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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Manual sobre a fé, a esperança e a caridade - Santo Agostinho



Por volta de 421 Agostinho escreveu o Enchiridion de fide, spe et caritate (Manual sobre a fé, a esperança e a caridade) ao seu amigo Lourenço, e apresentou algumas inquietações práticas: quais as verdades que o cristão deve crer e as heresias que precisa evitar?

Em que medida a razão pode intervir a favor da religião? O que foge ao seu alcance? O que deve ocupar o primeiro e o que deve ocupar o último lugar no ensinamento e na vida cristã? Qual o fundamento seguro e autêntico da fé católica (Ench.1.4)?

A virtude não é meta em si mesma, é caminho para a verdadeira felicidade humana que é a visão de Deus (Ench. 1.5). Caminho virtuoso que a razão sozinha não consegue percorrer, mas que iluminada pela Sabedoria divina, assume o compromisso de sustentar o cristão nesta vivência (Ench. 1, 4). Está de acordo com o pensamento agostiniano a distinção entre as virtudes naturais e as assim chamadas virtudes infusas ou teologais. As primeiras são derivadas da experiência e da razão, se referem a um bem finito, às quais o homem pode chegar pelos princípios de sua natureza. As segundas referem-se à felicidade ou a bem-aventurança que excede a natureza do homem, as quais ele pode chegar somente pela graça divina (Ench. 1.4). Chamamos de teologais as virtudes da fé, esperança e caridade porque tem origem no próprio Deus que as infunde (dom absoluto), possuem Deus como objeto e fim, e se referem à sua veneração. Por elas somos ordenados a Ele (Ench. 1.3).

Virtude da Fé Deus amavelmente vem ao encontro do ser humano para salvá-lo e doa a fé para que ele possa aceitar a verdade salvadora. Agostinho salienta o aspecto gratuito da fé, que é dom, é graça, é fruto da bondade de Deus que não abandonou o gênero humano na perdição do pecado, mas que na sua misericórdia propõe a salvação (Ench. 8.27).

Nos escritos de Agostinho o substantivo fé e o verbo crer são utilizados como termos equivalentes. A fé é uma virtude sobrenatural (Ench. 1.6), um dom (Ench. 9.31) através da qual o ser humano, sob a autoridade divina, aceita livremente (Ench. 9.32) a verdade salvadora revelada por Deus em Jesus Cristo (Ench. 1.5). Verdade que vem testemunhada pela Sagrada Escritura e pela Igreja (Ench. 15.56). Crer é assentir à verdade da revelação acolhendo o mistério de Deus (Ench. 7, 20).

Degeneração pelo pecado 

Toda a criatura em si mesma é boa. A bondade de Deus é a causa do bem (Ench. 3.10; 8.23). O mal é privação do bem, é causado pela vontade do homem ferida pelo pecado, vontade de um bem mutável que abandona um bem imutável (Ench. 8.23). Na linguagem do nosso autor o mal é corrupção do bem (Ench. 3.11-12).

O ser enquanto tal é um bem e o mal é corrupção do ser. Deus não é nem direta nem indiretamente causa do mal. Ele é autor da natureza humana que é boa, é autor do homem e não do mal presente neste e por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir nas suas obras se não fosse poderoso o suficiente para fazer resultar o bem do próprio mal (Ench. 3.11). A verdadeira liberdade interior é alcançada quando conseguimos libertarmo-nos do mal que está dentro de nós.  

Regeneração em Cristo Jesus

No centro da reflexão sobre o pecado, Agostinho apresenta o mistério redentor de Cristo (Ench. 10.33) e, portanto, da graça e da misericórdia divina. Deus na sua justiça poderia abandonar o gênero humano, que por sua vez abandonou os Seus ensinamentos, profanando a imagem do seu Autor. Mas Deus não é só justo, é também misericordioso e faz uso da sua misericórdia liberando quem não merece (Ench. 9.27). Deus se abaixou e exaltou o gênero humano11.

Desde o momento em que o ser humano rompeu o relacionamento primeiro com Deus através do pecado, teve a necessidade de um mediador. Esse é Cristo, Filho de Deus, Deus e homem. Enquanto Adão introduziu o pecado no mundo, Cristo, único mediador, cancelou não só aquele pecado, mas todos aqueles que se lhe acrescentaram. Por isso mesmo que a profissão de fé do cristão contempla a remissão dos pecados. Sem essa remissão não seria possível nenhuma esperança para a vida futura e para a libertação eterna

A Virtude da Caridade

Graças à fé é que podemos amar a Deus no qual acreditamos. É por meio dela que vêem operadas nossas boas obras (Ef 2, 8-9). Fé que age através da caridade (Gl 5, 6) e que não pode existir sem a esperança (Ench. 2.8). As três virtudes estão intimamente unidas, mas é a caridade, segundo o apóstolo Paulo, a exercer a primazia (1Cor 13). Quem não ama crê inutilmente, ainda se o que crê seja verdadeiro. E inutilmente espera, ainda se as coisas que espera dizem respeito à verdadeira felicidade. Mas quem ama retamente, crê e espera retamente.29

A caridade é a realização da vida cristã. Todos os mandamentos divinos a ela fazem referência (Ench. 32.121). Agostinho usa os termos amor e caridade como sinônimos. O amor é força da alma e da vida. É ele que a determina no sentido bom ou ruim, segundo o objeto que se ama. Amor é uma vida que combina o amante e o objeto amado. É movimento, uma inclinação, uma tendência que nos impulsiona a sair de nós mesmos, do nosso mundo em direção ao amado. Daí a importância do amor a Deus, a nós e ao próximo.

São esses os “objetos” que devem ser amados. O amor está no centro da vida cristã e a identifica. Assim como a fé e a esperança, o amor é dom de Deus, que dota a vontade humana de uma aspiração divina. Nosso amor deve ser inspirado pelo amor divino e refletido em nossos atos concretos. Amamos com o amor divino derramado em nossos corações (Rm 5, 5). A salvação depende da fé que opera pela caridade (Gl 5, 6).

E se, ao contrário, opera o mal, se permanece no pecado, é uma fé morta, que não poderá salvá- lo (Tg 2, 14. 17). Não basta ser cristão, é preciso operar o bem.30 Afinal, se Cristo ocupa o lugar central no coração do homem, de modo que nenhum outro fundamento venha anteposto, então ele estará pronto a superar, mesmo com sacrifícios (provado pelo fogo), as obras más (Ench. 18.68) e abraçar uma vida cristã digna desse nome.

Se em Cristo, Deus amavelmente vem ao encontro do ser humano que está nas trevas para redimi-lo, esse deve como resposta, deixar que o amor de Deus possa guiar o seu coração movendo-o ao dom do serviço. Sua vida muda e centraliza-se na caridade. Um amor que não impõe limites, mas estende-se aos inimigos (MT 5,44). Um jeito de amar próprio de quem é filho de Deus e orienta o espírito para essa disposição, graças a uma vida de oração e boas obras (Ench. 19.37).

fonte: http://www.revistamirabilia.com/sites/default/files/pdfs/2010_02_05.pdf

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Nota: este é um pequeno e humilde resumo de um trabalho sobre o  Enchiridion de fide, spe et caritate; não tem a pretensão de resumir o mesmo e sim, apresentar de uma forma agradável ao leitor do blog, pincelando os principais tópicos.
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Para ler outro livro de Santo Agostinho:

http://portalconservador.com/livros/Santo-Agostinho-Soliloquios-e-A-Vida-Feliz.pdf

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Oração, extraída das Confissões de Santo Agostinho, X Livro, 38.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Uma Mensagem que poderá tocar o seu coração.

Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição –Taquaras – Balneário Camboriú – Santa Catarina – Brasil. Informações fone- fax: (0xx47) 3367-7110 ou (0xx47) 9234-1114 (Vivo) ou (0xx47) 9112-8000 (Tim) ou (0xx47) 3360-7167

Plantar para depois colher

05/08/2000

Carícia faz parte da vida assim como também o perdão faz parte para possuir a vida eterna.
Quem tem amor, muito amor, não gosta de ver ninguém sofrendo; e, se pudesse, faria todo possível de tirar o sofrimento de uma pessoa. Mas, quem tem sua cruz para carregar, tem que ir até o fim; senão, de nada adiantará. Fugir da realidade é não ter certeza de uma Nova Vida que irá ter.
Aprendam, Meus filhos, que quem dorme de barriga cheia, porque tem de tudo, não sabe e nem reconhece o sofrimento que seus irmãos passam. Uma coisa é certa: quem não sabe o que é amor, não tem Deus no seu coração; esses são filhos ingratos. Mas, todos aqueles que sabem repartir o pão e partilha das necessidades daqueles que vêm sofrendo, esses são considerados filhos da Luz. Por quê? Porque "piedade" é palavra que Meu inimigo não suporta. Quem usa do seu tempo para ajudar o próximo, jamais deixará de receber sua recompensa; e mesmo que não receba aqui, receberá no Céu, porque posso ver tudo. Generosidade significa mais puro do que ouro ou do que uma pedra das mais valiosas.
Quem vier usar sua inteligência a caminho de uma Nova Vida, não fica parado esperando este tempo chegar, mas corre depressa fazer uma mudança total na sua vida: primeiro se liga com os Santos Sacramentos e confessa seus pecados, e depois põe a mão no arado sem olhar mais para trás. Então, este ou esta pessoa segue seu Pastor sem mais sair de perto, porque sente em seu coração que é o único meio para viver eternamente.
Quem é que poderia imaginar que neste último tempo Deus viria chamar os mais fracos e humildes! É porque, além de não terem quase nada, no meio da sociedade, ainda são descriminados. Por isso, Meu filho Bento, lutavas com toda tua força e sabedoria em tua profissão, mas ninguém dava o que merecias. Em tudo que vinhas fazendo eras explorado de muitas formas, até no dia em que te chamei. Dali em diante passaste, então, a Me servir, e a cada dia que se passava, gostavas e gostas deste trabalho. Foi difícil, no começo, por causa das tuas grandes enfermidades, mas não abandonaste a tua cruz, embora, quando Eu via que não mais podias suportá-la, Eu a aliviava e a carregava por ti. Jamais deixei abandonado tu e tua família. Passaste por grandes necessidades para criar teus nove filhos, mas não puseste nenhuma culpa em Mim. Amor deste tamanho é muito difícil achar nesses tempos modernos onde a ciência vem descobrindo sempre mais meios de diversões eletrônicas. Entretanto tua família não liga para isso, mas só quer saber de rezar, rezar e Me adorar. Daí, então, o ciúme de muitos vem batendo em outras pessoas, porque, a miséria que todos vocês passaram nas mãos daqueles que não souberam repartir com vocês, hoje não admitem que vocês possam gozar das coisas boas.
Esse é o maior erro da humanidade: com seu Deus poucos estão ligando. Então, quando precisam, custam receber, porque não souberam plantar para depois colher.

Jesus

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Casamento de 2ª união: o que é certo?


Para muitos católicos que se encontram nesta situação fica o esclarecimento do Padre Paulo Ricardo.

Sei que hoje em dia, existem diversos tipos de padres e mal esclarecimentos sobre isto.

Mas é pecado mortal viver em 2ª união com outra pessoa se a mesma recebeu o Sacramento do Matrimônio e se casou novamente ou se juntou/amigou.







(Passamos abaixo uma relação dos pecados mortais mais comuns, para que as pessoas, possam fazer uma boa revisão de vida. 
O dia da Justiça chega, e não nos deve pegar de surpresa. Só os filhos das trevas não se confessam)

I. Os pecados são chamados mortais quando preenchem três condições: 

1. Uma matéria seriamente pecaminosa ou algo que nós achamos ser matéria pecaminosa.

2. Nós sabemos que é uma matéria séria.

3. Nós consentimos totalmente, sabendo que é um pecado grave. 



Os pecados mortais estão indicados na Sagrada Escritura:

1 João 5:17: “...há pecado que conduz à morte.”

Apocalipse 3:1: “...conheço as tuas obras, (sei) que tens a reputação de que vives, e estás morto.” 

Gálatas 5:19-21: “Ora as obras da carne são manifestas: são o adultério, a fornicação, a impureza, a luxúria, a idolatria, os malefícios, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, as invejas, os homicídios, a embriaguez, as glutonarias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que as praticam não possuirão o reino de Deus.”

Se alguém não sabe que algo é pecado mortal, embora tenha-o cometido, esta pessoa, por ignorância, é inocente perante Deus. Entretanto, falando-se materialmente ou objetivamente continua a ser um pecado mortal, embora formalmente não o seja. O pecado mortal formal significa que a pessoa tem plena consciência do pecado e mesmo assim consente inteiramente a ele. Mas Deus exige que a pessoa descubra o que a lei requer. Nós devemos avaliar tudo em nossas vidas para descobrir se a nossa ação está de acordo com a lei. 

II. Alguns pecados são sempre pecados mortais. 

Por exemplo, (1) pecado contra Deus: blasfêmia, rejeição dos dons da Fé Católica, apostasia, heresia, cisma; (2) todos os pecados de impureza (adultério, fornicação, masturbação, atos homossexuais, desejos de ter prazer em pensamentos impuros, cobiçar a mulher do próximo, etc.); (3) Certos outros pecados, i. e., desejo de matar, suicídio, aborto, laqueadura, vasectomia (por razões de controle de natalidade), controle de natalidade artificial. 

III. Outros pecados podem ser veniais ou mortais dependendo das circunstâncias e grau de seriedade do ato: roubo, mentira, raiva, negligência das obrigações (omissão). 

IV. Os Pecados Mortais Mais Comuns: 

1. Idolatria, tanto idolatria real ou idolatria sutil tal como perseguir coisas deste mundo excluindo o amor e serviço de Deus.

2. Desleixo na procura de conhecimento, amor e serviço de Deus [devido ao modo da vida em que se vive somente para este mundo, ou apenas por conforto e prazer deste mundo] (Marcos 12:30).

3. Vivendo apenas para este mundo (100%) ou principalmente para este mundo (Lucas 12;19-20; Tiago 4:4; Apocalipse 3:15).

4. Desleixo na procura da Fé Verdadeira. Se alguém suspeita que a Fé Católica é a fé verdadeira e mesmo assim, ignora-a, está em pecado mortal.

5. Faltar às Missas dominicais por motivos banais ou de desleixo.

6. Trabalhos desnecessários aos domingos e Dias Santos de Obrigação, quando o trabalho é desnecessário e rotineiro.

7. Usurpar a cabeça da família sem uma razão. (O marido deixa-se agir de maneira tão irresponsável e infantil, que a sua mulher precisa sustentar a família, também estaria cometendo o pecado mortal). Isto vem da primazia do marido e pai com respeito à sua esposa e seus filhos (Efésios 5:22-23).

8. Suicídio.

9. Controle de natalidade artificial.

10. Aborto.

11. Laqueadura e vasectomia.

12. Adultério.

13. Fornicação (relação sexual entre parceiros não casados e heterossexuais).

14. Incesto.

16. Concubinato ou “morar junto”(Romanos 13:13-14).

17. Masturbação.

18. Atos homossexuais.

19. Pensamentos e desejos impuros.



20. Imodéstia no vestir (Mateus 5:28).

· O ato de vestir deve mais esconder do que revelar.

· não se deve ser transparente.

· deve pelo menos cobrir as pernas para homens e 4 dedos abaixo dos joelhos para as mulheres.

· evitar roupas apertadas.

Inversão de sexo no vestuário: mulher usar a calça e o homem usar saia (bermuda ), brinco ou cabelo comprido 




quinta-feira, 23 de maio de 2013

"É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”



Fonte: GaudiumPress


“É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”. Este axioma precioso e verdadeiro tem sido confirmado ao longo dos 2000 anos da história da Igreja de várias maneiras; por exemplo, através do comportamento dos santos, que são os modelos propostos pela sabedoria da Esposa Mística de Cristo para nossa própria vida.

Com o espírito colocado nesse ponto luminoso da doutrina pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo, consideremos alguns fatos da vida dos santos. Já de início toda a nova doutrina e consequente modo de viver ensinado pelo Divino Mestre no que diz respeito ao relacionamento humano, transforma profundamente a mentalidade do mundo antigo. Que deus da antiguidade chamava seus adoradores de amigos? Ao contrário, os deuses pagãos sempre eram concebidos pelos seus seguidores como seres prepotentes, egoístas e que muitas vezes padeciam das mesmas e diversas paixões desregradas do ser humano, tendo com seus seguidores um trato rude, exigindo-lhes sacrifícios de sangue.

“É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”. 


Quando Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu sobre a terra foi tal a transformação que o mundo sofreu, que, até hoje, se torna difícil fazer uma idéia de como era o mundo antes dEle. Só Ele, o verdadeiro Deus, é que pôde dizer: “Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.” Dando o exemplo mais sublime que se poderia dar, o de um Deus que ama os seus adoradores a ponto de torná-los seus amigos e até irmãos, dar sua própria Mãe para que fosse também Mãe de cada um deles, e até dar sua vida pelos seus adoradores, era compreensível e aceitável que Ele recomendasse como norma de conduta: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”

Esse exemplo divino foi seguido com toda a integridade e brilho por Maria Santíssima. Os evangelistas foram muito comedidos em comentar sua vida, mas sabe-se que a visita a Santa Isabel foi um refulgir do amor de Deus que transbordou do coração de Maria. A intervenção preocupada dEla nas bodas de Caná, livrando os noivos de uma dificuldade, e muitos outros atos de amor ao próximo que terão sido praticados por Ela e dos quais só na eternidade teremos conhecimento, constituem as pegadas douradas deixadas por Ela sobre as de Seu Divino Filho.

Felizmente para nossa edificação, a vida de muitos outros santos que seguiram os passos do Jesus Cristo Nosso Senhor é conhecida em detalhes. Por exemplo, a vida de São Francisco de Assis.

São Francisco de Assis 


Conta-se no “Fioretti”, livro com muitos fatinhos da vida do Poverello, que estando ele no início da obra para a qual Deus o havia chamado, chorava tanto durante a oração – por pura compaixão ao considerar os sofrimentos do Divino Redentor – e esta era tão prolongada que, em consequência, ficou quase cego. E um dia foi distrair-se com o irmão Bernardo, seu primeiro discípulo.

Chegado ao local onde este costumava orar, chamou-o por três vezes, sem obter resposta. Um pouco abatido, porque considerou que o Irmão não queria falar-lhe, retirou-se. Estando a caminho de volta, o Senhor lhe revelou que o Ir. Bernardo estava, naquele momento, em alta contemplação conversando com Deus, e que, por isso, não o havia ouvido. S. Francisco voltou então e chamando o Ir. Bernardo confessou humildemente que havia pensado mal dele, pedindo-lhe perdão.

Por seu lado, a admiração que este discípulo manifestava por seu fundador era tão grande que ele nem queria ouvir o pedido de perdão. Mas S. Francisco, radicalmente, ordena-lhe em nome da santa obediência, que, por aquele mal pensamento, o Irmão Bernardo pisasse por três vezes sobre seu pescoço e sua boca dizendo: “Aguenta aí, vilão, filho de Pedro Bernardone, de onde te vem tanta soberba, sendo a mais vil das criaturas?”

Obedecendo da maneira mais delicada possível o Ir. Bernardo executa a ordem. A seguir pede ele a S. Francisco que, por caridade, lhe prometesse algo: que sempre que estivessem juntos o repreendesse e corrigisse asperamente por seus defeitos. S. Francisco, que o tinha por homem muito virtuoso e santo, daí em diante passou a falar com ele o mínimo possível, porque não queria corrigir aquele a quem considerava maior e mais santo que si.



Santa Clara de Assis


Um outro fato muito edificante deu-se entre S. Francisco e Santa Clara. É fato muito conhecido que ela foi atraída à vida religiosa por ele e renunciou a uma situação cômoda no meio das riquezas, para abraçar a vocação franciscana. Apesar de ter sempre palestras e reuniões com S. Francisco para que ficar bem formada no espírito da Ordem, ela manifestava o desejo de, um dia, partilhar uma refeição com seu pai espiritual. Ele, por sua vez, por temor de dar-se a si mesmo esse deleite, sempre o negava. 

Seus irmãos e discípulos intecederam a favor dela e instaram que atendesse o pedido da pobre dama, uma vez que ela tinha renunciado a tudo por amor a Deus e era tão santa. S. Francisco, muito cordato, concordou: “Parece-vos que devo concordar? Se vos parece que sim, também a mim parece.” Convidou-a então a almoçar com ele em Santa Maria dos Anjos, a igreja onde ela havia feito seus votos e onde tinha cortado seus cabelos, símbolo de sua entrega total a Deus. No dia combinado, lá foi ela felicíssima, acompanhada de uma irmã. 

A pobre refeição foi servida, sentando-se à mesa S. Francisco e Santa Clara, sua irmã e um outro frade. Todos os demais frades da comunidade se aproximaram da mesa para acompanhar a refeição. Tão logo os comensais começaram a falar das coisas de Deus com suavidade, alegria e elevação, eles mesmos e todos os que assistiam foram tomados pela abundância da graça divina e ficaram extasiados em Deus. As pessoas de longe perceberam que a casa e o bosque ao lado pareciam arder em chamas e muitos ali acorreram, temendo que fosse um incêndio. Nada, porém, encontraram que justificasse tanta luz, apenas um conjunto de santos que, com fisionomias alegres e embevecidas, se entretinham num êxtase comum e com isso glorificavam o Senhor.

A consideração desses singelos episódios não nos trazem alívio e consolação? São manifestações de personalidades inocentes, despretensiosas, tão distantes das preocupações do mundo, que já vivem a atmosfera do céu.

Rir-se-á, talvez, algum incrédulo materialista, dizendo: “Quimeras! O mundo não é isso! É preciso trabalhar, ganhar dinheiro, progredir!” E de dentro do quadro medieval, um dos castos personagens poderia lhe perguntar: “Mas, a que preço?” E, se por um segundo o materialista tivesse a consciência reta, resmungaria: “Ao preço de uma escravidão às paixões e vícios por toda a vida, e depois uma eternidade desgraçada, de escravidão ao demônio.”



Por Ângela Tomé.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Quem ama a DEUS que não vê...

deve também amar e compreender o seu irmão - que precisa de você!



A FRATERNIDADE COMO SINAL

54. As relações entre vida fraterna e atividade apostólica, em particular nos institutos dedicados às obras de apostolado, não têm sido sempre claros e não raramente têm provocado tensões tanto para pessoas em particular, como para a comunidade. Para alguns «o fazer comunidade» é sentido como um obstáculo para a missão, quase um perder tempo em questões que, afinal, são secundárias. É necessário lembrar a todos que a comunhão fraterna, enquanto tal, já é apostolado, isto é, contribui diretamente para a obra de evangelização. De fato, o sinal por excelência deixado pelo Senhor é o da fraternidade vivida: «Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35).
Junto com a missão de pregar o Evangelho a todas as criaturas (Cf. Mt 28, 19-20), o Senhor enviou seus discípulos a viver unidos, «para que o mundo creia» que Jesus é o enviado do Pai ao quaI se deve dar o pleno assentimento de fé (Cf. Jo 17, 21). O sinal da fraternidade é, portanto, de grandíssima importância, porque é o sinal que mostra a origem divina da mensagem cristã e que tem a força de abrir os corações à fé. Por isso «toda a fecundidade da vida religiosa depende da qualidade da vida fraterna em comum».69
55. A comunidade religiosa, se e enquanto cultiva em seu seio a vida fraterna, tem presente, de forma contínua e legível, esse «sinal» do qual a Igreja tem necessidade sobretudo na tarefa da nova evangelização.
Também por isso a Igreja dá tanta importância à vida fraterna das comunidades religiosas: quanto mais intenso é o amor fraterno, maior é a credibilidade da mensagem anunciada, mais perceptível é o coração do mistério da Igreja sacrarnento, da união dos homens com Deus e dos homens entre si.70 Sem ser o «tudo» da missão da comunidade religiosa, a vida fraterna é um de seus elementos essenciais. A vida fraterna é tão importante quanto a ação apostólica.
Não se pode, pois, invocar as necessidades do serviço apostólico para admitir ou justificar uma vida comunitária medíocre. A atividade dos religiosos deve ser atividade de pessoas que vivem em comum e que informam de espírito comunitário seu agir, que tendem a difundir o espírito fraterno com a palavra, a ação e o exemplo.
Situações particulares, tratadas a seguir, podem exigir adaptações que, no entanto, não devem ser tais que impeçam o religioso de viver a comunhão e o espírito da própria comunidade.
56. A comunidade religiosa, consciente de suas responsabilidades em relação à grande fraternidade que é a Igreja, torna-se também um sinal da possibilidade de viver a fraternidade cristã, como também do preço que é necessário pagar para a construção de qualquer forma de vida fraterna.
Além disso, em meio às diversas sociedades de nosso planeta, marcadas por paixões e por interesses contrastantes que as dividem, desejosas de unidade mas incertas sobre os caminhos a seguir, a presença de comunidades onde se encontram, como irmãos ou irmãs, pessoas de diferentes idades, línguas e culturas, permanecendo unidas não obstante os inevitáveis conflitos e dificuldades que uma vida em comum comporta, é já um sinal que atesta qualquer coisa de mais elevado que faz olhar mais para o alto.
«As comunidades religiosas, que anunciam com sua vida a alegria e o valor humano e sobrenatural da fraternidade cristã, proclamam para nossa sociedade com a eloqüência dos fatos a força transformadora da Boa Nova».71
«Mas, sobretudo, pois, distingui-vos pela caridade, que é o laço da perfeição» (Cl 3, 14), o amor como foi ensinado e vivido por Jesus Cristo e nos é comunicado por meio de seu Espírito. Esse amor que une é o mesmo que impele a comunicar, também aos outros, a experiência de comunhão com Deus e com os irmãos. Isto é: gera os apóstolos impulsionando as comunidades pelo caminho da missão, seja ela contemplativa, seja de anúncio da Palavra, seja de ministérios de caridade. O amor de Deus quer invadir o mundo: a comunidade fraterna se torna missionária desse amor e sinal profético de sua força unificante.
57. A qualidade da vida fraterna tem também forte influência sobre a perseverança de cada religioso.
Como a medíocre qualidade da vida fraterna foi frequentemente apontada como motivação de não poucas defecções, assim a fraternidade vivida constituíu e ainda constitui um válido sustentáculo para a perseverança de muitos.
Numa comunidade verdadeiramente fraterna, cada um se sente coresponsável pela fidelidade do outro; cada um dá seu contributo para um clima sereno de partilha de vida, de compreensão, de ajuda mútua; cada um está atento aos momentos de cansaço, de sofrimento, de isolamento, de desmotivação do irmão; cada um oferece seu apoio a quem está aflito peIas dificuldades e pelas provações.
Assim a comunidade religiosa, que sustenta a perseverança de seus componentes, adquire também a força de sinal da perene fidelidade de Deus e, portanto, de sustentáculo para a fé e para a fidelidade dos cristãos, imersos nas vicissitudes deste mundo que, sempre menos, parece conhecer os caminhos da fidelidade.
fonte: CONGREGAÇÃO PARA OS INSTITUTOS DE VIDA CONSAGRADA E AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA
A VIDA FRATERNA EM COMUNIDADE
«Congregavit nos in unum Christi amor »

sábado, 29 de setembro de 2012

Os 3 dias e as 3 noites de trevas




*** [parte da ]Mensagem 18/04/1999 - CAMINHAR ***

Nesta estrada da vida a humanidade vem caminhando em direção a um só sentido de se salvar. Mas é preciso, Meus filhinhos, ter em seu coração muita perseverança, amor e fé. Tudo isto e sem deixar de sempre perdoar a quem vos ofende. Logo seus olhos irão se abrir e já não irão ver mais este mundo. Verão, sim, outro que já está sendo preparado. É como se tirar a toalha suja de cima da mesa e se põe uma limpa, ou como se tirar o lençol da cama sujo e se pôr outro limpo. Assim será feito com a Terra.

NESTE MOMENTO DA TRANSFORMAÇÃO NÃO SERÁ COMO QUANDO JAVÉ CRIOU, PORQUE TUDO PRECISARIA SER FEITO OUTRA VEZ EM SEIS DIAS. MAS SE PENSAR BEM, DAR-SE-Á QUASE O MESMO TEMPO. SERÃO OS TRÊS DIAS DE TREVAS JUNTO COM AS NOITES, FORMANDO-SE SEIS.

[Maria, Rainha da Paz]
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Mensagem recebido pelo profeta Bento da Conceição - Balneário Camboriú - Santa Catarina - Brasil.
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(Salmos 21,28)
Hão de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da terra; e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações,

(Eclesiástico 5,8)
Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia,

(Jeremias 8,5)
Por que persiste esse povo de Jerusalém em perpétua loucura? Obstinam-se na má fé, recusando converter-se.

(Joel 3,4)
O sol converter-se-á em trevas e a lua, em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do Senhor.

(Atos dos Apóstolos 2,20)
O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.

(Atos dos Apóstolos 28,27)
Coração obstinado o deste povo, ouvido duro, olhos fechados, para não verem com a vista, nem ouvirem com o ouvido, nem entenderem com o coração, e se converterem e eu os curar (Is 6,9s.).

(II Coríntios 3,16)
Esse véu só será tirado quando se converterem ao Senhor.