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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

"a cadeira representa Cristo." É o homem querendo o lugar de DEUS.

Carta enviada ao site Montfort - 


Nome:Amir
Enviada em:06/12/2003
Local:Cárceres - MG , 
Religião:Católica
Idade:51 anos
Escolaridade:Superior concluído
Profissão:Advogado/professor


Parte da carta 

[...]

O Santíssimo Sacramento ocupou desde o pequeno Oratório de 1819 o lugar mais digno do templo: - o centro. Essa foi a vontade manifesta do fundador no ato da fundação. Embora tenha silenciado quanto a esse assunto no seu testamento, nada nos impede de ver essa disposição como um legado.

Por 182 anos de história essa vontade foi respeitada pelo povo e pelas autoridades eclesiásticas que passaram por Sacramento: o Santíssimo Sacramento, como epicentro da história e como principal orago da capela, ocupou solenemente o lugar central da Matriz a Ele dedicada. Essa reverência foi reafirmada pelo Papa Paulo VI, no final do Concílio Vaticano II. Na encíclica "Mysterium Fidei" de 03/09/1965, o Santo Padre apregoou:

"Durante o dia, os fiéis não deixem de visitar o Santíssimo Sacramento, que se deve conservar nas igrejas, no lugar mais digno e com as honras devidas, segundo as leis litúrgicas" (g.n.) (AAS 57 (1965),771).

Em todas as reformas da Igreja Matriz, desde a capela de 1820, os vigários tiveram a dignidade de observar e respeitar, religiosamente, essa disposição - o lugar mais digno ao Santíssimo Sacramento - o centro! E essa disposição não se prende somente à piedade do lugar, mas a particularidade do templo: IGREJA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO SOB O PATROCÍNIO DE MARIA!



fonte: Wikipedia



As autoridades civis de Sacramento sempre entenderam e respeitaram isso, pois os símbolos do município, o brasão e a bandeira, criados por lei em 1971, seguindo o pensamento do fundador, mostram de fundo um círculo branco central, simbolizando, a historicidade local sobre uma hóstia: o Santíssimo Sacramento. Por cima do círculo branco a inserção da Estrela de David, lembrando a Virgem Maria. A lei que criou esses símbolos foi aprovada por unanimidade contando inclusive com o voto de 04 vereadores não católicos, pessoas cultas que entenderam e, sobretudo, respeitaram o contexto histórico, verídico, irrefutável, inalienável, intocável e sagrado.
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A mais alta honraria do município, concedida pelo Poder Executivo, foi criada pela Lei 173/80 é a "Comenda da Ordem de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento". A mais alta homenagem que o Poder Legislativo presta a uma pessoa foi criada pela Resolução 158/99: é a "Comenda do Mérito Legislativo" que reproduz o ostensório com o Santíssimo Sacramento.

Tudo isso é o reflexo da centralidade do Santíssimo Sacramento entre o povo de Sacramento. Essa beleza, essa simbiose centenária do povo mineiro para com seu Deus é como águas cristalinas, puras que descem da serra, numa manhã fresca e primaveril. No entanto, há que se considerar o reverso dessa moeda - a vaidade humana que macula, turva a beleza das águas claras que jorram da serra. Foi o que aconteceu recentemente.

Em 23 de dezembro de 2001 o atual vigário de Sacramento, vindo de fora e não filho do lugar, Pe. Levy Fidélis Marques, apoiado pelo arcebispo de Uberaba, Dom Aloísio Roque Oppermam, retirou o Santíssimo Sacramento do lugar central da Igreja Matriz e o colocou de lado no altar, apesar do protesto de muitos e muitos sacramentanos.

No lugar solene, ocupado por quase 200 anos pelo Santíssimo Sacramento, o vigário colocou sua cadeira.

Essa atitude, em nenhum momento visou a evangelização, pelo contrário, além de causar mal estar geral, causou divisão dentro da igreja local.Tanto o vigário como o arcebispo sabia previamente que esse ato causaria divisão entre os católicos da cidade. O jornal local fez matéria sobre a insatisfação do povo. Eles receberam cartas e protestos antecipados.

Respondendo ao protesto e a mágoa de muitos sacramentanos, o arcebispo disse em entrevista ao jornal que aquela cadeira, onde o vigário descansa suas pudendas, representa o Cristo no meio do povo! 



Tal justificativa suscitou um pressuposto surrealista: Aquele que foi escanteado, na hóstia consagrada, não seria então o Cristo...

Disse, no jornal ainda, que o vigário descentralizou o Santíssimo Sacramento apoiado por normas do Concílio Vaticano II. Qualquer cristão, minimamente informado sabe que esse argumento não procede, e que nada mais foi que um subterfúgio para não voltar atrás. A orientação do Papa Paulo VI, no encerramento do concílio, transcrita acima, reafirmada pelo atual papa, é a contradição mais explícita do pretexto invocado pelo arcebispo de Uberaba.

...

Ainda na referida entrevista, o arcebispo de Uberaba, Dom Aloísio Roque Oppermam, declara que a história é secundária à vontade do vigário. O que todos perguntavam, atônitos, é se poderia uma vontade subjetiva, egoísta, narcisista, submeter a história de um povo...?!? E ainda: como é possível um pastor de almas ignorar a história de seu rebanho? Desconhece-la? Menospreza-la? Saberia, Sua Excelência, mensurar o valor da história? Teria ele se lembrado de que as Sagradas Escrituras são a história do povo de Deus? Que os Evangelhos, nos quais o cristão pauta sua vida, são a história da redenção? Como então menosprezar a história de um povo e subjuga-la à vontade de uma pessoa?

...
Conclusão:

Veja o absurdo de como o homem se assentou no lugar de Deus e o arcebispo apoiou.
Sacramento, cidade fundada para ser lugar de adoração ao Santíssimo Sacramento. Em 2001, depois de 182 anos de fundação, um padre retirou o SS. Sacramento do centro do altar da Matriz (que é do SS. Sacramento) para ali colocar sua cadeira. O arcebispo de Uberaba, Dom Aloisio Roque Oppermann, apoiou o ato insano. Até hoje o sacrário ainda está escanteado para escandalo e revolta dos filhos de Sacramento.







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Considerações do autor desse blog - 

No quadro da Santa Ceia, aonde, em que posição está JESUS?



Brava gente brasileira, que ainda se revolta pacificamente e demonstra não ser complacente com pastores da Igreja Católica, que deixaram o zelo pela casa de DEUS.

Brava gente brasileira que acredita AINDA no conservadorismo e na Tradição Apostólica, que luta pela liturgia, pelo respeito as normas da Casa de DEUS.

Brava gente brasileira, mesmo sendo minoria, não se intimida por qualquer membro da hierarquia da Igreja: seja ela, padre, bispo ou cardeal. Mas de forma contundente e respeitosa luta para que padres sejam padres católicos. Não apenas de nome, mas de coração e alma.

Brava minoria de católicos! Que conhecendo o catecismo, não compactuam com essa afronta à DEUS. Que sabem e reconhecem que o Lugar de DEUS em Sua Casa é no centro. Se DEUS não está mais no centro de Sua Casa,.. tão pouco "eu" estarei lá.




Segue abaixo o exemplo, onde para ser verdadeiramente católico, os padres terão de celebrar a Santa Missa afastados das "grandes cidades e grandes paróquias".


terça-feira, 10 de março de 2015

Dom Athanasius Schneider sobre o Sínodo dos Bispos: "divorciados recasados” receberem a Sagrada Eucaristia

CatolicismoQual é a opinião de Vossa Excelência sobre o Sínodo? Qual é a mensagem dele para as famílias?


Dom SchneiderDurante o Sínodo houve momentos de manipulação óbvia por parte de alguns clérigos que detinham posições-chave na sua estrutura editorial e de governo. O relatório intermediário (Relatio post disceptationem) foi um texto claramente pré-fabricado, sem nenhuma referência real às verdadeiras declarações dos padres sinodais. 

Nos tópicos sobre a homossexualidade, a sexualidade e os “divorciados recasados” com sua admissão aos sacramentos, o texto representa uma ideologia neopagã radical. 

Não se tem registro em toda a História da Igreja de um texto tão heterodoxo publicado efetivamente como documento de uma reunião oficial de bispos católicos sob a presidência de um Papa, apesar de o texto revestir-se de caráter preliminar. Graças a Deus e às orações dos fiéis de todo o mundo, um considerável número de Padres Sinodais rejeitou resolutamente tal agenda, que nos três tópicos acima mencionados reflete a principal corrente de moralidade corrompida e pagã do nosso tempo, a qual se funda na ideologia do gênero e está sendo imposta globalmente através de pressão política e da quase todo-poderosa mídia oficial. 

Embora apenas preliminar, esse documento sinodal é uma verdadeira vergonha e indica até que ponto o espírito anticristão do mundo já penetrou em níveis importantes da vida da Igreja. Esse documento permanecerá, tanto para as gerações futuras quanto para os historiadores, como uma nódoa com a qual a honra da Sé Apostólica foi manchada. Felizmente, a mensagem dos Padres Sinodais é um documento verdadeiramente católico, que descreve a verdade divina sobre a família sem silenciar as raízes mais profundas dos problemas, ou seja, o pecado. Ela dá muita coragem e consolação às famílias católicas.


CatolicismoEsses grupos de pessoas que estavam esperando uma mudança no ensino da Igreja com relação às questões morais (por exemplo, permitindo que divorciados e pessoas recasadas recebam a Sagrada Comunhão ou a concessão de qualquer forma de aprovação às uniões homossexuais) provavelmente ficaram decepcionados com o conteúdo da Relatio [Relatório] final. 
Não existe, no entanto, o perigo de que o questionamento e a discussão de questões fundamentais no ensinamento da Igreja possam abrir as portas a graves abusos e a tentativas similares de revisão desse ensinamento no futuro?

Dom SchneiderDe fato, um mandamento divino — em nosso caso, o sexto mandamento —, a indissolubilidade absoluta do casamento sacramental, uma regra divinamente confirmada como o é a inadmissibilidade de se aceder à Sagrada Comunhão em estado de pecado grave, como ensina São Paulo em sua admoestação inspirada pelo Espírito Santo (1 Coríntios 11, 27-30) não se podem submeter à votação; como nós também, por exemplo, não podemos colocar em votação a Divindade de Cristo. 

Uma pessoa que ainda conserve o vínculo matrimonial sacramental indissolúvel e que, apesar disso, vive em convivência marital estável com outra pessoa, por Lei divina não pode ser admitida à Sagrada Comunhão. Seria uma negação pública e prática — embora não teórica — por parte da Igreja da indissolubilidade do matrimônio cristão, e ao mesmo tempo a revogação do sexto mandamento da Lei Deus:“Não adulterarás”

Nenhuma instituição humana, nem mesmo o Papa ou um Concílio Ecumênico, tem autoridade e competência para invalidar, ainda que de modo mínimo e indireto, um dos Dez Mandamentos divinos ou as palavras divinas de Cristo: “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mc. 10, 9).


Este fato é grave em si e representa uma arrogância clerical em relação à verdade divina da Palavra de Deus. A tentativa de colocar em votação a verdade e a palavra divinas é indigna daqueles que, como representantes do Magistério, devem transmitir zelosamente as regras contidas no depósito divino (cf. Mat. 24, 45). 




Ao admitir os “divorciados recasados” à Sagrada Comunhão, aqueles bispos estabelecem uma tradição nova e pessoal, transgredindo assim o mandamento de Deus, como os fariseus e os escribas repreendidos por Cristo (cf. Mat. 15, 3). Uma circunstância agravante é o fato de tais bispos tentarem legitimar sua infidelidade à Palavra de Cristo com argumentos tais como “necessidade pastoral”, “misericórdia”, “abertura ao Espírito Santo”.

Pior ainda, eles não têm sequer medo nem escrúpulos de perverter de forma gnóstica o significado real dessas palavras, rotulando ao mesmo tempo de rígidos, escrupulosos ou tradicionalistas aqueles que se opõem a eles e que defendem o mandamento divino imutável e a verdadeira tradição católica. 

Durante a grande crise ariana do século IV, os defensores da Divindade do Filho de Deus também foram tachados de “intransigentes” e “tradicionalistas”. Santo Atanásio foi até excomungado pelo Papa Libério, que se justificou com o argumento de que aquele santo não estava em comunhão com os bispos orientais, que na verdade eram em sua maioria hereges ou semi-hereges. 

São Basílio Magno, diante daquela situação, afirmou o seguinte: “Apenas um pecado é hoje severamente punido: a observância atenta das tradições de nossos Pais. Por essa razão, os bons são expulsos e exilados ao deserto” (Ep. 243).

Na verdade, os bispos que apoiam a Sagrada Comunhão para “divorciados recasados” são os novos fariseus e escribas, porque negligenciam o mandamento de Deus, contribuindo para o fato de que do corpo e do coração dos “divorciados recasados” continuem a “proceder adultérios” (Mat. 15, 19), porque desejam uma solução exteriormente “limpa”, e que pareça “limpa” também aos olhos daqueles quem detêm o poder (a mídia social, a opinião pública). No entanto, quando eles aparecerem um dia no tribunal de Cristo, ouvirão certamente para sua consternação estas palavras:

Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras ... e com adúlteros te associas? (Sl 50 (49): 16-18).


Um cardeal que apoiou aberta e rijamente a questão da Comunhão para os “divorciados recasados”, e que fez até mesmo declarações vergonhosas sobre “casais” homossexuais na Relatio preliminar, estava insatisfeito com a Relatio final, e declarou despudoradamente: “O copo está pela metade”,dizendo — ainda que não ao pé da letra — que se deveria trabalhar para que no próximo ano no Sínodo o copo esteja cheio. 


Catolicismo—Vivemos hoje um auge de agressão contra a família, agressão esta acompanhada por uma tremenda confusão na área da ciência sobre a identidade humana. Infelizmente, há alguns membros da Hierarquia da Igreja que ao discutirem essas questões, expressam opiniões que contradizem os ensinamentos de Nosso Senhor. Como devemos conversar com as pessoas que se tornam vítimas desta confusão, a fim de fortalecê-las em sua fé e ajudá-las a se salvar?
Dom SchneiderNeste momento extraordinariamente difícil, Cristo está purificando a nossa fé católica para que por meio desta provação a Igreja brilhe mais e seja realmente sal e luz para o insípido mundo neopagão, graças à fidelidade e à fé pura e simples, em primeiro lugar dos fiéis, dos pequeninos na Igreja, da “Ecclesia docta” (a Igreja dos aprendizes), que em nossos dias reforçará a “docens Ecclesia” (a Igreja docente, ou seja, o Magistério), de forma semelhante à grande crise de fé do século IV, como o Beato John Henry Newman relatou:  Foi sobretudo por meio dos fiéis que o paganismo foi derrubado; como foi através do povo fiel sob a liderança de Atanásio e dos bispos egípcios, e em alguns lugares apoiados por seus bispos ou sacerdotes, que se resistiu à pior das heresias e que ela foi expulsa do território sagrado. ...

Naquele tempo de imensa confusão, o dogma divino da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, aplicado, mantido e (humanamente falando) preservado, muito mais pela ‘Ecclesia docta’ do que pela ‘Ecclesia docens’; o corpo do Episcopado foi infiel a sua missão, enquanto o corpo do laicato foi fiel ao seu batismo; ...

Devemos encorajar os católicos simples a serem fiéis ao Catecismo que aprenderam, a serem fiéis às palavras claras de Cristo no Evangelho, a serem fiéis à fé que seus pais e antepassados lhes legaram. 
Devemos organizar círculos de estudos e conferências a respeito do ensino perene da Igreja sobre a questão do casamento e da castidade, convidando especialmente os jovens e os casais. 

Devemos mostrar a beleza inerente a uma vida de castidade, a beleza inerente ao matrimônio cristão e à família, o grande valor da Cruz e do sacrifício em nossas vidas. Devemos apresentar cada vez mais os exemplos dos santos e das pessoas exemplares que demonstraram que, apesar de terem sofrido as mesmas tentações da carne, a mesma hostilidade e o desprezo do mundo pagão, no entanto, com a graça de Cristo, levaram uma vida feliz na castidade, no matrimônio cristão e na família. A fé, a fé católica e apostólica, pura e integral, vencerá o mundo (cf. 1 João 5, 4).

fonte: http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/52D4CCAD-0B7E-1C4B-6FD978453C680F73/mes/Janeiro2015