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sábado, 18 de julho de 2015

Falsa modéstia - e o caso das calças leggins



Salve Maria Mãe do mais puro amor.

Sei que este artigo irá inflamar o ego de algumas mulheres, principalmente as que se dizem comprometidas com a modéstia, ou, que pensam que usando uma calça modesta não está infligindo nenhuma lei moral ou a Lei de DEUS.

A coisa tá feia.!!!

A concepção de modéstia divulgada em alguns "blogs" está apenas focada em cobrir o corpo modestamente - LEDO ENGANO.

Pesquisando sobre modéstia nos blogs Católicos (ou não) vi muita coisa boa. Mas uma coisa terrivelmente enganosa: associar a calça "modesta" ao pensamento comum de que não fere os princípios fundamentais da Lei de DEUS.

E inclusive divulgando a pior de todas as calças: "legging" em sites vinculados a modéstia feminina.

"Pode isso Arnaldo" ???

Vejamos a Suma Teológica de São Tomás de Aquino sobre temperança entre as questões 141 e 170, referindo-se especificamente sobre a modéstia nas questões 167 (Da modéstia enquanto consistente nos movimentos exteriores do corpo) e 168 (Da modéstia enquanto reguladora do ornato exterior).

3. Demais. – Assim como não convém à mulher usar de roupas masculinas, assim também não deve usar de ornatos desordenados. Ora, o primeiro procedimento é pecaminoso; pois, diz a Escritura: A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher. Donde se conclui, que o ornato exagerado das mulheres é pecado mortal. 



A que texto se refere São Tomás de Aquino? A Deuteronômio 22, 5!


"A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se 
vestirá de mulher: aquele que o fizer será abominável 
diante do Senhor, seu Deus. "

Se lendo esse texto retirado da Sagrada Escritura e lendo a suma teológica de São Tomás de Aquino, ainda sim, alguém pode não se dar por satisfeito quanto a calça ser de uso dos homens,...


Vamos a parte prática! 

Imagine - apenas imagine tá povo de DEUS, no caso para as mulheres casadas - o seu marido usando saia. Entrando pela porta da frente de sua casa após o dia inteiro de trabalho. Pode uma coisa dessa?

Claro que não! Ora se a concepção da saia está tão bem definida em nosso imaginário, como vestuário exclusivo da mulher, assim também é verdadeiro, acreditar que a calça é uma peça exclusiva de uso dos homens.

"Ah,... mas isso mudou desde a década de 60, quando as mulheres passaram a usar a calça no seu vestuário." Mudou - é verdade.

Mas lhe pergunto: por acaso mudou a Lei de DEUS? NÃO.






Voltando ao assunto da calça legging, fui pesquisar sobre elas e olhem o que encontrei.

#Os objetos, sozinhos, são simples objetos. É quando estão no corpo de uma mulher que se tornam uma arma.  [...]
— O homem é mais visual, costuma olhar e fantasiar. — diz a sexóloga e psicóloga Lucimar Secches, que tem consultório em Florianópolis e São Paulo.
Retirado do artigo: Fetiche: como certos objetos, no corpo feminino, ganham outro sentido e atiçam - jornal Zero Hora - escrito por MAURÍCIO FRIGHETTO.


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Rapaz faz teste da "legging" e comprova assédio 

Com a calça justa, o norte-americano Yousef Saleh Erakat resolveu saber como é difícil ser mulher. Veja o que aconteceu!
Do R7

O tema do assédio nas ruas, enfrentado diariamente por mulheres no mundo todo, só esquenta. Para quem ainda não entende o quanto é difícil ser uma garota e sair às ruas vestindo a roupa que bem entende, o vídeo realizado pelo norte-americano Yousef Saleh Erakat, do canal Fousey Tube, ajuda a compreender o que acontece quando uma a peça de roupa escolhida é uma le
gging. "Uma amiga minha falou que eu não tinha ideia de como era difícil ser uma garota, e disse que quando ela usa calça legging todo mundo fica olhando para a bunda dela. Por isso, hoje resolvi usar uma calça legging para entender quão difícil é ser mulher", explica ele. Yousef Saleh Erakat vestiu uma legging preta e ficou em um estacionamento de supermercado, com o corpo dentro do porta-malas do carro, tornando-se alvo fácil do assédio masculino.
fonte: http://entretenimento.r7.com/mulher/moda-e-beleza

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Não à toa que escreve sobre isso Santo Afonso Maria de Ligório:

Santo Agostinho diz: “Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência”. Se Eva não tivesse olhado para o fruto proibido, não teria pecado; ela, porém, achou gosto em contemplá-lo, parecendo-lhe bom e belo; apanhou-o então, e fez-se culpada da desobediência.


Na carta de São Tiago 1

Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém.
Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia.

A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados.



Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas
Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!
See more at: http://www.lepanto.com.br/catolicismo/leitura-espiritual/fuga-das-ocasioes-de-pecado-um-dos-mais-graves-deveres-da-vida-espiritual/#sthash.E9685xRq.dpuf










Livro sobre a necessidade espiritual de preservar o seu corpo: templo do Espírito Santo

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Manual sobre a fé, a esperança e a caridade - Santo Agostinho



Por volta de 421 Agostinho escreveu o Enchiridion de fide, spe et caritate (Manual sobre a fé, a esperança e a caridade) ao seu amigo Lourenço, e apresentou algumas inquietações práticas: quais as verdades que o cristão deve crer e as heresias que precisa evitar?

Em que medida a razão pode intervir a favor da religião? O que foge ao seu alcance? O que deve ocupar o primeiro e o que deve ocupar o último lugar no ensinamento e na vida cristã? Qual o fundamento seguro e autêntico da fé católica (Ench.1.4)?

A virtude não é meta em si mesma, é caminho para a verdadeira felicidade humana que é a visão de Deus (Ench. 1.5). Caminho virtuoso que a razão sozinha não consegue percorrer, mas que iluminada pela Sabedoria divina, assume o compromisso de sustentar o cristão nesta vivência (Ench. 1, 4). Está de acordo com o pensamento agostiniano a distinção entre as virtudes naturais e as assim chamadas virtudes infusas ou teologais. As primeiras são derivadas da experiência e da razão, se referem a um bem finito, às quais o homem pode chegar pelos princípios de sua natureza. As segundas referem-se à felicidade ou a bem-aventurança que excede a natureza do homem, as quais ele pode chegar somente pela graça divina (Ench. 1.4). Chamamos de teologais as virtudes da fé, esperança e caridade porque tem origem no próprio Deus que as infunde (dom absoluto), possuem Deus como objeto e fim, e se referem à sua veneração. Por elas somos ordenados a Ele (Ench. 1.3).

Virtude da Fé Deus amavelmente vem ao encontro do ser humano para salvá-lo e doa a fé para que ele possa aceitar a verdade salvadora. Agostinho salienta o aspecto gratuito da fé, que é dom, é graça, é fruto da bondade de Deus que não abandonou o gênero humano na perdição do pecado, mas que na sua misericórdia propõe a salvação (Ench. 8.27).

Nos escritos de Agostinho o substantivo fé e o verbo crer são utilizados como termos equivalentes. A fé é uma virtude sobrenatural (Ench. 1.6), um dom (Ench. 9.31) através da qual o ser humano, sob a autoridade divina, aceita livremente (Ench. 9.32) a verdade salvadora revelada por Deus em Jesus Cristo (Ench. 1.5). Verdade que vem testemunhada pela Sagrada Escritura e pela Igreja (Ench. 15.56). Crer é assentir à verdade da revelação acolhendo o mistério de Deus (Ench. 7, 20).

Degeneração pelo pecado 

Toda a criatura em si mesma é boa. A bondade de Deus é a causa do bem (Ench. 3.10; 8.23). O mal é privação do bem, é causado pela vontade do homem ferida pelo pecado, vontade de um bem mutável que abandona um bem imutável (Ench. 8.23). Na linguagem do nosso autor o mal é corrupção do bem (Ench. 3.11-12).

O ser enquanto tal é um bem e o mal é corrupção do ser. Deus não é nem direta nem indiretamente causa do mal. Ele é autor da natureza humana que é boa, é autor do homem e não do mal presente neste e por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir nas suas obras se não fosse poderoso o suficiente para fazer resultar o bem do próprio mal (Ench. 3.11). A verdadeira liberdade interior é alcançada quando conseguimos libertarmo-nos do mal que está dentro de nós.  

Regeneração em Cristo Jesus

No centro da reflexão sobre o pecado, Agostinho apresenta o mistério redentor de Cristo (Ench. 10.33) e, portanto, da graça e da misericórdia divina. Deus na sua justiça poderia abandonar o gênero humano, que por sua vez abandonou os Seus ensinamentos, profanando a imagem do seu Autor. Mas Deus não é só justo, é também misericordioso e faz uso da sua misericórdia liberando quem não merece (Ench. 9.27). Deus se abaixou e exaltou o gênero humano11.

Desde o momento em que o ser humano rompeu o relacionamento primeiro com Deus através do pecado, teve a necessidade de um mediador. Esse é Cristo, Filho de Deus, Deus e homem. Enquanto Adão introduziu o pecado no mundo, Cristo, único mediador, cancelou não só aquele pecado, mas todos aqueles que se lhe acrescentaram. Por isso mesmo que a profissão de fé do cristão contempla a remissão dos pecados. Sem essa remissão não seria possível nenhuma esperança para a vida futura e para a libertação eterna

A Virtude da Caridade

Graças à fé é que podemos amar a Deus no qual acreditamos. É por meio dela que vêem operadas nossas boas obras (Ef 2, 8-9). Fé que age através da caridade (Gl 5, 6) e que não pode existir sem a esperança (Ench. 2.8). As três virtudes estão intimamente unidas, mas é a caridade, segundo o apóstolo Paulo, a exercer a primazia (1Cor 13). Quem não ama crê inutilmente, ainda se o que crê seja verdadeiro. E inutilmente espera, ainda se as coisas que espera dizem respeito à verdadeira felicidade. Mas quem ama retamente, crê e espera retamente.29

A caridade é a realização da vida cristã. Todos os mandamentos divinos a ela fazem referência (Ench. 32.121). Agostinho usa os termos amor e caridade como sinônimos. O amor é força da alma e da vida. É ele que a determina no sentido bom ou ruim, segundo o objeto que se ama. Amor é uma vida que combina o amante e o objeto amado. É movimento, uma inclinação, uma tendência que nos impulsiona a sair de nós mesmos, do nosso mundo em direção ao amado. Daí a importância do amor a Deus, a nós e ao próximo.

São esses os “objetos” que devem ser amados. O amor está no centro da vida cristã e a identifica. Assim como a fé e a esperança, o amor é dom de Deus, que dota a vontade humana de uma aspiração divina. Nosso amor deve ser inspirado pelo amor divino e refletido em nossos atos concretos. Amamos com o amor divino derramado em nossos corações (Rm 5, 5). A salvação depende da fé que opera pela caridade (Gl 5, 6).

E se, ao contrário, opera o mal, se permanece no pecado, é uma fé morta, que não poderá salvá- lo (Tg 2, 14. 17). Não basta ser cristão, é preciso operar o bem.30 Afinal, se Cristo ocupa o lugar central no coração do homem, de modo que nenhum outro fundamento venha anteposto, então ele estará pronto a superar, mesmo com sacrifícios (provado pelo fogo), as obras más (Ench. 18.68) e abraçar uma vida cristã digna desse nome.

Se em Cristo, Deus amavelmente vem ao encontro do ser humano que está nas trevas para redimi-lo, esse deve como resposta, deixar que o amor de Deus possa guiar o seu coração movendo-o ao dom do serviço. Sua vida muda e centraliza-se na caridade. Um amor que não impõe limites, mas estende-se aos inimigos (MT 5,44). Um jeito de amar próprio de quem é filho de Deus e orienta o espírito para essa disposição, graças a uma vida de oração e boas obras (Ench. 19.37).

fonte: http://www.revistamirabilia.com/sites/default/files/pdfs/2010_02_05.pdf

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Nota: este é um pequeno e humilde resumo de um trabalho sobre o  Enchiridion de fide, spe et caritate; não tem a pretensão de resumir o mesmo e sim, apresentar de uma forma agradável ao leitor do blog, pincelando os principais tópicos.
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Para ler outro livro de Santo Agostinho:

http://portalconservador.com/livros/Santo-Agostinho-Soliloquios-e-A-Vida-Feliz.pdf

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Oração, extraída das Confissões de Santo Agostinho, X Livro, 38.