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domingo, 20 de outubro de 2019

Da Tradição para o xamanismo no Sínodo da Amazônia. A ruptura na Igreja Católica.


A “nova civilização” sonhada pelos organizadores do Sínodo da Amazônia rejeita a cidade, preferindo a selva; rejeita a política, preferindo a ecologia; rejeita o direito, preferindo a situação primitiva das tribos indígenas. Seu documento de trabalho foi qualificado de “herético” e “apóstata” pelo Cardeal Walter Brandmüller e rompe com o ensinamento tradicional da Igreja em pontos inegociáveis.
  • José Antonio Ureta
De 6 a 27 de outubro próximo realizar-se-á em Roma uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica. Os temas a serem abordados incluem desde o modelo de desenvolvimento econômico da região amazônica até o celibato sacerdotal, passando por propostas ecológicas e de caráter panteísta, atraindo por isso crescente atenção do público, inclusive de não católicos.
Instaurado por Paulo VI após o Concílio Vaticano II, o Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente de caráter consultivo, convocado periodicamente pelo Papa a fim de discutir questões importantes para a Igreja. Pode revestir-se de três formas distintas: São gerais quando tratam de assuntos da Igreja universal, sendo convocados representantes dos episcopados do mundo inteiro. Tais assembleias gerais podem, por sua vez, caracterizar-se como ordinárias ou extraordinárias. Por exemplo, em outubro de 2015 e outubro de 2016 houve reuniões sinodais, uma de cada tipo, sobre o tema da família.
Mas o Papa pode também convocar assembleias especiais do Sínodo dos Bispos para tratar de assuntos relativos a uma região particular, que podem ser de um país (por exemplo, já houve assembleias especiais sobre a Holanda e o Líbano), de um continente inteiro (João Paulo II convocou uma para cada um dos cinco continentes, em preparação para o Jubileu do ano 2000), e também podem concernir toda uma região, como ocorreu em 2010 na assembleia especial para o Oriente Médio, que abordou a trágica situação dos cristãos na Terra Santa, ameaçados de extinção. Para o próximo Sínodo foram convocados bispos de nove países cujas dioceses ou administrações apostólicas se situam na bacia do rio Amazonas.
Apesar de se tratar de uma assembleia especial, desde sua convocação e seus primeiros trabalhos o Sínodo de outubro tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro. Já o título do primeiro documento preparatório é eloquente nesse sentido: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. O próprio documento afirma explicitamente esse caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”. Não se restringe à preservação do meio ambiente em territórios similares, mas também enquanto modelo universal de uma nova sociedade inspirada no estilo de vida indígena, “capaz de romper com as estruturas que sacrificam a vida e com as mentalidades de colonização para construir redes de solidariedade e interculturalidade”.[i]
Inclusive do ponto de vista eclesiástico, a próxima assembleia especial terá um caráter universal. O vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Franz-Josef Bode, exprimiu a convicção de que o Sínodo para a região pan-amazônica trará grandes mudanças para a Igreja universal, e espera que o celibato para os padres seja “enriquecido com outras formas sacerdotais de vida”. E Dom Franz-Josef Overbeck, bispo de Essen, declarou ao site oficial da Conferência Episcopal Alemã que o Sínodo levará a uma “ruptura” na Igreja Católica, e a partir de outubro nada ficará como antes” em temas como a moral sexual, o celibato obrigatório, o papel das mulheres na Igreja, a estrutura hierárquica da Igreja e o chamado “clericalismo”.[ii]



Na verdade, os organizadores e os principais patrocinadores da reunião episcopal pretendem utilizá-la como plataforma para lançar uma Igreja-Nova sincretista — uma mistura de cristianismo e paganismo indígena — dedicada ao culto panteísta da mãe-terra, à preservação da mata virgem e à promoção do tribalismo comunitário, como alternativa à nossa sociedade industrializada, consumista e alegadamente predatória do meio ambiente.
Com base nos próprios textos preparatórios do Sínodo, e em declarações de seus organizadores e promotores, indicaremos nas próximas páginas as principais áreas nas quais se pretende materializar a “ruptura” ansiada por Dom Overbeck.
Ruptura teológica


A mais grave ruptura que se pretende é a teológica, a qual tem como ponto de partida o próprio conceito de Revelação. Tanto o documento preparatório enviado às comunidades católicas da bacia do Amazonas quanto o Instrumentum laboris (documento de trabalho) preparado a partir das respostas recebidas, fazem a promoção da Teologia Índia,[iii] que não é senão um sucedâneo da Teologia da Libertação de inspiração marxista.
Com efeito, essa corrente teológica teve que reciclar seu discurso após a publicação pela Congregação para a Doutrina da Fé, em 1984, da Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação; e também como consequência do colapso do império soviético. Mas reciclou o discurso sem renunciar aos seus princípios básicos. Como afirmou o teólogo ultraprogressista José María Vigil, “apareceram os que foram chamados de ‘novos sujeitos emergentes’: o negro (raça oprimida), os índios (cultura oprimida) e as mulheres (o sexo oprimido)”. A esses novos paradigmas deveria acrescentar-se, segundo o mesmo autor, a ecoteologia, já que a terra “também é uma pobre, oprimida e explorada sem misericórdia, que precisa ser libertada dessa opressão”.[iv]
Ora, o que a Teologia da Libertação e seus derivados têm de específico é um conceito imanentista e historicista da Revelação. Segundo a Teologia católica, Deus é um ser transcendente à Criação, que o homem pode conhecer pela contemplação da ordem natural, mas principalmente através da Revelação sobrenatural contida nas Sagradas Escrituras e na Tradição apostólica. Os teólogos da libertação, pelo contrário, possuem um conceito imanentista, segundo o qual Deus não seria um Ser transcendente, mas uma espécie de motor ou força que impulsiona a História rumo à plenitude do “Reino”. E esse “Reino”, eles o identificam com uma nova sociedade sem “alienações”, na qual vigoram a perfeita igualdade e a mais completa liberdade.[v]



O matiz que separa a velha Teologia da Libertação da nova Teologia Índia é que, enquanto a primeira “tem enfatizado a ‘classe social’” e “tem se preocupado com a parte material do ser humano”, a Teologia Índia “se preocupa com a parte espiritual do povo”, como explica o Pe. Victor Zaruma, teólogo equatoriano da etnia Cañari.[vi] E acrescenta: “o espaço de luta é sobretudo a cultura e a religião”. Essa luta cultural e religiosa contra a alienação do “colonialismo” europeu se apoia na ideia de que as diferentes religiões representam a aspiração íntima do ser humano por uma união com a divindade, e que a visão de mundo e as mitologias dos povos indígenas são “sementes do Verbo” que manifestam a presença do Espírito na sua história.
Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra”[xii] e a conectividade com “as diferentes forças espirituais”.[xiii]
Compreende-se então a enérgica declaração do Cardeal Walter Brandmüller no site de notícias austríaco Kath.net: “Deve ser dito enfaticamente que o Instrumentum laboris contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos decisivos, portanto deve ser qualificado como um documento herético. Visto que a realidade da revelação divina é aqui questionada, ou mal entendida, deve-se também falar em apostasia”.[xv]
Ruptura filosófica, antropológica e missionária


Foto: Valter Campanato/ABr
Foto: Valter Campanato/ABr


Instrumentum laboris prossegue: No campo religioso isso importa em assumir uma atitude de “escuta respeitadora, que não imponha formulações da fé expressas a partir de outros pontos de referência culturais, que não correspondem ao seu contexto vital”,[xx] porque “a inculturação da fé não é um processo de cima para baixo, nem uma imposição externa, mas um mútuo enriquecimento das culturas em diálogo (interculturalidade). Os sujeitos ativos da inculturação são os próprios povos indígenas”.[xxi] Guarda-se no armário o velho catecismo, e começa-se “pela espiritualidade vivida pelos povos indígenas, em contato com a natureza e sua cultura”, assumindo “a linguagem e o sentido das narrações das culturas indígena e afrodescendente, em sintonia com as narrações bíblicas”.[xxii]
Segundo se deduz das palavras do Pe. Suess, nem essa “sintonia” com a Bíblia é muito necessária, pois “qualquer pretensão de substituir a memória religiosa indígena pela memória de Israel configuraria um novo intento de colonização”; nem a sua história, que é “paradigmática como ‘história da salvação’, não pode querer substituir a história de nenhum povo, assim como a cultura histórica de Jesus não pode impor-se como cultura modelo, prevalecendo sobre as demais culturas”.[xxiii]
Em termos mais simples, a “interculturalidade” desemboca na renúncia da fé e do culto cristão pelos missionários, para adotarem as superstições e os rituais idolátricos de seus parceiros no diálogo. É o que testemunha abertamente, durante a Semana Missionária de 2013, o jesuíta espanhol Pe. Bartomeu Meliá, primeiro responsável pela pastoral indigenista da Conferência Episcopal paraguaia: “Fizemo-nos a pergunta: até que ponto podemos praticar as religiões indígenas? Quase todas as religiões têm dois elementos essenciais: escutar a ‘palavra revelada’ e comungar com a comunidade (para os indígenas, a dança e a chicha [bebida alcoólica preparada com milho]) […] As religiões indígenas nos parecem esquisitas, mas isso não retira o desafio de participar dos espaços religiosos; sim, pode-se praticar a religião indígena sem negar a própria, isso até alarga nosso coração”.[xxiv]
Pelo que se pode concluir, o Cardeal Walter Brandmüller não exagera quando fala de “apostasia”…
Ruptura mágico-taumatúrgica de caráter diabólico


Foto: Rose Brasil / ABr
O Documento Preparatório do Sínodo elogia não somente a espiritualidade e as crenças dos povos amazônicos, fonte do “bem viver” e de respeito pela natureza, mas também seus líderes religiosos, “os anciãos sábios, chamados segundo as diferentes culturas pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã — entre outros”, porque eles “promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmos”.[xxv] E o Instrumentum laboris ressalta que “a riqueza da flora e da fauna da selva contém verdadeiras ‘farmacopeias vivas’ e princípios genéticos inexplorados”,[xxvi] e que nesse contexto “os rituais e cerimônias indígenas são essenciais à saúde integral, pois integram os diferentes ciclos da vida humana e da natureza”.
Instrumentum laboris reafirma que esses rituais indígenas “criam harmonia e equilíbrio entre os seres humanos e o cosmos. Protegem a vida contra os males que podem ser provocados tanto por seres humanos como por outros seres vivos. Ajudam a curar as enfermidades que prejudicam o meio ambiente, a vida humana e outros seres vivos”.[xxvii] Por isso “propõe-se valorizar a medicina tradicional, a sabedoria dos anciãos e os rituais indígenas”.[xxviii]
Segundo os antropólogos, esses rituais indígenas são os que permitem aos xamãs e curandeiros entrar voluntariamente em estados alterados de consciência, durante os quais seu espírito pretensamente viaja para fora do corpo, tornando-se capaz de interagir com outras entidades do mundo sobrenatural (que os ribeirinhos chamam de caruanas), para restaurar assim o equilíbrio em uma comunidade ou no corpo de uma pessoa doente.
A proximidade desses rituais com a feitiçaria é ressaltada pelo antropólogo Raymundo H. Maués: “O pajé (ou curandeiro), por ser capaz de curar doenças, é também visto como alguém que tem poderes para provocá-las. Dessa ambiguidade fundamental deriva, certamente, a suspeita que frequentemente recai sobre ele: todo pajé é, potencialmente, um feiticeiro”.[xxix]
Não é de estranhar que, já no início do século XVII, o missionário capuchinho francês Claude d’Abbeville ressaltasse o caráter provavelmente diabólico desses espíritos invocados nos rituais de cura. Ele descreve os curandeiros como “personagens de que se utiliza o diabo para manter viva a superstição dos índios”, os quais “fazem crer ao povo que lhes basta soprar a parte doente para curá-la, […] sugando-a e cuspindo o mal e insinuando a cura”. Na realidade, “escondem às vezes pedaços de pau, de ferro ou de ossos, e depois de chuparem a parte doente mostram esses objetos à vítima, fingindo tê-los tirado dali. Assim acontece muitas vezes de se curarem, mas por efeito da imaginação [a medicina moderna atribuiria ao efeito placebo] ou pela superstição, por artes diabólicas”.[xxx]
No entanto, para o missionário e professor alemão Pe. Karl Heinz Arenz SVD, ex-aluno do Pe. Suess que vive na Amazônia, nada há de preternatural nesses rituais, tratando-se apenas de uma manipulação mágica, por parte do pajé, do fluir ininterrupto de forças cósmicas indômitas: “A magia é tida como base de todo o sistema xamânico. Baseia-se no aproveitamento coerente e organizado dos movimentos constantes da natureza para o bem da comunidade. Esta função social da magia tem uma profunda conotação espiritual, por estabelecer rituais que transcendem o ambiente natural em si, situando-o dentro de um ‘horizonte de mistério’”.[xxxi]
Por isso a Igreja deve “resgatar o núcleo terapêutico do projeto evangélico”,[xxxiii] que ficou sufocado pela “insistência da Igreja em certos conceitos de moral e doutrina, especialmente em relação ao pecado e à culpa”.[xxxiv] Em concreto, urge reconhecer o ministério dos agentes terapêuticos que são os pajés, enquanto fiéis comprometidos com a vida, os quais devem gozar de muita autonomia: “Como xamãs, eles não dependem de estruturas e convenções estabelecidas para legitimar o seu dom, mas somente da ‘companhia mística’ dos seus ‘caruanas’. Este fato os torna independentes frente a qualquer instituição”.[xxxv]
Ou seja, para esses missionários aggiornati a Igreja da Amazônia deve adotar a aparência de curandeira, e além do mais reformar suas próprias estruturas para integrar os pajés com a devida autonomia ministerial.
Ruptura eclesiológica e sacramental


Leonardo Boff
O reconhecimento de “novos ministérios” com “rosto amazônico” é de fato um dos objetivos do Sínodo, de acordo com o Documento Preparatório e o Instrumentum laboris. Muito se tem falado na imprensa a respeito da proposta de ordenação sacerdotal de homens maduros (viri probati), líderes comunitários casados, ​​para presidir às celebrações eucarísticas em locais remotos onde não há regularmente missa. A reforma sonhada pelos neomissionários vai, na realidade, muito além: em linha com a Teologia da Libertação, afirmam que toda a comunidade é a receptora dos carismas do Espírito Santo, que faz nascerem em seu seio os diferentes ministérios, mesmo litúrgicos, para suprir suas necessidades espirituais. A própria comunidade, por sua vez, conferiria aos eleitos os poderes requeridos por ela. Segundo a Teologia Índia, para serem genuínos, tais ministérios devem basear-se nas estruturas tribais, razão pela qual devem também incorporar mulheres. O resultado desses “novos ministérios” é a dissolução do caráter hierárquico da Igreja, baseado no sacramento da Ordem.
Instrumentum laboris retoma a caminhada iniciada por Boff e propugna que o Sínodo estude a possibilidade de um sacerdócio light, com poder de celebrar a missa e de confessar, mas sem poder magisterial nem pastoral (o que é absolutamente contrário ao ensino multissecular do Magistério, segundo o qual é inseparável o triplo poder sacerdotal, magisterial e pastoral que Nosso Senhor Jesus Cristo transmitiu aos Apóstolos, que por sua vez o transmitiram aos seus sucessores por meio da imposição das mãos). Igualmente, o documento pré-sinodal propõe “identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em consideração o papel central que hoje ela desempenha na Igreja amazônica”.[xxxix] Isso é interpretado por todos os setores progressistas como uma abertura à ordenação de mulheres, começando pelo diaconato, mas chegando depois ao sacerdócio e até ao episcopado, como aconteceu nas seitas protestantes. Como é evidente, tudo se opõe frontalmente ao ensino e prática imemoriais da Igreja, reiterados por João Paulo II na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994, sobre a ordenação sacerdotal reservada somente aos homens.
Mas a inculturação, para ser autêntica, deve materializar-se também nas celebrações litúrgicas, “a fim de ser expressão da própria experiência religiosa e vínculo de comunhão da comunidade que celebra” e “caixa de ressonância para as lutas e aspirações das comunidades”, em vista de uma “terra sem males”.[xl] Daí “a necessidade de um processo de discernimento em relação aos ritos, símbolos e estilos celebrativos das culturas indígenas em contato com a natureza, os quais devem ser assumidos no ritual litúrgico e sacramental”, para o que se pede especificamente uma adaptação do ritual eucarístico às suas culturas.[xli]
Em relação a essa proposta herética, Dom Athanasius Schneider, bispo-auxiliar de Astana, declarou que “celebrar a Eucaristia com yuca significaria introduzir uma espécie de nova religião”.[xliii] O subsecretário do Sínodo dos Bispos, Dom Fabio Fabene, limitou-se a declarar que tal proposta não figura nos documentos preparatórios, portanto “não é um tema do próximo Sínodo”.[xliv] Mas nada impede que algum dos participantes levante o assunto durante a assembleia.


Muito sintomático é o cocar encimado pela cruz do logotipo…


A agenda neopagã da ONU reassumida pelo documento base de uma Assembleia Sinodal da Igreja Católica! Em vista disso, devemos concluir com as palavras do Cardeal Walter Brandmüller ao encerrar a sua declaração: “O Instrumentum laboris para o sínodo da Amazônia constitui um ataque aos fundamentos da fé, de uma forma que até hoje não foi considerada possível. E, portanto, deve ser rejeitado com a máxima firmeza”.





  • Fonte: Revista Catolicismo, Nº 824, Agosto/2019.
[i] Preâmbulo do Instrumentum laboris[ii] Ver Frei Bento Domingues, O.P., “Há boas notícias”, 23-06-2019, no site Nós somos Igreja, http://nsi-pt.blogspot.com/2019/06/p-info-cronicas-documento-detrabalho.html [iii] Documento Preparatório, n° 15; Instrumentum laboris, n° 98/d e 113. [iv] Escritos sobre Pluralismo – Cruzando la Teología de la liberación con la teología del pluralismo religioso, Libros Digitales Koinonia, 2012, p. 508-509. [v] Julio Loredo, Teologia della Liberazione, p. 250 e ss. [vi] Wakanmay (Aliento sagrado): Perspectivas de teología india – Una propuesta desde la cultura Cañari, Ed. Abya Yala, 2006, p. 155. [vii] Carta dirigida por meio da Nunciatura Apostólica do México à Congregação para a Doutrina da Fé, 1992. [viii] N° 12, 18 e 19. [ix] N° 98. [x] N° 120. [xi] N° 122. [xii] N° 121. [xiii] N° 13.
[xviii] Instrumentum laboris, n°106. [xix] N° 110. [xx] N° 120. [xxi] N° 122. [xxii] N° 123. [xxiii] Evangelizar desde los proyectos históricos de los otros: Diez ensayos de misionología, Ed. Aya-Yala, Quito (Ecuador), 1995, p. 183. [xxiv] Boletim DIM, n° 70, ano XXVI, p. 32. [xxv] N° 31. [xxvi] N° 86. [xxvii] N° 87. [xxviii] N° 89. [xxix] Op. cit. p. 222, in ARENZ, São e salvo, p. 174. [xxx] História da missão dos padres Capuchinhos na ilha do Maranhão e terras circunvizinhas, in ARENZ, K.H., São e salvo. p. 143. [xxxi] São e salvo: A pajelança da população ribeirinha do Baixo Amazonas como desafio para a evangelização, tese de doutorado, sob a direção do Pe. Paulo Suess, p. 135. [xxxii] Ibid, p. 211. [xxxiii] Ibid.p. 19. [xxxiv] Ibid. p. 56. [xxxv] Ibid. p. 260. [xxxvi] Nozioni di Diritto Canonico, 12° edición, preparada con la colaboración del Prof. G. Catalano, Milán 1970, p. 89. [xxxvii] Edição em espanhol da Sal Terrae, pp. 97-98. [xxxviii] Ibid. p. 134. [xxxix] N° 129. [xl] N° 125. [xli] N° 126.
[xliii] Diane Montagne, Lifesitenews, “Proposal at Vatican to change Eucharist would create a ‘new religion’”.
[xlv]Cf. Guido Vignelli, Dall’“umanesimo integrale” all’“ecologia integrale”,  http://panamazonsynodwatch.info/it/2019/06/26/dallumanesimo-integrale-allecologia-integrale/
[xlvi] Revolução e Contra-Revolução, Parte III, cap. III, item 2 “IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade”.
[xlvii] Aspects éducatifs, sociaux et culturels des problèmes de l’environnement et questions d’information, ONU, Assembleia Geral de Estocolmo, 5-6 de junho de 1972, A / CONF.48.9, pp. 8 e 9.
[xlviii] A / CONF.151 / 26, vol.IV, p. 76. [xlix] N° 23. [l] N° 25. 

domingo, 28 de abril de 2019

Vaticano censura imagens televisivas do Papa Francisco durante transmissão da celebração da Missa do Domingo de Páscoa

O facto de Francisco repetidamente evitar ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento, ou sequer fazer uma breve genuflexão, parece estar a causar algum embaraço, no Vaticano, aos responsáveis pela gestão da imagem papal. 

Durante a transmissão televisiva da Missa do Domingo de Páscoa, a equipa de produção do Vaticano cortou, por duas vezes, as imagens da câmara que filmava o Santo Padre em grande plano, precisamente nos momentos em que, de acordo com a Instrução Geral do Missal Romano, o celebrante deve fazer uma genuflexão diante das espécies consagradas.






Como se constata no vídeo acima, a transmissão televisiva da imagem papal foi interrompida nos instantes que se seguem à elevação da Hóstia Consagrada e imediatamente depois da elevação do cálice com o Sangue do Senhor.

O mesmo embaraço foi também perceptível nos critérios de edição de imagem das transmissões televisivas das celebrações da Missa Crismal e da Vigília Pascal.

E o pior de tudo (como se fosse pouco o fato de NÃO adorar Jesus Sacramentado) o papa mastiga a Hóstia (no vídeo vá até 1h:17min e 40 segundos) desprezando o ensinamento da Tradição Católica e uma revelação sobre essa advertência:



"Nosso senhor manifestou-se a uma alma privilegiada, concentrada em oração profunda, fazendo as seguintes promessas que aqueles que não receberem o Seu CORPO SAGRADO na mão. 
ADVERTÊNCIA.- torna-se necessário deixar bem claro que estas promessas não são  validas para aqueles que comungarem em pecado mortal. Também comungara de forma delitosa quem, de forma consciente, mastigar a HÓSTIA OU TRITURAR COM OS DENTES."

O vídeo abaixo do site The Remnant contrastou imagens em que o Papa Francisco não se ajoelha perante o Sacrário com o fato recente do Papa se rebaixar para políticos do Sudão do Sul, ficando "down on all fours" (de quatro).

Muito bem feito. Lembra a todos nós que devemos saber a Quem devemos nos ajoelhar.
Humble Pope? Traduzindo: Papa humilde?


Fontes: odogmadafe.wordpress.com/ e thyselfolord.blogspot.com/

domingo, 4 de novembro de 2018

Apocalipse 13 - 3º segredo de Nossa Senhora de Fátima







"Apocalipse, 13 

1.Vi, então, levantar-se do mar uma Fera que tinha dez chifres e sete cabeças; sobre os chifres, dez diademas; e nas suas cabeças, nomes blasfematórios. 2.A Fera que eu vi era semelhante a uma pantera: os pés como de urso, e as fauces como de leão. Deu-lhe o Dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 
Reparem nas figuras do brasão


3.Uma das suas cabeças estava como que ferida de morte, mas essa ferida de morte fora curada. E todos, pasmados de admiração, seguiram a Fera 4.e prostraram-se diante do Dragão, porque dera seu prestígio à Fera, e prostraram-se igualmente diante da Fera, dizendo: Quem é semelhante à Fera e quem poderá lutar com ela? 

5.Foi-lhe dada a faculdade de proferir arrogâncias e blasfêmias, e foi-lhe dado o poder de agir por quarenta e dois meses. 

6.Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu. 

7.Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, 8.e hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro imolado. 9.Quem tiver ouvidos, ouça!

Apocalipse, 13 - Bíblia Católica Online


Leia e reflita:

A fumaça rosa já tomou o Vaticano




Colocou uma bola de plástico em cima do altar sem respeito ao Sacrário

http://mdemisericordia.blogspot.com/2013/12/apostasia-profecias-mensagens-e-onde-eu.html



"Vi muitas abominações com grande detalhe; vi a Igreja oprimida e reconheci Roma e a sua decadência interior e exterior".


Aquele que Me negar diante dos homens também Eu o negarei diante de Meu Pai






sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O estranho presépio do Vaticano - homem nu tomou todas as atenções.

Em 2017 anos de Cristianismo nunca na história da Igreja Católica se viu tal cenas que os senhores irão ver abaixo. Esse papa não foi escolhido por DEUS.
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Presépio “sexualmente sugestivo” do Vaticano tem preocupantes ligações aos ativistas LGBT da Itália



Por Diane Montagna


ROMA, 20 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) —A cena do presépio do Vaticano com um homem nu, um cadáver e nenhuma ovelha ou boi é oferta artística de uma abadia que é o foco das atenções dos ativistas LGBT italianos, como se constatou.


Investigações realizadas pelo LifeSiteNews revelaram que a Abadia de Montevergine, que doou o inovador “Presépio da Misericórdia”, abriga a imagem mariana que foi adotada como padroeira pelos ativistas LGBT italianos. O santuário da abadia é o destino anual de uma espécie de peregrinação sagrada e profana “ancestral do orgulho gay” que, segundo um ativista LGBT, nos últimos anos ganhou a “participação política ativa da comunidade LGBT”.


Um funcionário do governo do Vaticano disse ao LifeSiteNews que a abadia de Montevergine propôs inicialmente a ideia original para o “Presépio da Misericórdia”. O Vaticano discutiu e desenvolveu um projeto mais detalhado com a abadia, apresentando os planos finais ao Secretário de Estado e ao Papa Francisco para aprovação, a qual fora devidamente concedida.


“A presença da cena do Presépio do Vaticano é para nós uma razão para estarmos ainda mais felizes este ano”, afirmou Antonello Sannini, presidente do grupo de ativistas homossexuais Arcigay de Nápoles, ao LifeSiteNews, na terça-feira. “Para a comunidade homossexual e transexual em Nápoles, é um importante símbolo de inclusão e integração”.


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um cadáver com um braço pendurado deitado sobre uma espécie de lixo colocado perto de uma pequena caverna que se assemelha a um forno de pedra; o Arcanjo Gabriel com uma guirlanda de flores de arco-íris; a cúpula de São Pedro, semidestruída; a estrela do cometa apontando para baixo como se estivesse caindo.


Escolheram apresentar um cadáver em um caixão, coberto com um pano mas com um braço, totalmente branco, pendurado para dar a máxima impressão de choque. O cadáver está sendo empurrado a o que provavelmente se supõe que é uma sepultura, mas também poderia ser um forno de cremação. Nada tem a ver a alegria natalina com uma visão assim! (Com um cadáver em decomposição ou quase).








notamos a ausência dos animais em cuja manjedoura foi posto o Menino Jesus, e a quem aqueceu com seu alento: "o boi conhece o seu dono, e o burro a manjedoura de seu senhor; mas Israel não Me conhece, e meu povo nada compreende "(Is 1: 3). Não há bois nem burros na exposição do Vaticano; muito menos há cordeiros que os pastores tivessem trazido como presentes para o Messias recém-nascido.



Onde está a alegria do momento com um homem morto na manjedoura?

Onde está a santidade?
Onde a pureza imaculada da cena da Sagrada Família está com o homem nu?
Onde está o mistério do nascimento do Deus Menino?
Onde está o mistério do Trabalho Redentor?
Deus se tornou homem para redimir o homem do pecado, então, o que um homem nu faz ali?

Onde está o modesto, a inocência, a pureza, a castidade, a honestidade que inspira a cena da manjedoura?



As estátuas não são agradáveis. Todas as expressões faciais são sérias, lúgubres, infelizes ou negativas, ao menos indiferentes. 


Incluindo os anjinhos perto da manjedoura têm uma expressão de sofrimento ou desesperação em seus semblantes, e tão pouco o grande Anjo que aparece sobre ela não parece que havia anunciado uma boa nova de grande alegria (veja-se Lc 2:10). 

O único pastor incluído na cena toca flauta com uma expressão de aborrecimento em seu rosto. São José é representado como uma pessoa distraída, e Nossa Senhora parece bem mais masculina e nada doce. 

Nem uma só estátua parece estar feliz com o nascimento de Cristo, que claramente não é o foco principal desta cena de forma nenhuma. Não há nada edificante nesta exposição, nada que inspire alegria, amor, adoração ou gratidão nas almas.

fontes:https://odogmadafe.wordpress.com
https://www.sinaisdoreino.com.br
http://ocruzadoconservador.blogspot.com.br

domingo, 10 de dezembro de 2017

Ministra do Lobby Gay Escreve Prefácio do Livro de Francisco

NOVO LIVRO DO PAPA COM PREFÁCIO DE ATIVISTA LGBT E IDEOLOGIA DE GÊNERO

Por Steve Skojec . OnePeterFive. 27 de setembro de 2017

Em fevereiro de 2016, o Papa Francis disse aos jornalistas na Polônia por ocasião do encontro com os bispos da Jornada Mundial da Juventude que a ideologia do "gênero" é uma forma de "colonização ideológica".

"Hoje crianças - crianças! - são ensinados na escola que todos podem escolher seu sexo. Por que você está ensinando isso? Porque os livros são fornecidos por pessoas e instituições que lhe dão dinheiro. Essas formas de colonização ideológica também são apoiadas por países influentes. E isso é terrível! "
Em outubro de 2016, ele reiterou essa crítica, condenando o "adoctrinamento da ideologia do gênero", ele também disse sobre o transexualismo: "É uma coisa para uma pessoa ter essa tendência e até ter uma mudança de sexo e outra coisa é ensinar Isso nas escolas para mudar a mentalidade. Isto é o que eu chamo de colonização ideológica ".

Apesar disso, há um novo livro do Papa Francis sobre educação cuja publicação está prevista para amanhã, 28 de setembro de 2017. Intitulado, Learn to Learn. Reflexões sobre questões de educação (Imparare ad Imparare, Riflessioni sui temi dell'educazione), o livro contém um prefácio de Valeria Fedeli, ministra italiana da Educação, Universidade e Pesquisa - que também é porta-voz do movimento LGBT e defensor da ideologia do gênero.





De acordo com a tradicional organização pró-família Generazione Famiglia, nos últimos anos, Fedeli foi "sem dúvida o seguidor ideológico mais tenaz da manipulação de programas escolares de toda ordem e grau de acordo com os ditames da ideologia de gênero" um objetivo que a organização alega que tentou alcançar através da legislação.


Ministro da Educação da Itália, Valeria Fedeli. Imagem: Lingotto Torino no Flickr



De acordo com Gaypost.it - uma publicação descrevendo-se composta de "um grupo de jornalistas, blogueiros, militantes LGBT e pessoas comuns" com o objetivo de defender "pessoas gays, lésbicas, bissexuais, trans e intersexas , suas famílias e as mulheres "- a" comunidade gay "italiana recebeu sua ação como" boas notícias ", lembrando seu trabalho como signatário de uma proposta legal" para a introdução da educação de gênero nas escolas para combater a violência contra as mulheres ". mulheres, estereótipos e discriminação contra pessoas de todas as orientações sexuais e identidade de gênero ". Gaypost.it disse que eram" organizações fundamentalistas "católicas que se opunham à iniciativa e chamaram a proposta de Fedeli de" Eu corro as pessoas ".

Então, onde isso deixa o papa Francisco?


É como o caso de Emma Bonino, outra política italiana, que era o mais conhecido abortista do país - que afirma ter realizado até 10.000 abortos em um único ano, muitos deles com um dispositivo improvisado de uma bomba pneus de bicicleta - e quem Francisco considera "um dos maiores italianos de hoje" e um amigo pessoal?

Em uma entrevista para Corriere della Sera, o Papa disse sobre Bonino: "Eles dizem: Esta é uma pessoa que pensa muito diferente de nós [católicos]. Certo, mas isso não importa. Nós temos que olhar para as pessoas, o que elas fazem ".


Acima: Francisco conhece Emma Bonino. 
Abaixo: Bonino trabalha com sua máquina de aborto com base em uma bomba de ar de bicicleta.




Nesse sentido, as notícias sobre o prefácio do livro são completamente consistentes com o modo de pensar do Papa. Bem, na mesma conferência de imprensa em outubro de 2016, Francisco também contou a história de um casal espanhol que conheceu em uma audiência do Vaticano em 2015:

"O marido nasceu como uma menina, mas ele sempre se sentiu como uma criança. Quando ela estava na década de 20, ela disse a sua mãe que queria uma operação para mudar de sexo, mas a mãe implorava que ela não fizesse enquanto ela ainda estava viva. Quando sua mãe morreu, ela foi operada ", disse o Papa.

Um bispo espanhol, "um bom bispo", passou algum tempo, "acompanhando esse homem", que mais tarde se casou, disse o Papa. Eles pediram para chegar ao Vaticano "e eu os recebi e eles ficaram muito felizes".

Na cidade onde o homem vivia, ele disse, havia um novo sacerdote que, "quando eu o vi gritando para ele da calçada," você vai para o inferno! "Mas quando ele conheceu o velho padre, ele teria dito: Há quanto tempo você não confessou? Venha, confesse para que possa comandar ".

"Você entende?" O Papa pediu aos jornalistas. "A vida é vida e você tem que levar as coisas à medida que elas chegam. O pecado é pecado. E tendências hormonais ou desequilíbrios "criam problemas" e você não pode dizer, tudo é o mesmo, vamos nos divertir. Não. "

Congratula-se com a pessoa, estuda a situação, acompanha a pessoa e a integra ou a integra na vida da comunidade, afirmou o Papa. "Isto é o que Jesus faria hoje".

Parece que, quando se trata da colonização ideológica das crianças, ele condena, mas sua verdadeira filosofia é ainda mais familiar: "Quem sou eu para julgar?".

[Tradução de Filius Mariae. Dominus Est . Artigo original ]

* Reprodução permitida mencionando DominusEstBlog.wordpress.com