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terça-feira, 10 de abril de 2018

Tens algum doente em casa ou no hospital? Alguns ensinamentos à luz do Catecismo.




D.38 DOENTES cf. Unção dos enfermos

D.38.1 "Curai os enfermos" preceito de Jesus

§1506 Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa á sua vida pobre e de servidor. Faz com que participem de seu ministério de compaixão e de cura: "Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo" (Mc 6,12-13).

§1507 O Senhor ressuscitado renova este envio ("Em meu nome... eles imporão as mãos sobre os enfermos e estes ficarão curados". (Mc 16,17-18) e o confirma por meio dos sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome. Esses sinais manifestam de um modo especial que Jesus é verdadeiramente "Deus que salva".

§1508 O Espírito Santo dá a algumas pessoas um carisma especial de cura para manifestar a força da graça do ressuscitado. Todavia, mesmo as orações mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças. Por isso, São Paulo deve aprender do Senhor que "basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que minha força manifesta todo o seu poder" (2Cor 12,9), e que os sofrimentos que temos de suportar podem ter como sentido "completar na minha carne o que falta às tribulações de Cristo por seu corpo, que é a Igreja" (Cl 1,24).

§1509 "Curai os enfermos!" (Mt 10,8). A Igreja recebeu esta missão do Senhor e esforça-se por cumpri-la tanto pelos cuidados aos doentes como pela oração de intercessão com que os acompanha. Ela crê na presença vivificante de Cristo, médico da alma e do corpo. Esta presença age particularmente por intermédio dos sacramentos e, de modo especial, pela Eucaristia, pão que dá vida eterna a cujo liame com a saúde corporal São Paulo alude.

§1510 Entretanto, a Igreja apostólica conhece um rito próprio em favor dos doentes, atestado por São Tiago: "Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados" (Tg 5,14-l5). A Tradição reconheceu neste rito um dos sete sacramentos da Igreja.

D.38.2 Cuidado e consideração dos doentes

§2186 Os cristãos que dispõem de lazer devem lembrar-se de seus irmãos que têm as mesmas necessidades e os mesmos direito mas não podem repousar por causa da pobreza e da miséria. O domingo é tradicionalmente consagrado pela piedade cristã às boas obras e aos humildes serviços de que carecem os doentes, os enfermos, os idosos. Os cristãos santificarão ainda o domingo dispensando à sua família e aos parentes o tempo e a atenção que dificilmente podem dispensar nos outros dias da semana. O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e de meditação, que favorecem o crescimento da vida interior cristã.

D.38.3 Doentes no Antigo Testamento

§1502 O homem do Antigo Testamento vive a doença diante Deus. E diante de Deus que ele faz sua queixa sobre a enfermidade, e é dele, o Senhor da vida e da morte, que implora a cura . A enfermidade se toma caminho de conversão e o perdão de Deus de início à cura. Israel chega à conclusão de que a doença, de uma forma misteriosa, está ligada ao pecado e ao mal e que a fidelidade a Deus, segundo sua Lei, dá a vida: "Porque eu sou Iahweh, aquele que te restaura" (Ex 15,26). O profeta entrevê que o sofrimento também pode ter um sentido redentor para os pecados dos outros (Cf Is 53,11). Finalmente, Isaías anuncia que Deus fará chegar um tempo para Si o em que toda falta será perdoada e toda doença ser curada (Cf Is 33,24).

D.38.4 Doentes sinal da presença de Jesus

§1373 "Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós" (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em sua Igreja): em sua Palavra, na oração de sua Igreja, "lá onde dois ou três estão reunidos em meu nome" (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em seus sacramentos, dos quais ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas "sobretudo (está presente) sob as espécies eucarísticas".

D.38.5 Jesus e cura dos doentes

§699 A mão. E impondo as mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as criancinhas. Em nome dele, os apóstolos farão o mesmo. Melhor ainda: é pela imposição das mãos dos apóstolos que o Espírito Santo é dado. A Epístola aos Hebreus inclui a imposição das mãos entre os "artigos fundamentais" de seu ensinamento. A Igreja conservou este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo em suas epicleses sacramentais.

§1503 A compaixão de Cristo para com os doentes e suas numerosas curas de enfermos de todo tipo são um sinal evidente de que "Deus visitou o seu povo e de que o Reino de Deus está bem próximo. Jesus não só tem poder de curar, mas também de perdoar os pecados: ele veio curar o homem inteiro, alma e corpo; é o médico de que necessitam os doentes. Sua compaixão para com todos aqueles que sofrem é tão grande que ele se identifica com eles: "Estive doente e me visitastes" (Mt 25,36). Seu amor de predileção pelos enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção toda especial dos cristãos para com todos os que sofrem no corpo e na alma. Esse amor está na origem dos incansáveis esforços para aliviá-los.

§1504 Muitas vezes Jesus pede aos enfermos que creiam. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos, lama e ablução. Os doentes procuram tocá-lo, "porque dele saía uma força que a todos curava" (Lc 6,19). Também nos sacramentos Cristo continua a nos "tocar" para nos curar.

§1505 Comovido com tantos sofrimentos, Cristo não apenas se deixa tocar pelos doentes, mas assume suas misérias: "Ele levou nossas enfermidades e carregou nossas doenças". Não curou todos os enfermos. Suas curas eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte por sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre si todo o peso do mal e tirou o "pecado do mundo" (Jo 1,29). A enfermidade não é mais do que uma conseqüência do pecado. Por sua paixão e morte na cruz, Cristo deu um novo sentido ao sofrimento, que doravante pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora.

"CURAI OS ENFERMOS..."

§1506 Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa á sua vida pobre e de servidor. Faz com que participem de seu ministério de compaixão e de cura: "Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo" (Mc 6,12-13).

D.38.6 Unção sagrada dos enfermos

§1511 A Igreja crê e confessa que existe, entre os sete sacramentos, um sacramento especialmente destinado a reconfortar aqueles que provados pela enfermidade: a Unção dos Enfermos.

Esta unção sagrada dos enfermos foi instituída por Cristo nosso Senhor como um sacramento do Novo Testamento, verdadeira e propriamente dito, insinuado por Marcos, mas recomendado aos fiéis e promulgado por Tiago, Apóstolo e irmão do Senhor.

§1516 Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. E dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste sacramento. Que os fiéis incentivem os doentes a chamar o sacerdote, para receber este sacramento. Que os doentes se preparem para recebê4o com boas disposições, com a ajuda de seu pastor e de toda a comunidade eclesial, que é convidada a cercar de modo especial os doentes com suas orações e atenções fraternas.

§1519 A celebração do sacramento compreende principalmente os elementos seguintes: "os presbíteros da Igreja (Cf Tg 5,14) impõem – em silêncio - as mãos aos doentes; oram sobre eles na fé da Igreja. É a epiclese própria deste sacramento. Realizam então a unção com óleo consagrado, que, se possível, deve ser feita pelo Bispo. Essas ações litúrgicas indicam a graça que esse sacramento confere aos enfermos.

Mãe e Virgem de Guadalupe interceda por nós, vigie-nos com os seus olhos maternos

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Reflexão sobre o estado atual da Igreja moderna e sobre a Tradição.



Reflexões da Sagrada Escritura: A Igreja e o mundo.

“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo” (1 João, II, 15).
Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com
Escrevi este artigo quando ainda seminarista, ou mais precisamente, há 45 anos. Mostrei-o à S. Ex.cia Rev.ma D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, que, então,  bondosamente o leu e deu a sua aprovação.
Hoje, vemos como os modernistas, mais do que nunca, dominando na Igreja, fazem uma mistura das coisas sagradas com as mundanas, como foi o fato sacrílego acontecido no carnaval deste ano em São Paulo, quando o Cardeal Odilo Pedro Scherer permitiu que o bloco carnavalesco União de Vila Maria, sob pretexto de homenagear os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, misturasse samba com cânticos religiosos, e colocasse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, inclusive com o manto e coroa bentos por um padre do Santuário de Aparecida, colocasse, digo, num ambiente o mais mundano e pecaminoso possível, que é o carnaval, máxime o do Brasil. Assim sendo, achei por bem publicar este artigo. Oxalá as almas possam ver onde está a verdadeira doutrina de Nosso Senhor, e, outrossim, vejam como os modernistas são realmente os maiores inimigos da Igreja.
Feita que foi esta introdução, vamos iniciar as nossas reflexões sobre este texto das Sagradas Escrituras, acima enunciado. Demos, em primeiro lugar, a noção correta de MUNDO, sentido este expresso no texto em apreço e nos muitos outros que aqui citaremos. Tomamos aqui o termo MUNDO  não enquanto significa as obras da criação ou o conjunto das pessoas que vivem na terra (bons e maus), mas enquanto significa o complexo daqueles que são escravos da tríplice concupiscência e cujas máximas são contrárias às de Jesus Cristo.
Mundo neste último sentido é explicado pelo Apóstolo São João na sua Primeira Epístola: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa, e a sua concupiscência com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João, II, 15-17). Baseados sempre nas Sagradas Escrituras e na Tradição, vamos explicar esta definição do mundo dada por S. João Evangelista.

1. CONCUPISCÊNCIA DA CARNE: Sobre ela eis o que diz São Paulo: Caminhemos como de dia, honestamente; não caindo em glutonarias e na embriaguês, não em desonestidades e dissoluções; não em contendas e emulações, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos ocupeis da carne em suas concupiscências” (Rom. XIII, 13 e 14). “Caminhemos como de dia, honestamente”. As obras dos filhos das trevas são feitas comumente à noite. São todas as desonestidades provenientes da concupiscência da carne. É o amor desordenado dos prazeres dos sentidos. Em primeiro lugar o amor sensual ou luxúria, espalhado por todo o corpo: ver, ouvir, falar, fazer tudo aquilo que acende e alimenta as chamas do amor impuro. Também os excessos no comer e beber e a moleza da vida.
Em outras passagens, o Apóstolo mostra como devem agir os “filhos da luz”: Aqueles que são de Jesus Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscências” (Gálatas, V, 24). Caríssimos, vede que S. Paulo não diz: “crucificaram seus vícios e concupiscências”, mas “sua carne com seus vícios e concupiscências”. O bom médico vai à raiz do
mal. A carne, depois do pecado original, é a raiz dos males.
Ouçamos ainda S. Pedro, o primeiro Papa: “O Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência” (1 Pedro, II, 9 e 10).
2. CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS: Compreende duas coisas:
a) a curiosidade doentia ou seja o desejo imoderado de ver, ouvir e conhecer o que se passa no mundo, alimentando e excitando assim a sensualidade. Neste sentido eis o que diz o Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: “Ooliba [figura da corrupção de Jerusalém] foi aumentando sempre a fornicação porque tendo visto alguns homens pintados na parede, umas imagens dos caldeus delineadas com cores… pela concupiscência dos seus olhos concebeu por eles uma paixão louca”  (Ezequiel, XXIII, 14 e 16). “Os olhos não se fartam de ver…” (Eclesiastes I, 8). “Eu(Jesus), porém, digo-vos que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a já cometeu adultério com ela no seu coração” ( S. Mateus V, 28). Como a concupiscência vem do mundo, este promove tudo aquilo que provoca e fomenta a concupiscência dos olhos, e através desta, a concupiscência da carne, como por exemplo: revistas pornográficas, filmes, novelas e espetáculos imorais, bailes, imodéstia no vestir, sobretudo em certos ambientes como praias, piscinas, e festas mundanas, sobressaindo entre elas o Carnaval (máxime aqui no Brasil), namoros indecentes mesmo em público, (assim eu escrevia há 45 anos, e hoje? nem preciso dizer o que são!). Entra ainda o papel da televisão, do cinema, da maioria dos jornais e hoje máxime da Internet usada para o mal, como veículos de propagação destas imoralidades.
b) A concupiscência dos olhos pode ser interpretada também como o amor desordenado do dinheiro, ou avareza. Com efeito, o dinheiro, ou apegando o homem a terra e afastando seu pensamento de Deus ou provocando o luxo e o comodismo, oferece maior facilidade para tudo aquilo que fomenta a concupiscência dos olhos e promove a concupiscência da carne. Aliás é por aí que o demônio começa como ensina S. Paulo: “Os que querem enriquecer caem na tentação e no laço do demônio e em muitos desejos inúteis e perniciosos que submergem os homens na morte e na perdição. Com efeito a raiz de todos os males é o amor do dinheiro” (1 Timóteo, VI, 9 e 10). Jesus disse: “Não procureis (com cuidados excessivos) o que haveis de comer e beber e não andeis com espírito preocupado. Porque são os homens do mundo que buscam todas estas coisas” (S. Lucas, XII, 29). E explicando a parábola do semeador diz ainda: “A semente que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, vão e ficam sufocados pelos cuidados do mundo, pelas riquezas e prazeres desta vida e não dão fruto” (S. Lucas, VIII, 14).
Eis como a Sagrada Escritura fala da concupiscência dos olhos tomada no sentido de AVAREZA: “O olho do avaro não se sacia com uma porção injusta; não se fartará, enquanto não tiver consumido e secado a sua vida. O olho mau tende para o mal, e não se saciará de pão, mas estará faminto e melancólico à mesa” (Eclesiástico, XIV, 9 e 10).
3. A SOBERBA DA VIDA: É o orgulho. É primeiramente a vaidade mais vulgar que gosta da ostentação e do luxo. O dinheiro ajuda a soberba. Esquecido de Deus e entregue a si mesmo, o homem considera-se o seu próprio deus. Daí vêm: avareza, espírito de independência, egoísmo, vã complacência, vanglória, jactância, ostentação, hipocrisia etc.. O homem orgulhoso confia em si mesmo; por isso se expõe aos perigos, aos ambientes mundanos, não aceita uma norma de vida, um moral fora e acima dele. Ele mesmo é o árbitro de suas ações, ele é que determina a sua moral, o seu modo de agir. Em uma palavra: ele faz a sua religião. Compreende-se assim facilmente com o orgulhoso, que, na verdade, é rejeitado por Deus, tem o caminho aberto para toda concupiscência, entregando-se aos pecados e baixezas da carne, o que aliás constitui um castigo de seu próprio orgulho. Vejamos apenas alguns textos da Sagrada Escritura sobre a soberba da vida: “Mas vós, pelo contrário, elevai-vos na vossa soberba” (S. Tiago, IV, 16). “O princípio da soberba do homem é afastar-se de Deus” (Eclesiástico, X, 14). “Não há coisa mais detestável do que o avarento. Por que se ensoberbece a terra e a cinza? “Tua arrogância enganou-te, assim como a soberba do teu coração” (Jeremias, CLIX, 16). O mundo, que tem como príncipe o demônio (Cf. S. João, XII,31; XIV, 30; XVI, 11).  ) e por estandarte a tríplice concupiscência, como age?
Caríssimos, depois da queda original a natureza humana é inclinada para a concupiscência que atrai e alicia, e esta é alimentada pelo mundo que por sua vez é governado pelo demônio. Estes são os três inimigos das nossas almas: o mundo, a carne, e o demônio. Eis a explicação dada pelo próprio Espírito Santo através de S. Tiago: “Cada um é tentado pela sua própria concupiscência que atrai e alicia. Depois a concupiscência quando concebeu dá à luz o pecado” (S. Tiago,I, 14). S. João diz por sua vez: “Aquele que comete o pecado é filho do demônio, porque o demônio peca desde o princípio” (1 S. João, III, 8). E no capítulo V, 19 diz: “Sabemos que somos de Deus, mas o mundo está sob o maligno”. Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do joio explicou que é o demônio o homem inimigo que suscita os maus sobre a terra (Cf. S. Mateus, XIII, 39).
O mundo então através da tríplice concupiscência e excitado pelo demônio persegue os bons de duas maneiras:
1 – Seduzindo-os através de suas vaidades e prazeres; promove, como vimos acima, tudo aquilo que favorece os olhares lascivos e enlaces sensuais, mas apresenta tudo isso como coisas necessárias para fomentar o amor; como úteis para a saúde, recreações, higiene, etc.. E assim, procura enganar as consciências. Depois o mundo elogia os que sabem gozar a vida. Prega o amor desordenado do prazer: “Coroemo-nos de rosas antes que elas murchem” (Sab. II, 8). É um dever sagrado, dizem os mundanos, aproveitar a mocidade, gozar a vida. O mundo seduz ainda pelos seus maus exemplos. Com mostra a trilhar o caminho largo, apresenta como argumento supremo a maioria. Todos os mandamentos se resumem neste: todo mundo faz assim; é a moda, etc..
2 – Quando não pode seduzir os bons, o mundo trata de os aterrar movendo-lhes perseguições: Assim, desviam-se da prática da religião os tímidos, metendo a riso os devotos, os que fazem penitência, os “ingênuos” que acreditam em dogmas imutáveis, motejam das mães que têm muitos filhos, e que vestem modestamente suas filhas, zombam daqueles que fogem dos ambientes perigosos: como bailes, praias, piscinas, carnaval, etc… Já disse a Sagrada Escritura: “Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguição” (2 Timóteo, III, 11).
Diante da opressão que o mundo lhes faz, consolem-se com o diz a Sagrada Escritura: Em realidade se Deus não perdoou ao mundo antigo; mas somente salvou com outros sete a Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, e se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as as cinzas para servir de exemplo aqueles que venham a viver impiamente, se, enfim, livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso destes infames (esse justo que habitava entre eles sentia diariamente a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas), é porque o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência e desprezam a soberania (de Cristo)”.
Caríssimos, desculpem-me por eu ter me estendido demais. Mas, na verdade, o artigo ainda continua. No próximo sábado, se Deus quiser, continuarei tratando da mesma matéria: Veremos, se Deus quiser, o modo de agir dos modernistas e o da Tradição em relação ao mundo. Faremos um terceiro artigo sobre A MODÉSTIA NO VESTIR. Sempre me baseando nas Sagradas Escrituras.

LEIA também: 

Concílio Vaticano III - leia-se: Sínodo da Família, o novo aggiornamento.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Arrependeu-se muito, admirou muito e amou tanto, a ponto de banhar os pés de JESUS.

Para o amor de Deus, nada é impossível. E, no entardecer da vida, seremos julgados segundo o amor. Os Evangelhos nos contam a história de Madalena. Uma pecadora
que tanto admirou e amou Nosso Senhor Jesus Cristo que não só foi perdoada mas
que dela disse o Senhor: "em toda parte será contado em sua
memória o que ela fez". (Mat. 26, 13)


Quem ouve o nome "Maria Madalena", na maioria das vezes, lembra-se da mulher pecadora e de má vida do Evangelho. Poucos se recordam que dela foram tirados sete demônios (Luc. 8,2) e que ela foi perdoada de seus numerosos pecados (Luc. 7,47- Mar. 16,9).
Muitos ignoram que ela arrependeu-se do mal que praticou. Esquecem que ela viveu uma vida de penitente, que foi uma grande Santa. E que santificou-se por amar intensamente a Deus.  Ninguém comenta que foi a propósito dela que Nosso Senhor disse: "Em verdade vos digo: em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez". (Mat. 26,13) E... quem tem nela um exemplo de virgindade e pureza? Vejamos um pouco da história de Santa Maria Madalena.
As trê Marias e Santa Maria Madalena
O Papa São Gregório Magno, foi um zeloso reformador da Igreja, foi quem estabeleceu regras para o canto e cerimônias litúrgicas na Igreja e tornou-se mais conhecido como o criador do Calendário Gregoriano. Alé disso ele foi também um grande estudioso da vida dos santos e das Escrituras Sagradas.
São Gregório Magno afirma que Maria Madalena, Maria de Betania e Maria pecadora, citadas no evangelho, são a mesma pessoa. Por isso mesmo é que Santa Maria Madalena é, entre as mulheres, a que mais tem seu nome citado nos Santos Evangelhos.
Maria Madalena lava os Pes de Jesus -Versailles.jpg
Maria Madalena lava os pés de Jesus - Versailles
Ela nasceu em Magdala e viveu no século I. Conheceu Nosso Senhor, foi contemporânea de Nossa Senhora, dos Apóstolos, dos primeiros cristãos."E Lázaro (...) era seu irmão."(Jo. 11, 1-2).  Ela era irmã de Santa Marta e de Lázaro, a quem o Mestre Divino ressuscitou. "Lázaro havia caído doente em Bethania onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com óleos perfumados e Lhe enxugara os pés com seus cabelos" durante um banquete do qual Jesus participava.

Ela escolheu a melhor parte...
"Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus. Os doze estavam com Ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios." (Luc. 8,2)

Madalena foi a mulher a quem Jesus exorcizou.(Mar.16, 9). Depois disso, ela acompanhava Jesus, agradecida, contemplando sua divindade, amando a Deus, santificando-se. Santa Maria Madalena tinha uma alma admirativa e, por isso mesmo, era uma pessoa capaz de contemplar. Nas principais citações que o Evangelho traz dela sua admiração por Nosso Senhor fica destacada. E contemplar a Deus na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo foi um dos pontos altos de sua vida.
Sem dúvida, ela exercia tarefas que estavam destinadas às Santas Mulheres, contudo, em suas atividades ela procurava dar mais importancia ao "Deus das obras que às obras de Deus": ela havia escolhido a melhor parte... Esta afirmação está contida nos Evangelhos, são palavras do próprio Nosso Senhor: "Jesus estava em viagem, e entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Marta tinha uma irmã chamada Maria que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta toda preocupada com a lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Repondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada." (Luc 10, 38-42)
Muito embora ainda fosse uma pecadora, ela já havia dado mostras de sua escolha pela admiração contemplativa. Isso ficou evidente naquele banquete onde outras pessoas estavam com Jesus e não viam nele o Filho de Deus, mas um homem inteligente, esperto, talvez predestinado e, no máximo, um profeta:
"Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lagrimas banhavam os pés do Senhor, e ela os enxugava com os cabelos, beijando-os e os ungia com perfume.(Luc. 7, 36-38)
Na Via Dolorosa, no Calvário, ... de pé, com a Virgem Maria!
Esta mulher contemplativa esteve no Calvário. "Havia ali algumas mulheres (...) que tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas Maria Madalena." (Mat. 27, 55-56)  É certo que durante a peregrinação na via dolorosa Santa Maria Madalena esteve ao lado da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora, a quem ela admirava e venerava afetuosamente e que naquela ocasião era quem mais sofria espiritualmente as dores pelas quais seu Divino Filho passava para a salvação dos homens. E essa, sem dúvida, foi uma ocasião oportuna que, aquela que muito havia pecado, encontrou para consolar quem nunca havia pecado.  No Calvário, quando todos fugiram, "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e... Maria Madalena."(Jo. 19,25).
Frutos do Amor a Deus
O amor contemplativo de Maria Madalena rendeu-lhe os melhores frutos. E estes frutos não foram só o perdão de seus pecados e a graça de seu insigne e exemplar arrependimento. Outras graças espirituais ainda lhe foram concedidas por causa de sua admiração e amorosa contemplação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada na Humanidade Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Talvez a maior das graças recebidas por ela tenha sido dada por ocasião da Ressurreição do Divino Salvador: "Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdalena, de quem tinha expulsado sete demônios.(Mar. 16-9)
Seu amor a Nosso Senhor já tinha feito com que ela, após a morte do Salvador estivesse junto dEle também em Seu sepultamento. E, depois que a pedra foi rolada, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas diante do túmulo"(Mat. 27,61).  No que pensava ela ali sentada? Não se sabe. A certeza que se tem é que ela não pensava em si, pois, Seu Senhor era sempre o centro de suas cogitações.
"'Maria!' Ela voltou-se e exclamou: 'Rabôni!' (Jo 20,16)
Passou-se a sexta feira, passou-se o sábado.
"Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena, e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mat. 28,1). Ela descobriu o túmulo vazio e ouviu dois seres angélicos anunciarem a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela seria a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e a primeira a ver Cristo mais tarde no mesmo dia quando o Mestre deu a ela a mensagem para entregar aos demais discípulos (João 20:1-18).
Jesus com Madalena - Catedral de Salamanca.jpg
Uma das características do enlevo é fazer com que o
enlevado saia de si e se fixe em algo que lhe é 
superior, por isso,  Santa Maria Madalena "se une a Ele
Depois disso, que sentido teria continuar vivendo nessa Terra? Após ter sido curada e os demônios terem sido expulsos por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, seguindo Nosso Senhor no amor e no serviço.
A partir deste encontro com Jesus Ressuscitado, Maria Madalena, a discipula fiel, continuou vivendo entre os apóstolos e discípulos, sendo um exemplo vivo das graças que o Senhor dispensou a ela, levando uma vida de testemunho e de luta por uma santidade maior.




A História de uma Virgem
A tradição nos conta que juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, ela foi evangelizar em Éfeso. Outra história, que desde muito corre no Ocidente, diz que ela viajou para Provença, França, com seus irmãos Marta e Lázaro com mais outros discípulos para evangelizar Gaul. Neste local ela passou 30 anos de sua vida na caverna de La Saint-Baume, nos Alpes Marítimos. Foi milagrosamente transportada, pouco antes de sua morte, para a Capela de Saint-Maximin, onde recebeu os últimos sacramentos da Santa Igreja. Ela foi enterrada em Aix. Em Vazelay, na França, todos afirmam que suas relíquias ali estão desde o século XI.
No Ocidente, o culto à Santa Maria Madalena propagou-se a partir do Século XII. Na arte litúrgica da Igreja ela é representada com longos cabelos, segurando uma jarra própria para guardar óleos perfumados. Sua festa é celebrada no dia 22 de julho.Quando rezamos a Ladainha de Todos os Santos encontramos o nome de Santa Maria Madalena como a primeira das invocações das Santas Virgens.
Isso não causa espanto a quem sabe que a Deus nada é impossível. É a beleza da contrição e do perdão. Aquele que é capaz de "transformar as pedras brutas em Filhos de Abraão", pode perfeitamente devolver a integridade a uma pecadora. E isso, sobretudo se ela arrependeu-se muito, se admirou muito, se amou muito. Como foi o caso dela. (Fonte: Bíblia Sagrada - Editora Ave Maria - São Paulo - 2008)
fonte: http://www.arautos.org/

Assista a matéria que passou no Fantástico sobre a reconstrução do rosto da Santa Maria Madalena:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Profecia de 1838 - Cardeal John Henry Newman

O Tempo do Anticristo - por Cardeal John Henry Newman (escrito no ano de 1838):



"Nos tempos do Anticristo a Igreja de Deus sobre a terra verá reduzido grandemente o número aparente de seus fiéis devida a aberta deserção dos poderes deste mundo.                                                                                                                                                                                                      Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sobre a aparência de uma tolerância universal. Mas esta tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência mas de uma projeto que tem por fim destruir o cristianismo pelo incentivo as seitas.                                                                                                                   Esta pretensiosa tolerância irá muito mas além de uma justa tolerância a inclusive a que diz respeito as diversas denominações cristãs. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma.                                                                                                                                                                                                                   Da tolerância das mas pestíferas heresias passarão logo a tolerância do islamismo, do ateísmo e por fim virá a perseguição explícita da verdade do cristianismo.                                                                          Nesses tempos o Templo de Deus se verá reduzido aos santos, isto é, ao pequeno número dos verdadeiros cristãos que adoram o Pai em espírito e em verdade e que regem estritamente sua doutrina e culto e toda sua conduta pela Palavra de Deus". 


Qualquer semelhança com os atos ecumênicos e heréticos do papa Francisco não é mera coincidência.

Trata-se do anti-papa, aquele que teria de vir para reinar a apostasia nos corações dos católicos sem doutrina e acomodados com o comodismo.

Vale lembrar o quão perigoso é ser morno perante os Olhos de DEUS: "antes fores quente ou frio. Se não, vomitarte-ei." 

Apocalipse 3,
14. Ao anjo da igreja de Laodicéia, escreve: Eis o que diz o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus.

15. Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!

16. Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.3


17.Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito - e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

4 de dezembro - dia de Santa Bárbara

História de Santa Bárbara

Santa Bárbara nasceu na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara. Bárbara viveu no final do Século III. Foi uma bela jovem, filha única de Dióscoro, um rico e nobre morador de Nicomédia.
Dióscoro não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade corrupta daquele tempo. Por isso, decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc. Tudo isso fez Bárbara questionar se aquilo era realmente criação dos “deuses”, como seus tutores e seu povo creditavam, ou se havia “alguém” muito mais inteligente e poderoso por trás da criação.
A beleza de divina
Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas não permitia que ela visitasse a cidade. Bárbara era uma jovem muito bela e de família rica. Por isso, muitos eram os pretendentes que queriam se casar com ela. Mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.
Para seu pai, isso era um problema sério, pois, segundo os costumes, ele tinha obrigação de casar sua filha. Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade.
O contato com os cristãos
Santa Bárbara, então, começou a frequentar a cidade. Nessas visitas, acabou conhecendo os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo. Falaram-lhe também sobre o mistério da Santíssima Trindade. A novidade cristã tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos: o Criador de tudo era o Deus Único e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e não os deuses que seu povo cultuava.
Bárbara se converteu ao cristianismo de todo o coração. Logo, um padre vindo de Alexandria ministrou a ela o batismo. E Bárbara passou a ser uma jovem fervorosa e cheia de virtudes cristãs. Em Jesus Cristo ela encontrou o sentido mais profundo de sua vida.
Santa Bárbara e as perseguições
Dióscoro, pai de Santa Bárbara, decidiu construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem. Durante a viagem do pai, Santa Bárbara ordenou que construíssem uma terceira janela na obra. Sua intenção era que a torre tivesse três janelas em homenagem à Santíssima Trindade. Além disso, Santa Bárbara esculpiu uma cruz na torre.
Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o por que daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade. Dióscoro ficou furioso.
A sentença de morte de Santa Bárbara
"Os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa”

O coração da Santa ia-se dilacerando cada vez mais entre amores opostos: o do pai, de um lado, e o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de outro. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt. 10, 34-36).
A fim de converter seu pai, explicou-lhe as verdades eternas, mas Dióscoro, cego de ódio, tirou sua espada para matá-la.

Tendo Bárbara corrido, seu pai a perseguiu com a espada na mão, até acuá-la junto a um rochedo. Quando ia desferir o golpe mortal, o rochedo abriu-se milagrosamente e a virgem conseguIu escapar.
Informado sobre o local onde ela se escondera, seu pai foi buscá-la. Agarrou-a violentamente, jogou-a por terra, espezinhou-a e, tomando-a pelos cabelos, arrastou-a até sua casa. Não conseguindo vencê-la, levou-a ao tribunal do pretor Marciano.

Bárbara foi, então, flagelada com tal violência que seu sangue jorrou de todas as partes do corpo.
Lançada num calabouço, Nosso Senhor apareceu-lhe, iluminando o local com um clarão sobrenatural, e curou suas chagas. Mas o iníquo pretor ordenou novos suplícios.

Seu corpo foi rasgado com pentes de ferro, e as novas chagas foram queimadas por tochas.
Como ela permanecia inflexível, o ímpio pretor ordenou que os seios da santa fossem amputados (o mesmo tormento que, poucos anos depois, sofreu Santa Águeda, padroeira da Sicília).

O pretor excogitou, então, o suplício que mais causaria dor à santa: seria despida e os carrascos a perseguiriam com chicotadas através das ruas da cidade. A castíssima donzela pediu a Deus que protegesse sua pureza. Novo milagre: uma luz descida do céu envolveu-a, livrando-a desse modo dos olhares impudicos.
Depois disso o pretor mandou que ela fosse decapitada.

Assistindo a todos esses prodígios, seu pai não se deixou comover, mas quis ele mesmo desempenhar o papel de carrasco. Conduziu-a ao alto de uma montanha fora da cidade. Ali, estando a jovem de joelhos em atitude de oração, decepou-lhe . a cabeça. Ao mesmo tempo em que sua cabeça caía separada do tronco, via-se a alma da mártir ser arrebatada ao Céu pelos AnJOs.
Instantes depois do hediondo crime, num céu sem nuvens, um raio fulminou seu pai e o pretor Marciano.

Esse terrível castigo parece colocar os raios na dependência de Santa Bárbara, e explica a devoção dos fiéis, que sempre recorrem a ela nas grandes tempestades.
A veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo em Roma, onde desde o século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome.

Na iconografia católica Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem majestosa e altaneira, ostentando uma palma, simbólica de seu martírio, e um cálice como símbolo da proteção que costuma manifestar em relação aos moribundos, e, ao lado, uma espada, instrumento de seu martírio.
Devoção à Santa Bárbara
festa de Santa Bárbara é celebrada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa. A festa é celebrada no dia 4 de Dezembro de cada ano.
Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por mero interesse, mas sim por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.
Oração de Santa Bárbara
“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”


O culto a Santa Bárbara
A mais antiga representação de Santa Bárbara (séc. VIII) consiste numa pintura encontrada na igreja de Santa Maria Antiqua, no Foro Romano (fotografia ao lado).
A partir do século IX os testemunhos relativos ao culto da Santa ­igrejas, oratórios, altares, mosteiros etc. - tornam-se cada vez mais numerosos, tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Posteriormente, a Santa foi incluída entre os 14 Santos Auxiliadores e passou a ser invocada de modo especial para se obter a graça de recepção dos Sacramentos na hora da morte.
Os artilheiros e os mineiros escolheram Santa Bárbara como sua patrona, para que ela os proteja de toda a explosão que pudesse causar a morte, como o raio que fulminou o ímpio pai da Mártir ...




domingo, 2 de março de 2014

A seca, a fé e a chuva



Autor: Marcos Luiz Garcia






A Folha online publicou, no dia 8 de fevereiro último, a notícia trágica de que a tentativa de fazer chover na região do sistema Cantareira fracassou e a estiagem continua terrível!

Comentando o fato com um amigo de Minas Gerais, ele recordou que, em tempos idos, o clero promovia procissões que saíam da igreja matriz rumo a um Cruzeiro da cidade para pedir a Deus que enviasse chuva. Muitas crianças ainda inocentes seguiam a procissão portando garrafinhas d’água. Ao chegarem, elas eram orientadas a derramar a água junto aos pés da grande Cruz. E a chuva não tardaria.

Outro mineiro, que costuma fazer a revisão de meus artigos, acrescentou ter ele mesmo, juntamente com dois irmãos, também quando crianças, conduzido em procissão pela mãe levando um pequeno recipiente com água da porta da casa da fazenda onde vivia até o Cruzeiro que ficava sobranceiro sobre um monte. Ali, após algumas orações, fazia-se a Deus o pedido da chuva ao mesmo tempo em que os inocentes derramavam a água aos pés Cruz. Segundo ele, isso ocorreu há mais de 60 anos, e, naquele mesmo dia, à noite, a chuva caiu abundante.

Ao longo de minha vida ouvi contar muitos fatos semelhantes. Para mim, nada mais natural, pois a Igreja é detentora do poder espiritual e, portanto, capaz de mover o sobrenatural. O pedido oficial da Igreja é propício a Deus, a Nossa Senhora, aos Anjos e aos Santos para tudo de justo, razoável e bom.

Infelizmente, nos dias que correm não se percebe mais fé entre as pessoas, como também e, sobretudo, em larguíssima parcela do clero. Para não falar de nossos governantes mais inclinados a promover uma pajelança ou “dança da chuva” ; do que rezar ou promover uma procissão.

Como seria edificante e eficaz a convocação feita por um Cardeal e Bispos seguidos do clero aos fiéis para a realização de um ato religioso a fim de implorar a Deus misericórdia pelos pecados, prometendo antes sincera conversão e, com tal disposição, rogar a Deus que chova o quanto antes. Com certeza, o povo atenderia em grande medida tal iniciativa.

Resta saber se o clero, muito mais engajado em assuntos como invasões de terra e de imóveis urbanos, levante de índios e negros contra brancos, arengando sempre contra o direito de propriedade, jogando pobres contra ricos, atores sentimentais que vivem promovendo festas, pois entendem eles hoje que “Jesus quer nos fazer felizes”. Aliás, felicidade essa com significado de mero prazer e que tudo justifica. Os Mandamentos não são mais levados em conta, espalhando a vivência de que tudo corre normalmente, Deus não está desagradado com as faltas de seus filhos.

Nem todos os sacerdotes procedem assim, e há verdadeiros heróis que cumprem seu dever. Infelizmente, por isso mesmo, sofrem perseguição atroz de seus pares ou mesmo até de superiores...

A verdade é que voltar-se para Deus, prometer emenda de vida e implorar misericórdia quase ninguém quer fazer.

Faço duas perguntas, a propósito da chuva:

E se Deus não permitir que chova até que os homens se voltem para Ele, como aconteceu no tempo de Elias profeta?

Mas creio isso está fora de cogitação do homem de hoje.

E se, por um prodígio de paciência, Deus permitir que chova, aguardando ainda mais pela conversão do homem, ele seguirá como se Deus não existisse, pensando exclusivamente em si? 

O grande Santo Agostinho tinha razão ao afirmar que “Deus é amigo do homem e quer a sua salvação. O que falta é o homem querer ser amigo de Deus”.

fonte: http://conservador.blog.br/

quarta-feira, 29 de maio de 2013

QUANDO OS LEIGOS SUSTENTAM A IGREJA


Cardeal Newman




(Trecho de artigo publicado em The Rambler, julho de 1859, citado por Hugues Keraly, Présence d’Arius, Paris, D. M. M., 1981)



É bastante notável que, embora falando historicamente o século IV seja a época dos doutores, aquele que foi iluminado por santos como Atanásio, Hilário, os dois Gregórios, Basílio, Crisóstomo, Ambrósio, Jerônimo e Agostinho (tendo sido bispos todos esses santos, com uma única exceção), contudo, nessa mesma época, tenham sido os leigos que mantiveram a tradição divina confiada à Igreja.

Efetivamente, isso exige alguma explicação: dizendo isso, não nego evidentemente que, em sua expressiva maioria, os bispos tenham sido ortodoxos, no mais íntimo de sua fé; tampouco nego que tenha havido membros do clero para assistir os leigos e servir-lhes de guia e fonte de inspiração; nem desconheço que os leigos tenham recebido certamente a fé, em primeira mão, dos bispos e do clero; não nego que haja entre os leigos alguns ignorantes e que outros se tenham corrompido por pregadores arianos, os quais conseguiram apoderar-se das sedes episcopais e ordenar sacerdotes heréticos. No entanto, persisto em dizer que, nessa época de imensa confusão, o dogma divinamente revelado da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, afirmado e mantido e, falando humanamente, preservado muito mais pela Ecclesia docta do que pela Ecclesia docens; que o corpo dos bispos foi infiel à sua missão, ao passo que os leigos permaneceram fiéis ao seu batismo; que ora o Papa, ora uma sede patriarcal, metropolitana ou outras sedes importantes, ora concílios gerais disseram o que jamais deveriam ter dito, ou realizaram atos que obscureceram ou puseram em perigo a verdade revelada. Entrementes, foi o povo cristão que, sob a orientação da Providência, constituiu a força cristã de Atanásio, de Eusébio, de Verceil e de outros confessores solitários da fé, que sem esse povo não teriam resistido [...]. Digo que houve suspensão temporária das funções da Ecclesia docens. O conjunto dos bispos foi infiel ao dever de confessar sua fé.

Vejo, pois, na história do arianismo, um rematado exemplo de situação da Igreja durante a qual, se quisermos discernir onde está a Tradição apostólica, é aos fiéis que devemos recorrer.

[...]


O Cardeal John Henry Newman nasceu em 1801, foi admitido pela Igreja Católica em 9 de outubro de 1845, ordenado sacerdote católico (era sacerdote anglicano) em 1 de junho de 1847, em Roma. Celebrou sua primeira Missa em 5 de junho de 1847. Liderou o Movimento de Oxford que procurava as raízes católicas da fé na Inglaterra. Foi criado cardeal em 12 de maio de 1879.


# em tempo-> 25 de abril de 2008:

Jornal Birmingham Mail informou da curação milagrosa de um diácono em Boston, de uma doença da coluna vertebral que lhe impedia de caminhar, e que foi atribuída ao servo de Deus Cardeal John Henry Newman. Este fato permitirá a beatificação que está prevista para fim de ano.
* * * 


Nós como leigos podemos divulgar as Mensagens do profeta Pedro II (Bento da Conceição)?




Uma vez que, como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que sem ela o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito. Nº 900 pág. 258.



obs.: retirado do Catecismo da Igreja Católica, edições Loyola, São Paulo, ano 2000






Essas notas foram aqui retiradas para não tornar a leitura desagradável.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Catecismo para padres e católicos pós CVII

Aula de Catecismo para todos Católicos, principalmente para aqueles que inventam modas e 'acham' que estão agradando.

Vale a pena!!    Sem rodeios e direto ao ponto!!


Assistam e divulguem!!




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Leia sobre a vida dos Santos!!!

Se queres ser verdadeiramente Católicos!!!

É minha exortação para vivermos ainda mais nossa fé e professarmos o Evangelho de CRISTO REI!!
De que modo?
Através de nossos atos: como o de


São Maximiliano Maria Kolbe