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terça-feira, 3 de julho de 2018

A Igreja voltada para o mundo. Uma conversão à apostasia.

Cardeal Müller: “Estamos experimentando uma conversão ao mundo, não a Deus”.


Por Catholic World Report, 26 de junho de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Gerhard 

Müller é o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e antigo bispo de Regensburg, Alemanha. Um renomado professor de teologia, é presidente tanto da Pontifícia Comissão Bíblica como da Comissão Teológica Internacional. Ele é também autor de diversos livros, incluindo The Hope of the Family, Priesthood and Diaconate [“A esperança da Família, Sacerdócio e Diaconato], and The Cardinal Müller Report: An Exclusive Interview on the State of the Church [O relatório do Cardeal Müller: uma entrevista exclusiva sobre o estado da Igreja].


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Cardeal Gerhard Müller.

Dom Müller recentemente respondeu a algumas questões de Catholic Word Report sobre a situação na Alemanha, tensões sobre a proposta de recebimento da Sagrada Comunhão por certos protestantes, contínuos conflitos sobre o ensinamento da Igreja a respeito da proibição de mulheres serem ordenadas ao sacerdócio, e homossexualidade.

CWR: Desde 2014, tem havido, dentro da Igreja, uma contínua onda de conflitos e tensões que envolvem muitos bispos da Alemanha. Qual o contexto desse fenômeno? Qual a fonte desses diversos conflitos sobre eclesiologia, Sagrada Comunhão e assuntos relacionados?

Cardeal Gerhard Müller: Um grupo de bispos alemães, com seu presidente [i.e., da Conferência Episcopal] na dianteira, se vêem como lançadores de tendências na Igreja Católica em direção à modernidade. Eles consideram a secularização e a descristianização da Europa como um desenvolvimento irreversível. Por essa razão, a Nova Evangelização — programa de João Paulo II e Bento XVI — é, na visão deles, uma batalha contra o curso objetivo da história, se assemelhando à batalha de Dom Quixote contra os moinhos de vento. Portanto, todas as doutrinas da fé que se opõem ao “mainstream”, ao consenso social, devem ser reformadas.

Uma consequência disso é a demanda para a Sagrada Comunhão mesmo a pessoas sem a Fé Católica e também por aqueles Católicos que não estão em estado de graça santificante. Também estão na agenda: benção para casais homossexuais, intercomunhão com protestantes, relativização da indissolubilidade do sacramento do matrimônio, introdução dos viri probati e abolição do celibato sacerdotal; aprovação de relações sexuais antes e fora do casamento. Essas são as metas, e para alcançá-las eles estão dispostos a aceitar até a divisão da conferência episcopal.

Os fiéis que levam a doutrina Católica a sério são rotulados como conservadores e empurrados para fora da Igreja, expostos a campanha difamatória da mídia liberal e anti-católica.

Os muitos bispos, a revelação da verdade e da profissão da Fé Católica é só mais uma variável no jogo de poder político intra-eclesial. Alguns deles citam acordos individuais com o Papa Francisco e pensam que suas declarações em entrevistas com jornalistas e figuras públicas distantes de serem católicos oferecem uma justificativa mesmo para “diluir” verdades de Fé definidas, infalíveis (=dogmas). Tudo isso dito, estamos lidando com um patente processo de protestantização.

O ecumenismo, pelo contrário, tem sua meta na plena unidade de todos os cristãos, que já está sacramentalmente realizada na Igreja Católica. O mundanismo do episcopado e do clero no século 16 foi a causa da divisão da cristandade, que é diametralmente oposta à vontade de Cristo, fundador da Igreja una, santa, católica e apostólica. 

A doença daquela era é agora supostamente o remédio com o qual a divisão deve ser superada. A ignorância da Fé Católica naquela época era catastrófica, especialmente entre bispos e papas, que dedicavam-se mais à política e ao poder do que em testemunhar a verdade de Cristo.

Hoje, para muitos, ser aceito pela mídia é mais importante que a verdade, pela qual devemos também sofrer. Pedro e Paulo sofreram o martírio por Cristo em Roma, centro do poder naquela época. Eles não eram celebrados pelos grandes desse mundo como heróis, mas zombados como Cristo na cruz. Não devemos nunca nos esquecer a dimensão martirológica do ministério Petrino e do múnus episcopal.

CWR: Por que, especificamente, alguns bispos alemães desejam permitir o acesso à Sagrada Comunhão a protestantes em uma base regular ou comum?

Cardeal Müller: Nenhum bispo tem autoridade de administrar a Sagrada Comunhão a cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. Somente em situações de perigo de morte um protestante pode pedir a absolvição sacramental e a Sagrada Comunhão como viaticum, se ele compartilha de toda a Fé Católica e, assim, ingressa em plena comunhão com a Igreja Católica, embora ele não tenha ainda declarado sua conversão oficialmente.

Infelizmente, mesmo bispos, atualmente, não conhecem mais a Fé Católica na unidade da comunhão sacramental e eclesial, e justificam sua infidelidade à Fé Católica com, supostamente, uma preocupação pastoral ou com explicações teológica que, entretanto, contradizem os princípios da Fé Católica. 

Toda doutrina e praxis devem ser fundamentadas na Sagrada Escritura e na Tradição Apostólica, e não devem contradizer os pronunciamentos anteriores do Magistério da Igreja. Este é o caso da permissão para cristãos não católicos receberam a Comunhão durante a Santa Missa — exceto na situação emergencial descrita acima.

CWR: Como o senhor avalia, primeiramente, o estado da Fé Católica na Alemanha e, depois, na Europa como um todo? Pensa que a Europa pode ou irá recobrar o sentido de sua identidade cristã anterior?

Cardeal Müller: Há muitas pessoas que vivem sua fé, amam a Cristo e sua Igreja, e colocam toda sua esperança em Deus, na vida e na morte. Mas, entre eles, há muitos que se sentem abandonados e traídos por seus pastores. Ser popular perante a opinião pública é, atualmente, critério para supostamente ser um bom bispo ou padre. 

Estamos experimentando uma conversão 
ao mundo, não a Deus
contrariamente à afirmação do Apóstolo Paulo: “Por acaso eu procuro o favor dos homens, ou de Deus? Estou tentando agradar aos homens? Se ainda estivesse agradando aos homens, não deveria ser servo de Deus” (Gal 1:10).

Precisamos de padres e bispo cheios do zelo pela casa de Deus, (http://www.palavravivadedeus.com.br/mensagem.html?id=1955dedicados inteiramente à salvação dos seres humanos na peregrinação de Fé para a nossa casa eterna. Não há nenhum futuro para um “Cristianismo light”. Precisamos de cristãos com espírito missionário.

CWR: A Congregação para a Doutrina da Fé recentemente reiterou o ensino perene da Igreja de que mulheres não podem ser ordenadas ao sacerdócio. Por que o senhor pensa que este ensinamento, que já foi repetido diversas vezes nos anos recentes, continua a ser contestado por muitos na Igreja?

Cardeal Müller: Infelizmente, atualmente a Congregação para a Doutrina da Fé não é particularmente estimada, e seu significado para o primado Petrino não é reconhecido. O Secretariado de Estado e os serviços diplomáticos da Santa Sé são muito importantes para a relação da Igreja com diversos Estados, porém, a Congregação para a Doutrina da Fé é mais importante para a relação da Igreja com sua Cabeça, da qual toda graça procede.

A Fé é necessária à salvação; a diplomacia papal podem fazer muito bem ao mundo. Mas a proclamação da Fé e da doutrina não devem ser subordinados às demandas e condições dos atores do poder terreno. A Fé sobrenatural não depende de poderes terrenos. Na Fé, é absolutamente claro que o Sacramento da Ordem, nos três graus (bispo, padre e diácono) só podem ser recebidos validamente por um homem católico batizado, porque somente ele podem simbolizar e sacramentalmente representar Cristo como Esposo da Igreja. 

Se o ministério sacerdotal é compreendido como uma posição de poder, então essa doutrina da exclusividade das Sagradas Ordens a católicos de sexo masculino é uma forma de discriminação contra as mulheres.

Mas essa perspectiva de poder e prestígio social é falsa. Apenas se virmos todas as doutrinas da Fé e dos sacramentos com olhos teológicos, e não em termos de poder, a doutrina da Fé sobre os pré-requisitos naturais para o sacramento da Sagrada Ordem e do matrimônio serão também evidentes a nós. 

Apenas um homem pode simbolizar Cristo enquanto Esposo da Igreja. Apenas um homem e uma mulher podem simbolicamente representar a relação de Cristo e da Igreja.

CWR: O senhor, recentemente, apresentou a edição italiana do livro de Daniel Mattson, Why I Don’t Call Myself Gay [Porque eu não me chamo gay]. O que o impressionou no livro e em sua abordagem? Como ele se distingue de algumas abordagens “pro-gay” e posturas adotadas por alguns Católicos? O que pode ser feito para explicar, em termos positivos, o ensinamento da Igreja sobre sexualidade, casamento e assuntos relacionados?

Cardeal Müller: O livro de Daniel Mattson foi escrito a partir de uma perspectiva pessoal. Ele é fundamentado em uma profunda reflexão intelectual sobre a sexualidade e o matrimônio, que o faz diferente de qualquer forma de ideologia. Portanto, ele ajuda a pessoas com atração para o mesmo sexo a reconhecer sua dignidade e a seguir um benéfico caminho no desenvolvimento de sua personalidade, e a não se deixarem ser usados como peças nos jogo de poder de ideólogos. 

Um ser humano é uma unidade interior de princípios espirituais e materiais, e, consequentemente, uma pessoa e um sujeito livremente atuante de uma natureza que é espiritual, corpórea e social.

O homem é criado para uma mulher e a mulher para um homem. A meta da comunhão matrimonial não é o poder de um sobre o outro, mas, antes, a unidade em um amor que se doa, no qual ambos crescem e juntos alcançam o objetivo em Deus. 

A ideologia sexual que reduz o ser humano ao prazer é, de fato, hostil à sexualidade, pois nega que a meta do sexo e do eros é agape. Um ser humano não pode se permitir ser degradado ao status de um animal mais desenvolvido. Ele é chamado a amar. Somente se amo o outro por si mesmo eu chego a mim mesmo; só assim sou liberado da prisão de meu egoísmo primitivo. Não se pode ser realizado às custas dos outros.

A lógica do Evangelho é revolucionária em um mundo de consumismo e narcisismo. Pois somente o grão de trigo que cai no chão e morre não permanece sozinho, mas produz muitos frutos. “Quem amar sua vida a perderá, e quem odiar sua vida neste mundo a guardará pra a vida eterna” (Jo 12:25).

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fonte: Fratresinunum

terça-feira, 10 de março de 2015

Dom Athanasius Schneider sobre o Sínodo dos Bispos: "divorciados recasados” receberem a Sagrada Eucaristia

CatolicismoQual é a opinião de Vossa Excelência sobre o Sínodo? Qual é a mensagem dele para as famílias?


Dom SchneiderDurante o Sínodo houve momentos de manipulação óbvia por parte de alguns clérigos que detinham posições-chave na sua estrutura editorial e de governo. O relatório intermediário (Relatio post disceptationem) foi um texto claramente pré-fabricado, sem nenhuma referência real às verdadeiras declarações dos padres sinodais. 

Nos tópicos sobre a homossexualidade, a sexualidade e os “divorciados recasados” com sua admissão aos sacramentos, o texto representa uma ideologia neopagã radical. 

Não se tem registro em toda a História da Igreja de um texto tão heterodoxo publicado efetivamente como documento de uma reunião oficial de bispos católicos sob a presidência de um Papa, apesar de o texto revestir-se de caráter preliminar. Graças a Deus e às orações dos fiéis de todo o mundo, um considerável número de Padres Sinodais rejeitou resolutamente tal agenda, que nos três tópicos acima mencionados reflete a principal corrente de moralidade corrompida e pagã do nosso tempo, a qual se funda na ideologia do gênero e está sendo imposta globalmente através de pressão política e da quase todo-poderosa mídia oficial. 

Embora apenas preliminar, esse documento sinodal é uma verdadeira vergonha e indica até que ponto o espírito anticristão do mundo já penetrou em níveis importantes da vida da Igreja. Esse documento permanecerá, tanto para as gerações futuras quanto para os historiadores, como uma nódoa com a qual a honra da Sé Apostólica foi manchada. Felizmente, a mensagem dos Padres Sinodais é um documento verdadeiramente católico, que descreve a verdade divina sobre a família sem silenciar as raízes mais profundas dos problemas, ou seja, o pecado. Ela dá muita coragem e consolação às famílias católicas.


CatolicismoEsses grupos de pessoas que estavam esperando uma mudança no ensino da Igreja com relação às questões morais (por exemplo, permitindo que divorciados e pessoas recasadas recebam a Sagrada Comunhão ou a concessão de qualquer forma de aprovação às uniões homossexuais) provavelmente ficaram decepcionados com o conteúdo da Relatio [Relatório] final. 
Não existe, no entanto, o perigo de que o questionamento e a discussão de questões fundamentais no ensinamento da Igreja possam abrir as portas a graves abusos e a tentativas similares de revisão desse ensinamento no futuro?

Dom SchneiderDe fato, um mandamento divino — em nosso caso, o sexto mandamento —, a indissolubilidade absoluta do casamento sacramental, uma regra divinamente confirmada como o é a inadmissibilidade de se aceder à Sagrada Comunhão em estado de pecado grave, como ensina São Paulo em sua admoestação inspirada pelo Espírito Santo (1 Coríntios 11, 27-30) não se podem submeter à votação; como nós também, por exemplo, não podemos colocar em votação a Divindade de Cristo. 

Uma pessoa que ainda conserve o vínculo matrimonial sacramental indissolúvel e que, apesar disso, vive em convivência marital estável com outra pessoa, por Lei divina não pode ser admitida à Sagrada Comunhão. Seria uma negação pública e prática — embora não teórica — por parte da Igreja da indissolubilidade do matrimônio cristão, e ao mesmo tempo a revogação do sexto mandamento da Lei Deus:“Não adulterarás”

Nenhuma instituição humana, nem mesmo o Papa ou um Concílio Ecumênico, tem autoridade e competência para invalidar, ainda que de modo mínimo e indireto, um dos Dez Mandamentos divinos ou as palavras divinas de Cristo: “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mc. 10, 9).


Este fato é grave em si e representa uma arrogância clerical em relação à verdade divina da Palavra de Deus. A tentativa de colocar em votação a verdade e a palavra divinas é indigna daqueles que, como representantes do Magistério, devem transmitir zelosamente as regras contidas no depósito divino (cf. Mat. 24, 45). 




Ao admitir os “divorciados recasados” à Sagrada Comunhão, aqueles bispos estabelecem uma tradição nova e pessoal, transgredindo assim o mandamento de Deus, como os fariseus e os escribas repreendidos por Cristo (cf. Mat. 15, 3). Uma circunstância agravante é o fato de tais bispos tentarem legitimar sua infidelidade à Palavra de Cristo com argumentos tais como “necessidade pastoral”, “misericórdia”, “abertura ao Espírito Santo”.

Pior ainda, eles não têm sequer medo nem escrúpulos de perverter de forma gnóstica o significado real dessas palavras, rotulando ao mesmo tempo de rígidos, escrupulosos ou tradicionalistas aqueles que se opõem a eles e que defendem o mandamento divino imutável e a verdadeira tradição católica. 

Durante a grande crise ariana do século IV, os defensores da Divindade do Filho de Deus também foram tachados de “intransigentes” e “tradicionalistas”. Santo Atanásio foi até excomungado pelo Papa Libério, que se justificou com o argumento de que aquele santo não estava em comunhão com os bispos orientais, que na verdade eram em sua maioria hereges ou semi-hereges. 

São Basílio Magno, diante daquela situação, afirmou o seguinte: “Apenas um pecado é hoje severamente punido: a observância atenta das tradições de nossos Pais. Por essa razão, os bons são expulsos e exilados ao deserto” (Ep. 243).

Na verdade, os bispos que apoiam a Sagrada Comunhão para “divorciados recasados” são os novos fariseus e escribas, porque negligenciam o mandamento de Deus, contribuindo para o fato de que do corpo e do coração dos “divorciados recasados” continuem a “proceder adultérios” (Mat. 15, 19), porque desejam uma solução exteriormente “limpa”, e que pareça “limpa” também aos olhos daqueles quem detêm o poder (a mídia social, a opinião pública). No entanto, quando eles aparecerem um dia no tribunal de Cristo, ouvirão certamente para sua consternação estas palavras:

Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras ... e com adúlteros te associas? (Sl 50 (49): 16-18).


Um cardeal que apoiou aberta e rijamente a questão da Comunhão para os “divorciados recasados”, e que fez até mesmo declarações vergonhosas sobre “casais” homossexuais na Relatio preliminar, estava insatisfeito com a Relatio final, e declarou despudoradamente: “O copo está pela metade”,dizendo — ainda que não ao pé da letra — que se deveria trabalhar para que no próximo ano no Sínodo o copo esteja cheio. 


Catolicismo—Vivemos hoje um auge de agressão contra a família, agressão esta acompanhada por uma tremenda confusão na área da ciência sobre a identidade humana. Infelizmente, há alguns membros da Hierarquia da Igreja que ao discutirem essas questões, expressam opiniões que contradizem os ensinamentos de Nosso Senhor. Como devemos conversar com as pessoas que se tornam vítimas desta confusão, a fim de fortalecê-las em sua fé e ajudá-las a se salvar?
Dom SchneiderNeste momento extraordinariamente difícil, Cristo está purificando a nossa fé católica para que por meio desta provação a Igreja brilhe mais e seja realmente sal e luz para o insípido mundo neopagão, graças à fidelidade e à fé pura e simples, em primeiro lugar dos fiéis, dos pequeninos na Igreja, da “Ecclesia docta” (a Igreja dos aprendizes), que em nossos dias reforçará a “docens Ecclesia” (a Igreja docente, ou seja, o Magistério), de forma semelhante à grande crise de fé do século IV, como o Beato John Henry Newman relatou:  Foi sobretudo por meio dos fiéis que o paganismo foi derrubado; como foi através do povo fiel sob a liderança de Atanásio e dos bispos egípcios, e em alguns lugares apoiados por seus bispos ou sacerdotes, que se resistiu à pior das heresias e que ela foi expulsa do território sagrado. ...

Naquele tempo de imensa confusão, o dogma divino da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, aplicado, mantido e (humanamente falando) preservado, muito mais pela ‘Ecclesia docta’ do que pela ‘Ecclesia docens’; o corpo do Episcopado foi infiel a sua missão, enquanto o corpo do laicato foi fiel ao seu batismo; ...

Devemos encorajar os católicos simples a serem fiéis ao Catecismo que aprenderam, a serem fiéis às palavras claras de Cristo no Evangelho, a serem fiéis à fé que seus pais e antepassados lhes legaram. 
Devemos organizar círculos de estudos e conferências a respeito do ensino perene da Igreja sobre a questão do casamento e da castidade, convidando especialmente os jovens e os casais. 

Devemos mostrar a beleza inerente a uma vida de castidade, a beleza inerente ao matrimônio cristão e à família, o grande valor da Cruz e do sacrifício em nossas vidas. Devemos apresentar cada vez mais os exemplos dos santos e das pessoas exemplares que demonstraram que, apesar de terem sofrido as mesmas tentações da carne, a mesma hostilidade e o desprezo do mundo pagão, no entanto, com a graça de Cristo, levaram uma vida feliz na castidade, no matrimônio cristão e na família. A fé, a fé católica e apostólica, pura e integral, vencerá o mundo (cf. 1 João 5, 4).

fonte: http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/52D4CCAD-0B7E-1C4B-6FD978453C680F73/mes/Janeiro2015


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Felizes os que creram sem terem visto





Os Sacerdotes, cujos nomes se seguem, declaram que, baseando-se no seu conhecimento pessoal do caso de possessão, estão absolutamente convencidos da autenticidade das revelações feitas pelos demônios, sob a ordem da Santíssima Virgem.

Padre Albert d’Arx, Niederbuchsiten
Padre Arnold Egli, Ramiswil
Padre Ernest Fischer, Missionário, Gossau
Padre Pius Gervasi, OSB, Disentis
Padre Karl Holdener, retirado, Ried
Padre Gregor Meyer, Trimbach
Padre Robert Rindere CPPS, Auw
Padre Louis Veillard, retirado, Cesneux-Péquignot

Os Sacerdotes são todos de nacionalidade Suíça, excepto o Padre Fischer, que é alemão. Todos participaram nos exorcismos, salvo o Padre Gregor Meyer, que durante algum tempo foi o diretor espiritual da senhora atacada e que a conhece, muito bem. Dois outros Padres, de nacionalidade francesa, participaram também nos exorcismos.

NOTE BEM: Apesar do testemunho dos Sacerdotes envolvidos e de outros peritos,
desejamos declarar, de acordo com o decreto do Papa Urbano VIII, que a este documento só se pode dar uma fé humana. Submetemos a totalidade do texto ao juízo supremo da Santa Igreja.

OS EXORCISMOS (apenas um trecho do mesmo será postado)
EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975

COMUNHÃO NA BOCA

A(demônio) – …Devem receber convenientemente os sacramentos… fazer uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. 
Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes “Senhor eu não sou digno”, e não uma 
vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.
E (sacerdote)– Diz só a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição…

A – Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai!
E – Nós te ordenamos, em nome (…) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total; tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te!

A – Ela (aponta para cima) quer que eu diga…
E – Diz a verdade, em nome (…).

A – Ela quer que eu diga… que se Ela, a grande Senhora, ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
E – Em nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade!

A – Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa, dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.
E – Em nome (…) diz a verdade!

A – Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.
E – Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir, em nome (…).

A – Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa (daquela época - 1975), a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus.
E – Continua a dizer a verdade, em nome (…). 


http://www.slacerdaf.com/?page_id=426




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