e se podia ver os dentes no lugar.

“As mãos, cruzadas sobre o peito, estavam perfeitamente preservadas, bem como suas unhas. As mãos seguravam um terço. Podia se observar as veias no antebraço.

“Os pés estavam enrugados e as unhas intactas.

“Quando o Hábito foi removido e o véu levantado de sua cabeça, pode se observar um corpo rígido, pele esticada [...]

“Seu cabelo estava com um corte curto e bem preso à cabeça. As orelhas estavam em perfeito estado de conservação [...]

“O abdome estava esticado, assim como o resto do corpo. Ao ser tocado, tinha um som como de papelão.

“O joelho direito estava mais largo que o esquerdo.

“As costelas e músculos se observavam sob a pele [...]

“O corpo estava tão rígido que podia ser virado para um lado e para o outro [...]

“Em testemunho de que temos corretamente escrito esta presente declaração, a qual representa a verdade em sua totalidade.


Nevers, 22 de setembro de 1909, Drs. Ch. David, A. Jourdan.” Fonte em inglês -- Fonte em português
Por fim, a 18 de novembro de 1923, Sua Santidade o Papa Pio XI assinou decreto reconhecendo a heroicidade das virtudes de Bernadette.

Após a beatificação da Santa, foi efetivada uma terceira exumação em 12 de Junho de 1925. O objetivo era a retirada de “relíquias” de seu corpo. A canonização viria oito anos mais tarde, em 1933.
Naquela época foi confeccionada a urna de cristal que guarda o corpo de Santa Bernadette. 

As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera.






Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers

A urna se encontra hoje numa bela capela fora da clausura para que possa ser visitada. 

O corpo milagrosamente preservado de Santa Bernadette encoraja os visitantes a imitarem a vida de Santa Bernadette e levarem a sério as mensagens transmitidas pela vidente da Imaculada Conceição.
fonte:http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br








sexta-feira, 21 de junho de 2013

DDD - discagem direta a DEUS

"Assim como a operadora precisa do telefone...

                                    assim são os Santos, diante de DEUS."



Pergunta — Poderia explicar o papel dos santos na oração? Que acontece quando rezamos aos santos? Quais são as orações que todo católico deveria fazer diariamente?

Resposta — A pergunta é oportuna para tratarmos de um tema mais necessário do que nunca e sobre o qual precisamos ter ideias muito claras. Tanto mais por vivermos num mundo em que a fé vai minguando a ponto de poder ser comparada a uma grama rala e escassa, num terreno seco e árido.

Para quem não tem fé, a oração entra na lista das coisas inúteis e sem sentido. Aliás, para muitos, sem nenhum sentido. Estamos na era de um avanço tecnológico assombroso posto ao alcance de todos, desde a mais tenra idade. Até crianças de menos de dois anos chegam a agarrar o smartphone de algum irmãozinho mais velho, e deslizam o polegar sobre a telinha, procurando imitá-lo. A pequenina vê os irmãos falarem com seus (ou suas) coleguinhas de escola através daquele aparelho e forma imediatamente a noção de que esse objeto transmite a voz deles para outras crianças que estão não se sabe onde. De qualquer modo, ela vê que o tal aparelhinho faz essa conexão “mágica”.

Diante desse fato, que se tornou banal hoje em dia, o adulto, que não vive mais no embalo dos sonhos de infância, pode se perguntar: para os homens se comunicarem entre si, a ciência e a tecnologia colocaram à nossa disposição vários meios; mas para eu me comunicar com Deus, que instrumento usar? Não há nenhum instrumento humano! Nada há neste mundo que possa estabelecer minha comunicação com Deus!

Para responder à pergunta do consulente, que versa sobre a questão específica da oração aos santos, convém esclarecer primeiro como se faz a oração dirigida diretamente a Deus.

Como pode o homem comunicar-se com Deus?

Ora, numa definição muito simples, a oração consiste precisamente em falar com Deus! Definição essa que tem a chancela de um grande Doutor da Igreja. Segundo Santo Tomás de Aquino, a oração é a elevação da mente a Deus: elevatio mentis apud Deum. Portanto, uma elevação de minha alma, que é espírito, até Deus, que é puro espírito.

Obviamente, para realizar essa operação, não existe nenhum smartphone espiritual. Colocado diante da definição de Santo Tomás, e tendo em mente os avanços da ciência, talvez alguém levante a hipótese abstrusa de que nosso cérebro possa emitir algum tipo de onda ou feixe de partículas eletromagnéticas que transmitam até Deus nossa oração. Tanto mais quanto nossa atividade mental — intelectiva ou volitiva — deve, de alguma maneira, repercutir nos elementos constitutivos de nosso cérebro. Aliás, a literatura médica apresenta como certo que idosos com atividade intelectual intensa estão menos sujeitos a certos tipos de degenerescência cerebral. Portanto, nossa oração exclusivamente mental produz repercussões físicas e biológicas benéficas em nosso próprio cérebro.

Voltando ao tema que nos ocupa, o dado mais relevante a ter em consideração é que um dos elementos envolvidos nessa comunicação espiritual é um Ser infinito. Então, se procurarmos no homem que faculdades ele tem para comunicar-se com a infinitude de Deus, a resposta pareceria negativa, porque o finito não pode atingir o infinito! Mas a resposta deve ser procurada do outro lado, isto é, do lado de Deus: como pode Deus colocar-se ao alcance do homem para ouvir o que ele tem a dizer-Lhe?

Então, a solução do problema fica muito fácil. Aprendemos no Catecismo que todos os atributos divinos são infinitos. Assim como Ele é onipotente — tudo pode fazer e criou o mundo do nada — também é onisciente, isto é, conhece tudo o que se passa no universo, inclusive os anseios mais íntimos e secretos do coração humano. Basta, portanto, formularmos em nosso coração um desejo ou pensamento que Deus imediatamente toma conhecimento dele. Para falarmos com os grandes deste mundo, precisamos pedir audiência (que não nos será concedida sem os devidos apadrinhamentos...). Mas para falar com Deus, o atendimento é instantâneo, a qualquer hora do dia ou da noite. Que grande honra e felicidade sermos atendidos na hora, pelo Senhor e Criador do Universo!

Os santos veem em Deus as orações que lhes dirigimos

A oração dirigida diretamente a Deus fica assim explicada. E as orações que a Ele dirigimos através de Nossa Senhora e dos santos? É claro que estes não têm uma visão direta do coração humano como Deus tem. Mas Deus quis associá-los na suprema tarefa da salvação das almas. Sobretudo Maria Santíssima, sua Mãe Imaculada, a quem Ele constituiu como Medianeira de todas as graças.

As coisas então se passam assim: a alma faz uma oração, digamos a Santo Antonio, fazendo determinado pedido; em sua contínua contemplação de Deus, Nossa Senhora e o santo invocado veem que aquela pessoa suplica sua intercessão para a obtenção de determinada graça; Nossa Senhora, constituída como tesoureira dos méritos de Jesus Cristo, obtém de Deus a concessão daquela graça; e Deus então atende ao pedido daquela alma, associando os méritos de Santo Antonio aos méritos de Jesus Cristo. No fim do processo, a alma tem a sensação verdadeira de que obteve a graça pela intercessão de Santo Antonio. Tudo muito justo, autêntico e razoável.

A objeção protestante de que os méritos dos santos de nada nos valem perante Deus não leva em conta que eles valem muito, por estarem associados aos méritos de Jesus Cristo, que são o fundamento absoluto de todas as graças concedidas aos homens. O papel de Nossa Senhora, como Medianeira de todas as graças, fica também devidamente realçado. Máxime se tivermos em vista seu título de Co-Redentora, ainda não proclamado, mas cujo fundamento teológico é defendido por mariólogos de peso.

Suponho que seja exatamente esse o esclarecimento que o missivista pedia em sua pergunta: “Que acontece quando rezamos aos santos?”.

Que orações fazer? Que graças pedir?

O missivista pergunta, por fim, que orações deve fazer diariamente. Aí é melhor deixar ao critério do próprio interessado. Vale um princípio geral: reze aquelas orações que mais lhe tocam o coração. As quais, aliás, podem variar de acordo com as disposições de alma no momento em que a pessoa se encontra. [se possível de joelhos e com sua roupa correta. Homem com calça e camisa e mulher de vestido ou saia; ambos de preferência - abaixo dos joelhos]

Não obstante, nunca o fiel deve deixar de fazer a oração da manhã, ao levantar, e a oração da noite, antes de dormir. Um bom católico nunca deixará de rezar o terço diariamente, e se possível o Rosário inteiro (4 terços). A oração do Angelus ao meio-dia e às seis horas da tarde costuma fazer parte do rol diário de orações.

Mas há uma prática que não poderia deixar de ser destacada: o oferecimento das ações e sofrimentos do dia segundo as intenções do apostolado do Sagrado Coração de Jesus, largamente difundido nas associações religiosas arraigadas na Igreja antes do Concílio Vaticano II. 

Se bem que, em seguida ao Concílio, essas associações tenham sido postas de lado, combatidas como antiquadas, e mesmo fechadas em consequência de uma mal entendida participação dos fieis no Santo Sacrifício da Missa — que dispensaria as devoções tradicionais — o oferecimento do dia permaneceu como prática normal de um certo número de católicos. Conviria revalorizá-lo.



Mas a dessacralização e a laicização do mundo avançaram muito nos últimos 50 anos. Seria bom — e a nosso ver, mesmo necessário — que nas intenções do oferecimento do dia fosse incluída a eliminação do laicismo e a restauração da civilização cristã. Sem isso, não haverá a reevangelização do mundo, tão preconizada pelos últimos Pontífices; a semente do Evangelho seria lançada em terreno árido e pedregoso, e se chegasse a brotar, logo se extinguiria, segundo a célebre parábola do semeador de que falou Nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Mt 13,5-6; Mc 4,5-6; Lc 8,6).

Assim, tomo a iniciativa de propor a seguinte fórmula, que sugiro aos leitores, submetendo-a, porém, respeitosamente, à autoridade eclesiástica competente:

Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações, obras, sofrimentos, más surpresas e decepções deste dia, em reparação de nossas ofensas, e por todas as intenções pelas quais Vós Vos imolais continuamente sobre o Altar. Eu Vo-los ofereço muito especialmente pela restauração da civilização cristã, e sua extensão em todo o mundo, com o cumprimento das promessas de Nossa Senhora em Fátima, em particular a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria ali anunciado.

fonte revista Catolicismo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Somente o cego por teimosia que não vê.

Imagem de Nossa Senhora de Aparecida aparece na retina do olho de uma jovem em Rondonópolis - MT.

Assista:


E tem católico que deixa de acreditar na Santíssima Virgem Maria, para acreditar em pastor...
E tem católico que não reza o terço...
E tem católico que só acredita depois de ver...

E tem cegos por opção, que mesmo vendo, irão dizer:

Isso é apenas uma anomalia no globo ocular, causado por alguma disfunção ou proteínas que não foram blá, blá, blá... e blá blá blá...



Católico, aproveite mais esta graça que só acontece aos fiéis da única Igreja de CRISTO, para se aprofundar na sua fé e devoção a Santíssima Virgem Maria - Mãe de Nosso SENHOR JESUS CRISTO.

[...]

           A beleza está nos olhos de quem a vê.
                          Ramón Campoamor y Campoosorio


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Felizes os que creram sem terem visto





Os Sacerdotes, cujos nomes se seguem, declaram que, baseando-se no seu conhecimento pessoal do caso de possessão, estão absolutamente convencidos da autenticidade das revelações feitas pelos demônios, sob a ordem da Santíssima Virgem.

Padre Albert d’Arx, Niederbuchsiten
Padre Arnold Egli, Ramiswil
Padre Ernest Fischer, Missionário, Gossau
Padre Pius Gervasi, OSB, Disentis
Padre Karl Holdener, retirado, Ried
Padre Gregor Meyer, Trimbach
Padre Robert Rindere CPPS, Auw
Padre Louis Veillard, retirado, Cesneux-Péquignot

Os Sacerdotes são todos de nacionalidade Suíça, excepto o Padre Fischer, que é alemão. Todos participaram nos exorcismos, salvo o Padre Gregor Meyer, que durante algum tempo foi o diretor espiritual da senhora atacada e que a conhece, muito bem. Dois outros Padres, de nacionalidade francesa, participaram também nos exorcismos.

NOTE BEM: Apesar do testemunho dos Sacerdotes envolvidos e de outros peritos,
desejamos declarar, de acordo com o decreto do Papa Urbano VIII, que a este documento só se pode dar uma fé humana. Submetemos a totalidade do texto ao juízo supremo da Santa Igreja.

OS EXORCISMOS (apenas um trecho do mesmo será postado)
EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975

COMUNHÃO NA BOCA

A(demônio) – …Devem receber convenientemente os sacramentos… fazer uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. 
Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes “Senhor eu não sou digno”, e não uma 
vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.
E (sacerdote)– Diz só a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição…

A – Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai!
E – Nós te ordenamos, em nome (…) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total; tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te!

A – Ela (aponta para cima) quer que eu diga…
E – Diz a verdade, em nome (…).

A – Ela quer que eu diga… que se Ela, a grande Senhora, ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
E – Em nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade!

A – Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa, dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.
E – Em nome (…) diz a verdade!

A – Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.
E – Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir, em nome (…).

A – Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa (daquela época - 1975), a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus.
E – Continua a dizer a verdade, em nome (…). 


http://www.slacerdaf.com/?page_id=426




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