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sábado, 29 de outubro de 2016

Quando o falso pastor fala, as ovelhas não devem ouvi-lo (arcebispo Rainer Woelki de Colônia - Alemanha)

 ?



O Arcebispo de Colônia, Rainer Woelki, fez um vídeo para atacar o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que tem uma postura nacionalista e anti-islamismo. O arcebispo nega que islão tenha elementos que sejam contra a constituição alemã, diz que "islão e cristianismo vivem pacificamente" e que é obrigação dos alemães de serem tolerantes para compensar com o passado recente.



RESPOSTA aos que se encontram na "folha de pagamento de pilatos".







São João, 10

1.Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.

2.Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.

3.A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.

4.Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.

5.Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.

6.Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.

7.Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

8.Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.

9.Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.

10.O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.

11.Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

12.O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

13.O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

14.Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

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I São João, 4

1.Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo.

2.Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus;

3.todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.

4.Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo.

5.Eles são do mundo. É por isto que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve.

6.Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro.

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»O que Significa a Presença de Mesquitas» Aynaz Anni Cyrus ex-muçulmana





Leia também: Moisés e Elias estavam errados?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Cruz, o Padre e a Missa



Por Pe. Gaspar S. C. Pelegrini

“Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)



A Cruz, o Padre e a Missa são três mistérios inseparáveis. Estes três mistérios estão intimamente unidos, tão unidos que podemos acomodar a eles a palavra da Escritura : “Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)


Falemos de cada um deles


A Cruz

Diz o livro da Imitação de Cristo: “In Cruce Salus”, “na Cruz está a salvação.” Sim, porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.

Não devemos nos fazer ilusões, temos necessidade da Cruz. Fora da Cruz não há salvação. In Cruce Salus.

Mas em qual cruz está a salvação?

Vamos ao Calvário. Lá encontraremos três cruzes, três modos de encarar e viver o sofrimento:

- A Cruz do Inocente que sofre pelos pecadores: Jesus.

- A cruz do penitente que sofre resignado em expiação de seus próprios pecados: o Bom Ladrão.

- A cruz do revoltado contra Deus, contra o sofrimento: o mau ladrão.

A salvação não está na revolta do mau ladrão, mas sim na paciência de Jesus e na resignação do Bom Ladrão. A salvação está na Cruz de Jesus como fonte, como causa, como modelo de nossa Salvação; na do Bom ladrão como meio.

Assim também para nós:

Da Cruz de Jesus nos vêm todas as graças de que precisamos para nos salvar, e é também para nós um modelo de como temos que enfrentar os sofrimentos.

A nossa cruz (como a do Bom Ladrão) é um meio para chegarmos ao céu.

Todos nós temos que sofrer, o importante é saber sofrer. Soframos como o bom ladrão. Aceitemos as cruzes que Deus nos enviar.

Que jamais imitemos o mau ladrão no sofrimento.


O Padre

Podemos resumir o que é o padre nas palavras – ousadas – de S. João Maria Vianney: “Depois de Deus, o sacerdote é tudo.”

Tudo. Saibamos dar valor ao sacerdote. O padre dá sua vida por nós. Deixa de constituir uma família, para se consagrar inteiramente a Deus e às almas.

O sacerdote continua nesta terra a missão do próprio Jesus.

Agradeçamos a N. Senhor pelos padres que Ele já nos deu e peçamos-lhe que nos envie mais vocações.

Dizia também S. João Maria Vianney: “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por destruir o Sacerdote.”

Isso explica a resistência que às vezes o sacerdote encontra em seu ministério e o porquê de tantos ataques contra o sacerdócio.

A Missa

Que seria o mundo sem a Santa Missa!?

Na Missa, é o próprio Jesus que pede por nós.

É através da Santa Missa que as graças descem do céu à terra.

A Missa é a renovação do Sacrifício do Calvário. E, às vezes, pelo nosso modo de participar da Missa, nós nos encarregamos de tornar mais literal, (digamos assim) esta renovação.

Três grupos de pessoas na Primeira Missa:

- Os piedosos com Nossa Senhora, Santa Madalena, S. João, as Santas mulheres.

- Os irreverentes, e até inimigos da Cruz de Cristo, como aqueles judeus que estavam no Calvário, que gritavam, faziam zombarias, insultavam a Jesus.

- Os curiosos, aqueles que estavam lá no Calvário só para ver o que ia acontecer, ou como tudo iria terminar, talvez até com o intuito de presenciar algum milagre retumbante.

Assim acontece muitas vezes nas Missas. Estão aqueles que chegam a ser irreverentes no modo como se comportam durante a Santa Missa e como tratam o Santíssimo. Aqui entram também os que voluntariamente se aproximam da Sagrada Comunhão sabendo que não estão no estado de graça, os que estão na Santa Missa e continuam alimentando em seu coração o apego ao pecado, os que não querem mudar de vida. Como disse o Papa Francisco, os corruptos.

Há também nas nossas Missas os curiosos . Vão à Missa para ver quem foi, para se encontrarem com os amigos, etc.

Mas há também os piedosos, os que participam da Santa Missa imitando os sentimentos do Coração de Jesus, de Nossa Senhora ao pé da Cruz, dos santos.

Sejamos deste grupo. Saibamos dar valor à Santa Missa, participando dela sempre que pudermos.

A união destes três mistérios: Cruz, Padre, Missa



Como vimos acima, “na Cruz está a salvação,” porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.

E como a Santa Missa não é outra coisa que a renovação do Sacrifício da Cruz, também da Missa podemos dizer: “In Missa salus”, na Santa Missa está a Salvação.

E o Sacerdote é ordenado sobretudo para a Santa Missa, portanto, para renovar o sacrifício da Cruz, é ordenado então para a Cruz. Logo também do padre podemos dizer: “In sacerdote salus”, no sacerdote está a salvação.

Nós não podemos de modo algum separar estes três mistérios, pois, se o fizermos, eles perdem sua razão de ser:



Nós não podemos separar a Missa da Cruz.

Se tirarmos da Santa Missa tudo o que se refere ao Calvário, portanto ao Sacrifício de Cristo, vamos esvaziar a Missa. Ela então se tornaria se torna uma mera lembrança de algo que já passou, ou se uma simples reunião dos fiéis, ou uma espécie de ceia. Por isto, não separemos o que Deus uniu. Renovemos sempre nossa fé no Sacrifício do altar, tenhamos sempre presente sua união inseparável com a Cruz.



Não podemos separar o Padre da Cruz.

A mãe de São João Bosco disse para ele no dia de sua ordenação que “começar a dizer Missa é começar a sofrer”.

Não que ser padre seja um sofrimento para a pessoa, mas que, como o padre é discípulo e ministro de Cristo, ele precisa se unir ao Seu Mestre e Senhor na Redenção da humanidade, aceitando de bom grado os sacrifícios que Deus pedir dele. Por isso o ministério sacerdotal é sempre marcado pela cruz. E um padre sem a Cruz é um soldado sem armas, é uma incoerência, quase que uma deformidade da natureza. A vida do padre deve girar em torno da Cruz. Todos os gestos litúrgicos que o padre realiza são acompanhados do sinal da cruz. A Liturgia muitas vezes manda que o padre beije a cruz, abençoe com a cruz, se benza com a cruz, etc. A sua própria vida não tem sentido sem a Cruz.



Não podemos, em fim, separar o Padre da Missa.

O Padre não é ordenado primeiramente para ser cantor, ser um homem da mídia, para ser um excelente administrador, um professor, etc. Existe uma relação inseparável entre o Padre e a Missa. Portanto ela está no essencial da vida do padre. Não pode, pois, ficar relegada a uma mera obrigação, ou ser considerada um incômodo no dia do padre. Tudo o que sacerdote faz, ou é uma preparação, ou uma consequência de sua Missa.

A Missa não é uma das atividades do padre, é a principal finalidade de seu sacerdócio.




Conclusão


Amemos a Santa Missa.

Saibamos dar valor ao Sacerdote. Agradeçamos a Deus pelos padres que ele já nos concedeu e peçamos a Nosso Senhor que nos envie muitas vocações, vocações em número proporcionado às nossas necessidades.

Enfim, saibamos levar a cruz, como o bom Ladrão. Com paciência, com resignação, como propiciação pelos nossos pecados.

Não separemos o que Deus uniu. Lembremo-nos sempre: na cruz está a Salvação. Se quisermos, pois, salvar nossa alma, abracemos a Cruz. Para que na hora de nossa morte, Jesus possa nos dizer o mesmo que ele disse ao Bom Ladrão: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso.”

fonte: www.adapostolica.org/artigos/a-cruz-o-padre-e-a-missa/
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Os maus sacerdotes - reflexão!
>>>Por Eugênio Schoma





Agora vai a minha pergunta: “Por que, a cada dia que passa, os pecados do mundo, assim como todo tipo de violência, crimes hediondos, doenças e abortos, estão aumentando dia após dia”? 

O Cordeiro de Deus já não está mais tirando os pecados do mundo? Não será por que o próprio homem e os padres estão fazendo tudo errado, desde o dia em que modernizaram e mudaram o ritual da Santa Missa após o Concílio Vaticano II? Hoje estão recebendo as suas recompensas ao querer fazer as suas vontades e não as de Deus? 

Por acaso não será por que as maiores violências são os seres humanos que cometem contra o Cordeiro Imolado? Ele estaria permitindo que todas essas tragédias atinjam o homem afim de que possam reparar os erros aqui na terra? 

E aqui seguem as maiores violências que o homem comete contra o “CORDEIRO IMOLADO”: (Flp 2, 9-10) Se ao Nome de Jesus se prostram de joelhos, quanto mais na Santa Hóstia Consagrada, como CORDEIRO IMOLADO. E como vai ser para esses que deveriam dirigir o povo para dar o respeito ao CORDEIRO IMOLADO e não o fazem?

Diante das espécies consagradas, o homem já perdeu completamente o respeito. Qualquer um pode chegar com as suas vestes, por mais imundas que sejam, sendo que nenhuma autoridade na Terra permitiria que chegasse perto deles. Entretanto, perto do “CORDEIRO”, essas pessoas podem na hora da distribuição da Santa Hóstia.
Quanto mais aumentar a quantidade de fiéis que tocam nas espécies consagradas, podem esperar que muito mais aumentem todos os tipos de castigos e violência, e a Terra ficará insuportável de se viver.

Ó sacerdotes, a vossa obrigação é zelar pela Casa de Deus, como está escrito em João. 2, 17: “O zelo de tua casa me consome”. E em Jerem. 48, 10: “Maldito aquele que faz com negligência a obra do Senhor”!

E nós leigos também vamos ser cobrados por aceitar este modernismo e profanação na Casa de Deus. Agora chegou a hora de escolhermos em qual lado do muro queremos estar: se do lado de Deus ou do lado do inimigo. Leia com atenção esta passagem (Lc. 4, 13). 

Este é o momento oportuno que o inimigo quer te enganar. É por isso e muito mais que nós devemos dar graças e louvores a Deus por Ele ter nos dado o Profeta Pedro II. Quem estiver com o Profeta está com Deus e quem estiver contra o Profeta está contra Deus.

Lembrem-se: Quem escolheu este Profeta (Pedro II), não foi nem uma autoridade aqui da terra! Não foi um Padre, nem um Bispo e nem um governador; portanto quem o escolheu foi o Próprio DEUS Altíssimo e lhe deu a Sua assinatura num pé de árvore. Quem está contra este Profeta, também está contra DEUS, assim como os sumos Sacerdotes que foram contra o Próprio Filho de DEUS, JESUS CRISTO.

Deus sempre conduziu o mundo através dos Profetas, desde o Antigo Testamento e agora nestes tempos tão confusos. Agora é que Deus precisa chamar atenção da humanidade através dos Seus Profetas! A hora é esta, é o momento oportuno, pois estamos vivendo tempos muito confusos, a crise e a perda da fé, não se sabe mais o que é esquerdo ou direito.

“Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Isaías 5, 20).

Vamos pedir a nossa Mãe, Maria Santíssima, Ela que é Rainha do Espírito Santo, para nos conduzir e a todos aqueles que ainda têm dúvida desta tão grande obra divina A PALAVRA VIVA DE DEUS.


fonte: http://ceifadores.com.br/noticia/6426
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Segundo S. Bernardo, os sacerdotes, caindo da altura a que se acham elevados, de tal modo se afundam na malícia, que perdem a lembrança de Deus, e tornam-se surdos a todas as ameaças da justiça divina, a tal ponto que nem o perigo da sua condenação os espanta.

Mas que haverá nisso de admirável? O padre, pecando, cai no fundo do abismo, onde fica privada da luz e despreza tudo. Acontece então o que diz o Sábio: Caído no fundo do abismo do pecado, o ímpio despreza. Este ímpio é o padre que peca por malícia; um só pecado mortal o precipita no fundo das misérias, em que cegamente permanece mergulhado.

Nesse estado despreza tudo: castigos, advertências, presença de Jesus Cristo, a quem toca no altar. Não córa de se tornar pior que o traidor Judas, como o próprio Senhor um dia disse a Sta. Brígida: Tais padres já não são sacerdotes meus, mas verdadeiros traidores. Sim, tais padres são verdadeiros traidores, porque abusam da celebração da Missa, para ultrajarem mais cruelmente a Jesus Cristo pelo sacrílego!

Fonte: A Selva – Sto Afonso de Ligório – págs: 18-19

Ilustração e imagem retiradas do site: https://sol2611.wordpress.com/2015/08/04/dai-nos-senhor-sacerdotes-segundo-o-vosso-coracao/

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Observação:

01 de Dezembro - Bem-aventurado Charles de Foucauld

Eremita e mártir (1858-1916)

A Santa Sé considerou venerável Charles de Foucauld, em 2001 e em 13 de
 novembro de 2005 o papa João Paulo II o declarou Bem-aventurado.
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Leia também: 

E tu Sacerdote, porque quer levar almas para a condenação?



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ex-católico = judas.

Mas ainda dá tempo de se arrepender e voltar atrás.
Judas preferiu não voltar atrás...



Disse Judas Iscariotes: “Aquele a quem eu der um beijo, prendei-O!” (Mt 26, 48). O ódio e a paixão nada esquecem. Judas lembrou-se que Jesus tinha escapado aos que O quiseram apedrejar e aos que O queriam coroar. Quanto era para desejar que com igual zelo fizesse o bem!

A ingratidão e a infidelidade, como vermes, corroíam o coração daquele que foi chamado para ser um apóstolo santo de Cristo Jesus: “Chamou os doze... Estes são os nomes dos doze apóstolos... e Judas Iscariotes, aquele que o traiu” (Mt 10, 1-3). Judas recebeu até o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor.

Judas estava cego, o mesmo persistia na sua obstinação... continuou junto de todos conversando e comendo com Aquele que sabia da sua traição: “Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me há de trair!” (Jo 13, 21).

Hoje, são milhares os católicos que imitam rigorosamente o apóstolo Judas Iscariotes; esses vivem cegos espiritualmente... são infiéis ao Mestre e se aproximam da Santíssima Eucaristia como cobras venenosas: “Se Jesus-Eucaristia cai por terra nas santas parcelas tantas vezes sem que ninguém disto se aperceba, quantas vezes não cai de dor ao ver o pecado mortal macular uma alma. E quão mais doloroso é ainda para Jesus cair num coração infantil que o recebe indignamente quando a ele se chega pela primeira vez. É cair num coração de gelo que o fogo do seu Amor não consegue fundir, num espírito orgulhoso e dissimulado que seu Poder não consegue tocar, num corpo humano que não passa dum túmulo cheio de podridão... Todos os dias – e quantas vezes por dia! – o Deus da Eucaristia cai pela Comunhão em corações covardes e tíbios, que o recebem sem preparo, guardam-no sem piedade, deixam-no ir sem um ato sequer de amor ou gratidão” (São Pedro Julião Eymard), e: 

“Seria inconveniente que a pureza da Eucaristia fosse recebida em uma mente e em um corpo impuros” (Santa Catarina de Sena).

Por que será que milhares de católicos recebem o Santíssimo Corpo do Senhor e vivem na tibieza? “Quem se aproximasse (da comunhão) em pecado mortal, nenhuma graça receberia, embora acolha em si o todo-Deus e todo-Homem. Sabes a que se assemelha a pessoa que comunga indignamente? Se assemelha a uma vela molhada na água que apenas faz barulho ao ser encostada ao fogo; e, se por acaso acende, logo se apaga, fazendo fumaça” (Idem.).

São milhares os católicos que foram batizados, crismados, fizeram a primeira comunhão... e vivem como Judas Iscariotes.
Judas disse: “Deus te salve, Mestre”, e O beijou. Eis o cúmulo da hipocrisia! Judas dá o “salve” a quem quer perder, abusando, pois, do sinal de amizade. Quantos católicos não se assemelham a Judas Iscariotes! Quantos até procedem de modo pior, como já foi comentado, recebendo Jesus Cristo num coração indigno!

O apóstolo Judas Iscariotes, fingindo-se amigo de Cristo Jesus, saudou-O: “Deus te salve, Mestre”. O Senhor deixou-se beijar.
Milhares de católicos fingem ser amigos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esses dizem que amam o Senhor, que estão prontos a servi-Lo na alegria e nas dificuldades... mas quando são abordados pelos inimigos da Santa Igreja Católica, dão-Lhe o beijo da traição e abandonam a Santa Igreja. 

Quem abandona a Igreja Católica para seguir as seitas, deve ser chamado de Judas traidor.

Otto Hophan escreve: “O pecado do traidor chegou ao auge quando Judas atravessou a noite amena e alegre da Páscoa, docemente iluminada pela lua cheia, à frente de uma grande multidão, armada de espadas e varapaus (Mt 26, 47). Lucas observa que Judas os precedia (Lc 22, 47): a um apóstolo convertido em apóstata, tudo lhe parece pouco para demonstrar o seu novo ardor. Não percebia ele como era inacreditável a sua atitude? Realmente, há momentos no coração dos homens em que todas as luzes parecem extinguir-se. Levando ao limite o seu descaramento, Judas tinha-lhes dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o e levai-o com cuidado. Logo que chegou, aproximando-se d’Ele, saudou-o dizendo-lhe: ‘Mestre!’ E beijou-o (Mc 14, 44 ss; Mt 26, 48 ss)”.

São milhões os que serviam a Cristo Jesus na Igreja Católica, e agora, encabeçam o exército de apóstatas para perseguir a Santa Igreja com calúnias e difamações. Quanta traição! Viveram muitos anos ao lado do Mestre, e agora O perseguem.
Católico, Jesus Cristo disse a Judas: “Amigo, a que vieste?” (Mt 26, 50). Nosso Senhor chama ao traidor ainda de amigo, dando-lhe a entender que perdoaria se se arrependesse. Não o trata de ingrato, como merecia.

Católico, Cristo não fez assim contigo? E tu? Cuidado para não abusar da misericórdia do Senhor que morreu na cruz para te salvar: “O Senhor é bom, mas também é justo. Não queiramos considerar unicamente uma das faces de Deus” (São Basílio Magno), e: “A clemência foi oferecida a quem teme a Deus e não a quem abusa dela” (Santo Afonso Maria de Ligório), e também: “Acautelai-vos quando o demônio (não Deus) vos promete a misericórdia divina com o fim de que pequeis” (São João Crisóstomo).
Disse-lhe o Senhor: “Judas, com um beijo entregas o Filho do homem?” (Lc 22, 48). É o último convite ao pecador para abandonar seu intento. Em vão! Judas não ouve o seu melhor amigo. 

A paixão o obceca...

Católico, Nosso Senhor te admoesta nas horas da tentação pela voz da consciência. Já foste um Judas? Quererás sê-lo no futuro?

Não vire as costas para o Senhor que cuida de ti. Ele fez o bem para Judas que O traiu; depois de ter recebido o beijo, mostrou-lhe carinho de amigo, chamando-o pelo nome, não censurando, mas perguntando-lhe com ternura: “Judas, com um beijo entregas o Filho do homem?”

O Senhor perdoa um pecador arrependido... mas não perdoa quem abusa de sua misericórdia: “Judas se condenou, porque se atreveu a pecar confiando na clemência de Jesus Cristo” (São João Crisóstomo).
                                 

Pe. Divino Antônio Lopes FP.
Anápolis, 21 de maio de 2009