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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Reflexão sobre o estado atual da Igreja moderna e sobre a Tradição.



Reflexões da Sagrada Escritura: A Igreja e o mundo.

“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo” (1 João, II, 15).
Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com
Escrevi este artigo quando ainda seminarista, ou mais precisamente, há 45 anos. Mostrei-o à S. Ex.cia Rev.ma D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, que, então,  bondosamente o leu e deu a sua aprovação.
Hoje, vemos como os modernistas, mais do que nunca, dominando na Igreja, fazem uma mistura das coisas sagradas com as mundanas, como foi o fato sacrílego acontecido no carnaval deste ano em São Paulo, quando o Cardeal Odilo Pedro Scherer permitiu que o bloco carnavalesco União de Vila Maria, sob pretexto de homenagear os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, misturasse samba com cânticos religiosos, e colocasse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, inclusive com o manto e coroa bentos por um padre do Santuário de Aparecida, colocasse, digo, num ambiente o mais mundano e pecaminoso possível, que é o carnaval, máxime o do Brasil. Assim sendo, achei por bem publicar este artigo. Oxalá as almas possam ver onde está a verdadeira doutrina de Nosso Senhor, e, outrossim, vejam como os modernistas são realmente os maiores inimigos da Igreja.
Feita que foi esta introdução, vamos iniciar as nossas reflexões sobre este texto das Sagradas Escrituras, acima enunciado. Demos, em primeiro lugar, a noção correta de MUNDO, sentido este expresso no texto em apreço e nos muitos outros que aqui citaremos. Tomamos aqui o termo MUNDO  não enquanto significa as obras da criação ou o conjunto das pessoas que vivem na terra (bons e maus), mas enquanto significa o complexo daqueles que são escravos da tríplice concupiscência e cujas máximas são contrárias às de Jesus Cristo.
Mundo neste último sentido é explicado pelo Apóstolo São João na sua Primeira Epístola: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa, e a sua concupiscência com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João, II, 15-17). Baseados sempre nas Sagradas Escrituras e na Tradição, vamos explicar esta definição do mundo dada por S. João Evangelista.

1. CONCUPISCÊNCIA DA CARNE: Sobre ela eis o que diz São Paulo: Caminhemos como de dia, honestamente; não caindo em glutonarias e na embriaguês, não em desonestidades e dissoluções; não em contendas e emulações, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos ocupeis da carne em suas concupiscências” (Rom. XIII, 13 e 14). “Caminhemos como de dia, honestamente”. As obras dos filhos das trevas são feitas comumente à noite. São todas as desonestidades provenientes da concupiscência da carne. É o amor desordenado dos prazeres dos sentidos. Em primeiro lugar o amor sensual ou luxúria, espalhado por todo o corpo: ver, ouvir, falar, fazer tudo aquilo que acende e alimenta as chamas do amor impuro. Também os excessos no comer e beber e a moleza da vida.
Em outras passagens, o Apóstolo mostra como devem agir os “filhos da luz”: Aqueles que são de Jesus Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscências” (Gálatas, V, 24). Caríssimos, vede que S. Paulo não diz: “crucificaram seus vícios e concupiscências”, mas “sua carne com seus vícios e concupiscências”. O bom médico vai à raiz do
mal. A carne, depois do pecado original, é a raiz dos males.
Ouçamos ainda S. Pedro, o primeiro Papa: “O Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência” (1 Pedro, II, 9 e 10).
2. CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS: Compreende duas coisas:
a) a curiosidade doentia ou seja o desejo imoderado de ver, ouvir e conhecer o que se passa no mundo, alimentando e excitando assim a sensualidade. Neste sentido eis o que diz o Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: “Ooliba [figura da corrupção de Jerusalém] foi aumentando sempre a fornicação porque tendo visto alguns homens pintados na parede, umas imagens dos caldeus delineadas com cores… pela concupiscência dos seus olhos concebeu por eles uma paixão louca”  (Ezequiel, XXIII, 14 e 16). “Os olhos não se fartam de ver…” (Eclesiastes I, 8). “Eu(Jesus), porém, digo-vos que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a já cometeu adultério com ela no seu coração” ( S. Mateus V, 28). Como a concupiscência vem do mundo, este promove tudo aquilo que provoca e fomenta a concupiscência dos olhos, e através desta, a concupiscência da carne, como por exemplo: revistas pornográficas, filmes, novelas e espetáculos imorais, bailes, imodéstia no vestir, sobretudo em certos ambientes como praias, piscinas, e festas mundanas, sobressaindo entre elas o Carnaval (máxime aqui no Brasil), namoros indecentes mesmo em público, (assim eu escrevia há 45 anos, e hoje? nem preciso dizer o que são!). Entra ainda o papel da televisão, do cinema, da maioria dos jornais e hoje máxime da Internet usada para o mal, como veículos de propagação destas imoralidades.
b) A concupiscência dos olhos pode ser interpretada também como o amor desordenado do dinheiro, ou avareza. Com efeito, o dinheiro, ou apegando o homem a terra e afastando seu pensamento de Deus ou provocando o luxo e o comodismo, oferece maior facilidade para tudo aquilo que fomenta a concupiscência dos olhos e promove a concupiscência da carne. Aliás é por aí que o demônio começa como ensina S. Paulo: “Os que querem enriquecer caem na tentação e no laço do demônio e em muitos desejos inúteis e perniciosos que submergem os homens na morte e na perdição. Com efeito a raiz de todos os males é o amor do dinheiro” (1 Timóteo, VI, 9 e 10). Jesus disse: “Não procureis (com cuidados excessivos) o que haveis de comer e beber e não andeis com espírito preocupado. Porque são os homens do mundo que buscam todas estas coisas” (S. Lucas, XII, 29). E explicando a parábola do semeador diz ainda: “A semente que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, vão e ficam sufocados pelos cuidados do mundo, pelas riquezas e prazeres desta vida e não dão fruto” (S. Lucas, VIII, 14).
Eis como a Sagrada Escritura fala da concupiscência dos olhos tomada no sentido de AVAREZA: “O olho do avaro não se sacia com uma porção injusta; não se fartará, enquanto não tiver consumido e secado a sua vida. O olho mau tende para o mal, e não se saciará de pão, mas estará faminto e melancólico à mesa” (Eclesiástico, XIV, 9 e 10).
3. A SOBERBA DA VIDA: É o orgulho. É primeiramente a vaidade mais vulgar que gosta da ostentação e do luxo. O dinheiro ajuda a soberba. Esquecido de Deus e entregue a si mesmo, o homem considera-se o seu próprio deus. Daí vêm: avareza, espírito de independência, egoísmo, vã complacência, vanglória, jactância, ostentação, hipocrisia etc.. O homem orgulhoso confia em si mesmo; por isso se expõe aos perigos, aos ambientes mundanos, não aceita uma norma de vida, um moral fora e acima dele. Ele mesmo é o árbitro de suas ações, ele é que determina a sua moral, o seu modo de agir. Em uma palavra: ele faz a sua religião. Compreende-se assim facilmente com o orgulhoso, que, na verdade, é rejeitado por Deus, tem o caminho aberto para toda concupiscência, entregando-se aos pecados e baixezas da carne, o que aliás constitui um castigo de seu próprio orgulho. Vejamos apenas alguns textos da Sagrada Escritura sobre a soberba da vida: “Mas vós, pelo contrário, elevai-vos na vossa soberba” (S. Tiago, IV, 16). “O princípio da soberba do homem é afastar-se de Deus” (Eclesiástico, X, 14). “Não há coisa mais detestável do que o avarento. Por que se ensoberbece a terra e a cinza? “Tua arrogância enganou-te, assim como a soberba do teu coração” (Jeremias, CLIX, 16). O mundo, que tem como príncipe o demônio (Cf. S. João, XII,31; XIV, 30; XVI, 11).  ) e por estandarte a tríplice concupiscência, como age?
Caríssimos, depois da queda original a natureza humana é inclinada para a concupiscência que atrai e alicia, e esta é alimentada pelo mundo que por sua vez é governado pelo demônio. Estes são os três inimigos das nossas almas: o mundo, a carne, e o demônio. Eis a explicação dada pelo próprio Espírito Santo através de S. Tiago: “Cada um é tentado pela sua própria concupiscência que atrai e alicia. Depois a concupiscência quando concebeu dá à luz o pecado” (S. Tiago,I, 14). S. João diz por sua vez: “Aquele que comete o pecado é filho do demônio, porque o demônio peca desde o princípio” (1 S. João, III, 8). E no capítulo V, 19 diz: “Sabemos que somos de Deus, mas o mundo está sob o maligno”. Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do joio explicou que é o demônio o homem inimigo que suscita os maus sobre a terra (Cf. S. Mateus, XIII, 39).
O mundo então através da tríplice concupiscência e excitado pelo demônio persegue os bons de duas maneiras:
1 – Seduzindo-os através de suas vaidades e prazeres; promove, como vimos acima, tudo aquilo que favorece os olhares lascivos e enlaces sensuais, mas apresenta tudo isso como coisas necessárias para fomentar o amor; como úteis para a saúde, recreações, higiene, etc.. E assim, procura enganar as consciências. Depois o mundo elogia os que sabem gozar a vida. Prega o amor desordenado do prazer: “Coroemo-nos de rosas antes que elas murchem” (Sab. II, 8). É um dever sagrado, dizem os mundanos, aproveitar a mocidade, gozar a vida. O mundo seduz ainda pelos seus maus exemplos. Com mostra a trilhar o caminho largo, apresenta como argumento supremo a maioria. Todos os mandamentos se resumem neste: todo mundo faz assim; é a moda, etc..
2 – Quando não pode seduzir os bons, o mundo trata de os aterrar movendo-lhes perseguições: Assim, desviam-se da prática da religião os tímidos, metendo a riso os devotos, os que fazem penitência, os “ingênuos” que acreditam em dogmas imutáveis, motejam das mães que têm muitos filhos, e que vestem modestamente suas filhas, zombam daqueles que fogem dos ambientes perigosos: como bailes, praias, piscinas, carnaval, etc… Já disse a Sagrada Escritura: “Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguição” (2 Timóteo, III, 11).
Diante da opressão que o mundo lhes faz, consolem-se com o diz a Sagrada Escritura: Em realidade se Deus não perdoou ao mundo antigo; mas somente salvou com outros sete a Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, e se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as as cinzas para servir de exemplo aqueles que venham a viver impiamente, se, enfim, livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso destes infames (esse justo que habitava entre eles sentia diariamente a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas), é porque o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência e desprezam a soberania (de Cristo)”.
Caríssimos, desculpem-me por eu ter me estendido demais. Mas, na verdade, o artigo ainda continua. No próximo sábado, se Deus quiser, continuarei tratando da mesma matéria: Veremos, se Deus quiser, o modo de agir dos modernistas e o da Tradição em relação ao mundo. Faremos um terceiro artigo sobre A MODÉSTIA NO VESTIR. Sempre me baseando nas Sagradas Escrituras.

LEIA também: 

Concílio Vaticano III - leia-se: Sínodo da Família, o novo aggiornamento.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Cruz, o Padre e a Missa



Por Pe. Gaspar S. C. Pelegrini

“Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)



A Cruz, o Padre e a Missa são três mistérios inseparáveis. Estes três mistérios estão intimamente unidos, tão unidos que podemos acomodar a eles a palavra da Escritura : “Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)


Falemos de cada um deles


A Cruz

Diz o livro da Imitação de Cristo: “In Cruce Salus”, “na Cruz está a salvação.” Sim, porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.

Não devemos nos fazer ilusões, temos necessidade da Cruz. Fora da Cruz não há salvação. In Cruce Salus.

Mas em qual cruz está a salvação?

Vamos ao Calvário. Lá encontraremos três cruzes, três modos de encarar e viver o sofrimento:

- A Cruz do Inocente que sofre pelos pecadores: Jesus.

- A cruz do penitente que sofre resignado em expiação de seus próprios pecados: o Bom Ladrão.

- A cruz do revoltado contra Deus, contra o sofrimento: o mau ladrão.

A salvação não está na revolta do mau ladrão, mas sim na paciência de Jesus e na resignação do Bom Ladrão. A salvação está na Cruz de Jesus como fonte, como causa, como modelo de nossa Salvação; na do Bom ladrão como meio.

Assim também para nós:

Da Cruz de Jesus nos vêm todas as graças de que precisamos para nos salvar, e é também para nós um modelo de como temos que enfrentar os sofrimentos.

A nossa cruz (como a do Bom Ladrão) é um meio para chegarmos ao céu.

Todos nós temos que sofrer, o importante é saber sofrer. Soframos como o bom ladrão. Aceitemos as cruzes que Deus nos enviar.

Que jamais imitemos o mau ladrão no sofrimento.


O Padre

Podemos resumir o que é o padre nas palavras – ousadas – de S. João Maria Vianney: “Depois de Deus, o sacerdote é tudo.”

Tudo. Saibamos dar valor ao sacerdote. O padre dá sua vida por nós. Deixa de constituir uma família, para se consagrar inteiramente a Deus e às almas.

O sacerdote continua nesta terra a missão do próprio Jesus.

Agradeçamos a N. Senhor pelos padres que Ele já nos deu e peçamos-lhe que nos envie mais vocações.

Dizia também S. João Maria Vianney: “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por destruir o Sacerdote.”

Isso explica a resistência que às vezes o sacerdote encontra em seu ministério e o porquê de tantos ataques contra o sacerdócio.

A Missa

Que seria o mundo sem a Santa Missa!?

Na Missa, é o próprio Jesus que pede por nós.

É através da Santa Missa que as graças descem do céu à terra.

A Missa é a renovação do Sacrifício do Calvário. E, às vezes, pelo nosso modo de participar da Missa, nós nos encarregamos de tornar mais literal, (digamos assim) esta renovação.

Três grupos de pessoas na Primeira Missa:

- Os piedosos com Nossa Senhora, Santa Madalena, S. João, as Santas mulheres.

- Os irreverentes, e até inimigos da Cruz de Cristo, como aqueles judeus que estavam no Calvário, que gritavam, faziam zombarias, insultavam a Jesus.

- Os curiosos, aqueles que estavam lá no Calvário só para ver o que ia acontecer, ou como tudo iria terminar, talvez até com o intuito de presenciar algum milagre retumbante.

Assim acontece muitas vezes nas Missas. Estão aqueles que chegam a ser irreverentes no modo como se comportam durante a Santa Missa e como tratam o Santíssimo. Aqui entram também os que voluntariamente se aproximam da Sagrada Comunhão sabendo que não estão no estado de graça, os que estão na Santa Missa e continuam alimentando em seu coração o apego ao pecado, os que não querem mudar de vida. Como disse o Papa Francisco, os corruptos.

Há também nas nossas Missas os curiosos . Vão à Missa para ver quem foi, para se encontrarem com os amigos, etc.

Mas há também os piedosos, os que participam da Santa Missa imitando os sentimentos do Coração de Jesus, de Nossa Senhora ao pé da Cruz, dos santos.

Sejamos deste grupo. Saibamos dar valor à Santa Missa, participando dela sempre que pudermos.

A união destes três mistérios: Cruz, Padre, Missa



Como vimos acima, “na Cruz está a salvação,” porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.

E como a Santa Missa não é outra coisa que a renovação do Sacrifício da Cruz, também da Missa podemos dizer: “In Missa salus”, na Santa Missa está a Salvação.

E o Sacerdote é ordenado sobretudo para a Santa Missa, portanto, para renovar o sacrifício da Cruz, é ordenado então para a Cruz. Logo também do padre podemos dizer: “In sacerdote salus”, no sacerdote está a salvação.

Nós não podemos de modo algum separar estes três mistérios, pois, se o fizermos, eles perdem sua razão de ser:



Nós não podemos separar a Missa da Cruz.

Se tirarmos da Santa Missa tudo o que se refere ao Calvário, portanto ao Sacrifício de Cristo, vamos esvaziar a Missa. Ela então se tornaria se torna uma mera lembrança de algo que já passou, ou se uma simples reunião dos fiéis, ou uma espécie de ceia. Por isto, não separemos o que Deus uniu. Renovemos sempre nossa fé no Sacrifício do altar, tenhamos sempre presente sua união inseparável com a Cruz.



Não podemos separar o Padre da Cruz.

A mãe de São João Bosco disse para ele no dia de sua ordenação que “começar a dizer Missa é começar a sofrer”.

Não que ser padre seja um sofrimento para a pessoa, mas que, como o padre é discípulo e ministro de Cristo, ele precisa se unir ao Seu Mestre e Senhor na Redenção da humanidade, aceitando de bom grado os sacrifícios que Deus pedir dele. Por isso o ministério sacerdotal é sempre marcado pela cruz. E um padre sem a Cruz é um soldado sem armas, é uma incoerência, quase que uma deformidade da natureza. A vida do padre deve girar em torno da Cruz. Todos os gestos litúrgicos que o padre realiza são acompanhados do sinal da cruz. A Liturgia muitas vezes manda que o padre beije a cruz, abençoe com a cruz, se benza com a cruz, etc. A sua própria vida não tem sentido sem a Cruz.



Não podemos, em fim, separar o Padre da Missa.

O Padre não é ordenado primeiramente para ser cantor, ser um homem da mídia, para ser um excelente administrador, um professor, etc. Existe uma relação inseparável entre o Padre e a Missa. Portanto ela está no essencial da vida do padre. Não pode, pois, ficar relegada a uma mera obrigação, ou ser considerada um incômodo no dia do padre. Tudo o que sacerdote faz, ou é uma preparação, ou uma consequência de sua Missa.

A Missa não é uma das atividades do padre, é a principal finalidade de seu sacerdócio.




Conclusão


Amemos a Santa Missa.

Saibamos dar valor ao Sacerdote. Agradeçamos a Deus pelos padres que ele já nos concedeu e peçamos a Nosso Senhor que nos envie muitas vocações, vocações em número proporcionado às nossas necessidades.

Enfim, saibamos levar a cruz, como o bom Ladrão. Com paciência, com resignação, como propiciação pelos nossos pecados.

Não separemos o que Deus uniu. Lembremo-nos sempre: na cruz está a Salvação. Se quisermos, pois, salvar nossa alma, abracemos a Cruz. Para que na hora de nossa morte, Jesus possa nos dizer o mesmo que ele disse ao Bom Ladrão: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso.”

fonte: www.adapostolica.org/artigos/a-cruz-o-padre-e-a-missa/
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Os maus sacerdotes - reflexão!
>>>Por Eugênio Schoma





Agora vai a minha pergunta: “Por que, a cada dia que passa, os pecados do mundo, assim como todo tipo de violência, crimes hediondos, doenças e abortos, estão aumentando dia após dia”? 

O Cordeiro de Deus já não está mais tirando os pecados do mundo? Não será por que o próprio homem e os padres estão fazendo tudo errado, desde o dia em que modernizaram e mudaram o ritual da Santa Missa após o Concílio Vaticano II? Hoje estão recebendo as suas recompensas ao querer fazer as suas vontades e não as de Deus? 

Por acaso não será por que as maiores violências são os seres humanos que cometem contra o Cordeiro Imolado? Ele estaria permitindo que todas essas tragédias atinjam o homem afim de que possam reparar os erros aqui na terra? 

E aqui seguem as maiores violências que o homem comete contra o “CORDEIRO IMOLADO”: (Flp 2, 9-10) Se ao Nome de Jesus se prostram de joelhos, quanto mais na Santa Hóstia Consagrada, como CORDEIRO IMOLADO. E como vai ser para esses que deveriam dirigir o povo para dar o respeito ao CORDEIRO IMOLADO e não o fazem?

Diante das espécies consagradas, o homem já perdeu completamente o respeito. Qualquer um pode chegar com as suas vestes, por mais imundas que sejam, sendo que nenhuma autoridade na Terra permitiria que chegasse perto deles. Entretanto, perto do “CORDEIRO”, essas pessoas podem na hora da distribuição da Santa Hóstia.
Quanto mais aumentar a quantidade de fiéis que tocam nas espécies consagradas, podem esperar que muito mais aumentem todos os tipos de castigos e violência, e a Terra ficará insuportável de se viver.

Ó sacerdotes, a vossa obrigação é zelar pela Casa de Deus, como está escrito em João. 2, 17: “O zelo de tua casa me consome”. E em Jerem. 48, 10: “Maldito aquele que faz com negligência a obra do Senhor”!

E nós leigos também vamos ser cobrados por aceitar este modernismo e profanação na Casa de Deus. Agora chegou a hora de escolhermos em qual lado do muro queremos estar: se do lado de Deus ou do lado do inimigo. Leia com atenção esta passagem (Lc. 4, 13). 

Este é o momento oportuno que o inimigo quer te enganar. É por isso e muito mais que nós devemos dar graças e louvores a Deus por Ele ter nos dado o Profeta Pedro II. Quem estiver com o Profeta está com Deus e quem estiver contra o Profeta está contra Deus.

Lembrem-se: Quem escolheu este Profeta (Pedro II), não foi nem uma autoridade aqui da terra! Não foi um Padre, nem um Bispo e nem um governador; portanto quem o escolheu foi o Próprio DEUS Altíssimo e lhe deu a Sua assinatura num pé de árvore. Quem está contra este Profeta, também está contra DEUS, assim como os sumos Sacerdotes que foram contra o Próprio Filho de DEUS, JESUS CRISTO.

Deus sempre conduziu o mundo através dos Profetas, desde o Antigo Testamento e agora nestes tempos tão confusos. Agora é que Deus precisa chamar atenção da humanidade através dos Seus Profetas! A hora é esta, é o momento oportuno, pois estamos vivendo tempos muito confusos, a crise e a perda da fé, não se sabe mais o que é esquerdo ou direito.

“Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Isaías 5, 20).

Vamos pedir a nossa Mãe, Maria Santíssima, Ela que é Rainha do Espírito Santo, para nos conduzir e a todos aqueles que ainda têm dúvida desta tão grande obra divina A PALAVRA VIVA DE DEUS.


fonte: http://ceifadores.com.br/noticia/6426
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Segundo S. Bernardo, os sacerdotes, caindo da altura a que se acham elevados, de tal modo se afundam na malícia, que perdem a lembrança de Deus, e tornam-se surdos a todas as ameaças da justiça divina, a tal ponto que nem o perigo da sua condenação os espanta.

Mas que haverá nisso de admirável? O padre, pecando, cai no fundo do abismo, onde fica privada da luz e despreza tudo. Acontece então o que diz o Sábio: Caído no fundo do abismo do pecado, o ímpio despreza. Este ímpio é o padre que peca por malícia; um só pecado mortal o precipita no fundo das misérias, em que cegamente permanece mergulhado.

Nesse estado despreza tudo: castigos, advertências, presença de Jesus Cristo, a quem toca no altar. Não córa de se tornar pior que o traidor Judas, como o próprio Senhor um dia disse a Sta. Brígida: Tais padres já não são sacerdotes meus, mas verdadeiros traidores. Sim, tais padres são verdadeiros traidores, porque abusam da celebração da Missa, para ultrajarem mais cruelmente a Jesus Cristo pelo sacrílego!

Fonte: A Selva – Sto Afonso de Ligório – págs: 18-19

Ilustração e imagem retiradas do site: https://sol2611.wordpress.com/2015/08/04/dai-nos-senhor-sacerdotes-segundo-o-vosso-coracao/

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Observação:

01 de Dezembro - Bem-aventurado Charles de Foucauld

Eremita e mártir (1858-1916)

A Santa Sé considerou venerável Charles de Foucauld, em 2001 e em 13 de
 novembro de 2005 o papa João Paulo II o declarou Bem-aventurado.
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Leia também: 

E tu Sacerdote, porque quer levar almas para a condenação?



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Arrependeu-se muito, admirou muito e amou tanto, a ponto de banhar os pés de JESUS.

Para o amor de Deus, nada é impossível. E, no entardecer da vida, seremos julgados segundo o amor. Os Evangelhos nos contam a história de Madalena. Uma pecadora
que tanto admirou e amou Nosso Senhor Jesus Cristo que não só foi perdoada mas
que dela disse o Senhor: "em toda parte será contado em sua
memória o que ela fez". (Mat. 26, 13)


Quem ouve o nome "Maria Madalena", na maioria das vezes, lembra-se da mulher pecadora e de má vida do Evangelho. Poucos se recordam que dela foram tirados sete demônios (Luc. 8,2) e que ela foi perdoada de seus numerosos pecados (Luc. 7,47- Mar. 16,9).
Muitos ignoram que ela arrependeu-se do mal que praticou. Esquecem que ela viveu uma vida de penitente, que foi uma grande Santa. E que santificou-se por amar intensamente a Deus.  Ninguém comenta que foi a propósito dela que Nosso Senhor disse: "Em verdade vos digo: em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez". (Mat. 26,13) E... quem tem nela um exemplo de virgindade e pureza? Vejamos um pouco da história de Santa Maria Madalena.
As trê Marias e Santa Maria Madalena
O Papa São Gregório Magno, foi um zeloso reformador da Igreja, foi quem estabeleceu regras para o canto e cerimônias litúrgicas na Igreja e tornou-se mais conhecido como o criador do Calendário Gregoriano. Alé disso ele foi também um grande estudioso da vida dos santos e das Escrituras Sagradas.
São Gregório Magno afirma que Maria Madalena, Maria de Betania e Maria pecadora, citadas no evangelho, são a mesma pessoa. Por isso mesmo é que Santa Maria Madalena é, entre as mulheres, a que mais tem seu nome citado nos Santos Evangelhos.
Maria Madalena lava os Pes de Jesus -Versailles.jpg
Maria Madalena lava os pés de Jesus - Versailles
Ela nasceu em Magdala e viveu no século I. Conheceu Nosso Senhor, foi contemporânea de Nossa Senhora, dos Apóstolos, dos primeiros cristãos."E Lázaro (...) era seu irmão."(Jo. 11, 1-2).  Ela era irmã de Santa Marta e de Lázaro, a quem o Mestre Divino ressuscitou. "Lázaro havia caído doente em Bethania onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com óleos perfumados e Lhe enxugara os pés com seus cabelos" durante um banquete do qual Jesus participava.

Ela escolheu a melhor parte...
"Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus. Os doze estavam com Ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios." (Luc. 8,2)

Madalena foi a mulher a quem Jesus exorcizou.(Mar.16, 9). Depois disso, ela acompanhava Jesus, agradecida, contemplando sua divindade, amando a Deus, santificando-se. Santa Maria Madalena tinha uma alma admirativa e, por isso mesmo, era uma pessoa capaz de contemplar. Nas principais citações que o Evangelho traz dela sua admiração por Nosso Senhor fica destacada. E contemplar a Deus na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo foi um dos pontos altos de sua vida.
Sem dúvida, ela exercia tarefas que estavam destinadas às Santas Mulheres, contudo, em suas atividades ela procurava dar mais importancia ao "Deus das obras que às obras de Deus": ela havia escolhido a melhor parte... Esta afirmação está contida nos Evangelhos, são palavras do próprio Nosso Senhor: "Jesus estava em viagem, e entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Marta tinha uma irmã chamada Maria que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta toda preocupada com a lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Repondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada." (Luc 10, 38-42)
Muito embora ainda fosse uma pecadora, ela já havia dado mostras de sua escolha pela admiração contemplativa. Isso ficou evidente naquele banquete onde outras pessoas estavam com Jesus e não viam nele o Filho de Deus, mas um homem inteligente, esperto, talvez predestinado e, no máximo, um profeta:
"Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lagrimas banhavam os pés do Senhor, e ela os enxugava com os cabelos, beijando-os e os ungia com perfume.(Luc. 7, 36-38)
Na Via Dolorosa, no Calvário, ... de pé, com a Virgem Maria!
Esta mulher contemplativa esteve no Calvário. "Havia ali algumas mulheres (...) que tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas Maria Madalena." (Mat. 27, 55-56)  É certo que durante a peregrinação na via dolorosa Santa Maria Madalena esteve ao lado da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora, a quem ela admirava e venerava afetuosamente e que naquela ocasião era quem mais sofria espiritualmente as dores pelas quais seu Divino Filho passava para a salvação dos homens. E essa, sem dúvida, foi uma ocasião oportuna que, aquela que muito havia pecado, encontrou para consolar quem nunca havia pecado.  No Calvário, quando todos fugiram, "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e... Maria Madalena."(Jo. 19,25).
Frutos do Amor a Deus
O amor contemplativo de Maria Madalena rendeu-lhe os melhores frutos. E estes frutos não foram só o perdão de seus pecados e a graça de seu insigne e exemplar arrependimento. Outras graças espirituais ainda lhe foram concedidas por causa de sua admiração e amorosa contemplação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada na Humanidade Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Talvez a maior das graças recebidas por ela tenha sido dada por ocasião da Ressurreição do Divino Salvador: "Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdalena, de quem tinha expulsado sete demônios.(Mar. 16-9)
Seu amor a Nosso Senhor já tinha feito com que ela, após a morte do Salvador estivesse junto dEle também em Seu sepultamento. E, depois que a pedra foi rolada, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas diante do túmulo"(Mat. 27,61).  No que pensava ela ali sentada? Não se sabe. A certeza que se tem é que ela não pensava em si, pois, Seu Senhor era sempre o centro de suas cogitações.
"'Maria!' Ela voltou-se e exclamou: 'Rabôni!' (Jo 20,16)
Passou-se a sexta feira, passou-se o sábado.
"Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena, e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mat. 28,1). Ela descobriu o túmulo vazio e ouviu dois seres angélicos anunciarem a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela seria a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e a primeira a ver Cristo mais tarde no mesmo dia quando o Mestre deu a ela a mensagem para entregar aos demais discípulos (João 20:1-18).
Jesus com Madalena - Catedral de Salamanca.jpg
Uma das características do enlevo é fazer com que o
enlevado saia de si e se fixe em algo que lhe é 
superior, por isso,  Santa Maria Madalena "se une a Ele
Depois disso, que sentido teria continuar vivendo nessa Terra? Após ter sido curada e os demônios terem sido expulsos por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, seguindo Nosso Senhor no amor e no serviço.
A partir deste encontro com Jesus Ressuscitado, Maria Madalena, a discipula fiel, continuou vivendo entre os apóstolos e discípulos, sendo um exemplo vivo das graças que o Senhor dispensou a ela, levando uma vida de testemunho e de luta por uma santidade maior.




A História de uma Virgem
A tradição nos conta que juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, ela foi evangelizar em Éfeso. Outra história, que desde muito corre no Ocidente, diz que ela viajou para Provença, França, com seus irmãos Marta e Lázaro com mais outros discípulos para evangelizar Gaul. Neste local ela passou 30 anos de sua vida na caverna de La Saint-Baume, nos Alpes Marítimos. Foi milagrosamente transportada, pouco antes de sua morte, para a Capela de Saint-Maximin, onde recebeu os últimos sacramentos da Santa Igreja. Ela foi enterrada em Aix. Em Vazelay, na França, todos afirmam que suas relíquias ali estão desde o século XI.
No Ocidente, o culto à Santa Maria Madalena propagou-se a partir do Século XII. Na arte litúrgica da Igreja ela é representada com longos cabelos, segurando uma jarra própria para guardar óleos perfumados. Sua festa é celebrada no dia 22 de julho.Quando rezamos a Ladainha de Todos os Santos encontramos o nome de Santa Maria Madalena como a primeira das invocações das Santas Virgens.
Isso não causa espanto a quem sabe que a Deus nada é impossível. É a beleza da contrição e do perdão. Aquele que é capaz de "transformar as pedras brutas em Filhos de Abraão", pode perfeitamente devolver a integridade a uma pecadora. E isso, sobretudo se ela arrependeu-se muito, se admirou muito, se amou muito. Como foi o caso dela. (Fonte: Bíblia Sagrada - Editora Ave Maria - São Paulo - 2008)
fonte: http://www.arautos.org/

Assista a matéria que passou no Fantástico sobre a reconstrução do rosto da Santa Maria Madalena:

quinta-feira, 21 de maio de 2015

22 de Maio: dia de Santa Rita de Cássia


Santa dos Impossíveis e Advogada
das Causas Perdidas.

Exemplo de virtude em todos os estados de vida pelos quais passou. Sua intercessão é tão poderosa, que se tornou advogada de pessoas com problemas insolúveis

Dedicação e amor a Deus talvez sejam as qualidades que mais definam o caráter de Santa Rita de Cássia; essa mulher humaníssima agüentou como poucos a “tragédia da dor e da miséria, moral e social”.


Rita nasceu na Úmbria, bispado de Espoleto, em Roccaporena um pequeno povoado de Cásscia (Província de Perúgia) na Itália no dia 22 de maio de 1381.

Seus pais, Antonio Mancini e Amata Serri, ambos católicos praticantes, já eram de idade provavelmente casaram em 1339 e tiveram sua única filha, Rita, depois de mais de 40 anos de casados. Seu nascimento foi um grande milagre. Foi batizada, e recebeu a primeira Eucaristia na Igreja de Santa Maria dos Pobres, em Cássia.

Conta uma história que, certa vez, seus pais a levaram para o campo e, enquanto trabalhavam na roça em seus afazeres, deixaram a recém-nascida debaixo de uma árvore, na sombra num berço dormindo. Um enxame de abelhas brancas como a neve voou até a menina e girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.

Um homem que passava por ali, e que tinha pouco antes ferido a mão, ao ver Rita e as abelhas, gritou assustado aos seus pais. As abelhas foram embora e o homem teve a mão curada naquele mesmo instante.


***

AS LIÇÕES DEIXADAS POR SANTA RITA.


Eis algumas dentre muitas outras lições que podemos tirar da vida de Santa Rita de Cássia:

1. Ela colocou a vontade de Deus acima de tudo;

2. Ela foi perseverante na oração e no perdão;

3. Ela sempre esteve a serviço dos enfermos e dos pobres;

4. Ela foi fiel à Igreja;

5. Ela amou a sua família;

6. Ela transformou o sofrimento em amadurecimento humano e espiritual;

7. Ela praticou o jejum como caminho para a doação ao próximo e como comunhão com Deus;

8. Ela alimentava-se da Eucaristia, de onde tirava coragem e força;

9. Ela acreditou no amor de Deus em todos os momentos da vida e, Ela nunca se cansou de interceder por aqueles que pediam a sua intercessão.



“Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus todo-poderoso, porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana”
(João Paulo II, no centenário da canonização de Santa Rita de Cássia).

fonte: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/Santa%20Rita%20de%20C%C3%A1ssia.htm



Súplica à Santa Rita para o dia 22 de maio

     
(Para ser rezada no dia de sua festa, 22 de maio)


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo - Amém.


Ó gloriosa Santa Rita, uma prece fervorosa brota espontaneamente do nosso coração neste dia consagrado a vós pela Igreja, nossa Mãe.

Nesta hora solene, na qual milhares de corações se dirigem a vós cheios de fé e santa confiança de experimentarem vossa celeste proteção, eu também uno minha prece ao Sacratíssimo Coração de Jesus e à sua Mãe Maria Imaculada, para obter as graças de que tanto preciso.

Ó grande Santa da Igreja de Deus, não será possível que minha confiança em vosso patrocínio seja frustrada! Não sois vós aquela que o povo denomina a Santa dos Impossíveis, a advogada dos casos desesperados? Eu justamente me acho em tão tristes condições por causa dos meus pecados!

Não afasteis de mim o vosso olhar, não me fecheis o coração; eu estou certo que experimentarei a vossa poderosa intercessão. Reconheço-me indigno por causa dos meus pecados; pois bem, mostrai a vossa caridade, o vosso grande amor, obtendo-me a salvação para a minha alma.

Esta é a graça que principalmente peço a Deus pela vossa intercessão, neste dia comemorativo da vossa entrada no Paraíso. Com esta graça, alcançai-me também as outras, que me são necessárias, segundo a vontade divina.

Ó boa Santa Rita, recebei os meus votos, ouvi os meus gemidos, enxugai as minhas lágrimas e eu também proclamarei ao mundo o amor de Deus (aqui se apresenta o pedido a Deus por meio da Santa Rita de Cássia, que certamente será atendido).

Neste dia de glória, no qual aumenta e mais viva se faz a confiança no Vosso patrocínio, peço-vos: obtende de Deus a bênção que imploro, para mim, para os presentes, para o Vigário de Jesus Cristo, o Episcopado Católico, o Sacerdócio, para os vossos Religiosos, Irmãos e Irmãs de hábito, que formam a ordem do grande Santo Agostinho, para os benfeitores do vosso Santuário e Mosteiro de Cássia, para os propagadores do vosso culto, para os enfermos, os pobres, os aflitos, os pecadores, para todos e para as Almas do Purgatório.

Ó Santa Rita, esposa amabilíssima de Jesus Crucificado, de quem recebestes como dom um espinho de sua sacratíssima coroa, neste dia de triunfo ajudai-me e com vossa proteção acompanhai-me até a hora da minha morte. Assim seja.

fonte: http://www.santarita-oar.org.br/index.php/santa-rita/oracoes/suplica-para-o-dia-22









Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição – Taquaras – Balneário Camboriú – Santa Catarina – Brasil. Informações fone- fax: (0xx47) 3367-7110 ou (0xx47) 9234-1114 (Vivo) ou (0xx47) 9112-8000 (Tim) ou (0xx47) 3360-7167

“A Palavra Viva de Deus”, este é o pão, o alimento espiritual

14/01/2014

Minha irmã Santa Rita de Cássia, sonhei antes de me levantar que a minha mulher tinha feito muita comida para dar aos pobres, e a nossa casa se encheu. O que significa tudo isto, irmã Santa Rita?
Já não aprendeste que quem dá aos pobres empresta a Deus? E o que tu achas que estás fazendo? Onde se diz, “Não só de pão vive o homem” (Deut 8, 3) e (Mt 4, 4). Tudo isto significa o que vens fazendo. Este teu trabalho tão logo será reconhecido no mundo inteiro, assim como foram tantos outros Santos, pelo que fizeram, como eu também fiz, ajudei o que pude para dar àquele povo onde vivi, mais esperança para uma nova vida, com a Segunda Vinda de Jesus. 
Ensinei tudo o que pude, como agora vens fazendo. E por seres o último da linhagem de Abraão, tua tarefa ficou como um pai que gosta de ver não só os teus filhos, e sim, todos os que aqui vão se chegando. Este compromisso, meu irmão, é de dar inveja aos olhos desses que nada fazem para dar mais atenção aos necessitados, mas tu deste a volta por cima, junto com o Eugênio que não mediu esforço para este tipo de trabalho. 
Na mesa que serve para dar alimento aos que têm necessidade, jamais faltará comida, como irá acontecer tão breve, onde ninguém passará mais fome. Este Sinal tão logo vai acontecer com a Volta de Nosso Salvador, que Está para Chegar a qualquer momento. Felizes são vocês, meus irmãos, que estão acreditando nestas Mensagens, porque todas elas significam o mais precioso alimento, que está sendo para a alma de cada um que gosta de ler este Livro “A Palavra Viva de Deus”
Este é o pão, o alimento espiritual, por isso, viste que muitos vieram se alimentar aqui, e todos estavam com muita fome, onde começaram a comer antes de tu abençoares, mas corrigiste primeiro para agradecer a Deus pelo alimento que estava sobre a mesa. E é isto que tão logo irá acontecer. Ninguém vai passar mais fome, os Filhos da Luz, todos serão saciados por toda a eternidade, como também Estamos Vivendo, pelo trabalho que tivemos enquanto estávamos na Terra, todos Nós, assim como tu vens fazendo, meu irmão Pedro II.

Santa Rita do Menino Deus e Pedro II



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

"Lembre-se de mim Jesus, quando O Senhor vier como um Rei."


O arrependimento, a graça, a conversão,... lhe são te dados hoje.
Tens o conhecimento do certo e do errado.
JESUS não veio para os que estão salvos.

Um se arrependeu quase que "em cima da hora".
O outro continuou em sua arrogância, orgulho e cegueira.








Tens a dádiva de DEUS do 'tempo presente' para refletir e se arrepender de seus pecados.

A maioria estava com os sumos sacerdotes. 
A maioria vai pela porta larga do modernismo, do comodismo e do vale-tudo (missa sertaneja, do coco, crioula e etc) na única Igreja de Nosso Senhor JESUS CRISTO.

Só a minoria está fazendo penitência, confissão, rezando o Terço todos os dias. E não compactuando com a comunhão na mão, com os que não dobram os joelhos para o REI dos reis.

De que lado você vai querer estar, quando JESUS voltar?

Da maioria (que anda quase pelado nas ruas e os padres não falam mais sobre isso) ou da minoria (que se veste com modéstia e cobre seu corpo)?


Pense nisso hoje e mude de vida.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

4 de dezembro - dia de Santa Bárbara

História de Santa Bárbara

Santa Bárbara nasceu na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara. Bárbara viveu no final do Século III. Foi uma bela jovem, filha única de Dióscoro, um rico e nobre morador de Nicomédia.
Dióscoro não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade corrupta daquele tempo. Por isso, decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc. Tudo isso fez Bárbara questionar se aquilo era realmente criação dos “deuses”, como seus tutores e seu povo creditavam, ou se havia “alguém” muito mais inteligente e poderoso por trás da criação.
A beleza de divina
Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas não permitia que ela visitasse a cidade. Bárbara era uma jovem muito bela e de família rica. Por isso, muitos eram os pretendentes que queriam se casar com ela. Mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.
Para seu pai, isso era um problema sério, pois, segundo os costumes, ele tinha obrigação de casar sua filha. Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade.
O contato com os cristãos
Santa Bárbara, então, começou a frequentar a cidade. Nessas visitas, acabou conhecendo os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo. Falaram-lhe também sobre o mistério da Santíssima Trindade. A novidade cristã tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos: o Criador de tudo era o Deus Único e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e não os deuses que seu povo cultuava.
Bárbara se converteu ao cristianismo de todo o coração. Logo, um padre vindo de Alexandria ministrou a ela o batismo. E Bárbara passou a ser uma jovem fervorosa e cheia de virtudes cristãs. Em Jesus Cristo ela encontrou o sentido mais profundo de sua vida.
Santa Bárbara e as perseguições
Dióscoro, pai de Santa Bárbara, decidiu construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem. Durante a viagem do pai, Santa Bárbara ordenou que construíssem uma terceira janela na obra. Sua intenção era que a torre tivesse três janelas em homenagem à Santíssima Trindade. Além disso, Santa Bárbara esculpiu uma cruz na torre.
Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o por que daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade. Dióscoro ficou furioso.
A sentença de morte de Santa Bárbara
"Os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa”

O coração da Santa ia-se dilacerando cada vez mais entre amores opostos: o do pai, de um lado, e o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de outro. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt. 10, 34-36).
A fim de converter seu pai, explicou-lhe as verdades eternas, mas Dióscoro, cego de ódio, tirou sua espada para matá-la.

Tendo Bárbara corrido, seu pai a perseguiu com a espada na mão, até acuá-la junto a um rochedo. Quando ia desferir o golpe mortal, o rochedo abriu-se milagrosamente e a virgem conseguIu escapar.
Informado sobre o local onde ela se escondera, seu pai foi buscá-la. Agarrou-a violentamente, jogou-a por terra, espezinhou-a e, tomando-a pelos cabelos, arrastou-a até sua casa. Não conseguindo vencê-la, levou-a ao tribunal do pretor Marciano.

Bárbara foi, então, flagelada com tal violência que seu sangue jorrou de todas as partes do corpo.
Lançada num calabouço, Nosso Senhor apareceu-lhe, iluminando o local com um clarão sobrenatural, e curou suas chagas. Mas o iníquo pretor ordenou novos suplícios.

Seu corpo foi rasgado com pentes de ferro, e as novas chagas foram queimadas por tochas.
Como ela permanecia inflexível, o ímpio pretor ordenou que os seios da santa fossem amputados (o mesmo tormento que, poucos anos depois, sofreu Santa Águeda, padroeira da Sicília).

O pretor excogitou, então, o suplício que mais causaria dor à santa: seria despida e os carrascos a perseguiriam com chicotadas através das ruas da cidade. A castíssima donzela pediu a Deus que protegesse sua pureza. Novo milagre: uma luz descida do céu envolveu-a, livrando-a desse modo dos olhares impudicos.
Depois disso o pretor mandou que ela fosse decapitada.

Assistindo a todos esses prodígios, seu pai não se deixou comover, mas quis ele mesmo desempenhar o papel de carrasco. Conduziu-a ao alto de uma montanha fora da cidade. Ali, estando a jovem de joelhos em atitude de oração, decepou-lhe . a cabeça. Ao mesmo tempo em que sua cabeça caía separada do tronco, via-se a alma da mártir ser arrebatada ao Céu pelos AnJOs.
Instantes depois do hediondo crime, num céu sem nuvens, um raio fulminou seu pai e o pretor Marciano.

Esse terrível castigo parece colocar os raios na dependência de Santa Bárbara, e explica a devoção dos fiéis, que sempre recorrem a ela nas grandes tempestades.
A veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo em Roma, onde desde o século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome.

Na iconografia católica Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem majestosa e altaneira, ostentando uma palma, simbólica de seu martírio, e um cálice como símbolo da proteção que costuma manifestar em relação aos moribundos, e, ao lado, uma espada, instrumento de seu martírio.
Devoção à Santa Bárbara
festa de Santa Bárbara é celebrada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa. A festa é celebrada no dia 4 de Dezembro de cada ano.
Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por mero interesse, mas sim por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.
Oração de Santa Bárbara
“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”


O culto a Santa Bárbara
A mais antiga representação de Santa Bárbara (séc. VIII) consiste numa pintura encontrada na igreja de Santa Maria Antiqua, no Foro Romano (fotografia ao lado).
A partir do século IX os testemunhos relativos ao culto da Santa ­igrejas, oratórios, altares, mosteiros etc. - tornam-se cada vez mais numerosos, tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Posteriormente, a Santa foi incluída entre os 14 Santos Auxiliadores e passou a ser invocada de modo especial para se obter a graça de recepção dos Sacramentos na hora da morte.
Os artilheiros e os mineiros escolheram Santa Bárbara como sua patrona, para que ela os proteja de toda a explosão que pudesse causar a morte, como o raio que fulminou o ímpio pai da Mártir ...