quarta-feira, 26 de junho de 2013
A Graça e a Justificação
Escrito por Leandro Martins de Jesus
A primeira obra da graça que é operada pelo Espírito Santo é a conversão que realiza por sua vez a justificação (2), pela ação da graça o homem se volta para Deus se afastando do pecado e acolhendo o perdão e a justiça do alto. Segundo o ensino do Concílio de Trento, "a justificação comporta a remissão dos pecados, a santificação e a renovação do homem interior." (cf. DS 1528; CIC § 1989).
A justificação não é merecimento humano, mas fruto da misericórdia de Deus, que foi merecida aos homens pela Paixão de Cristo, que se ofereceu livremente na Cruz como Hóstia Viva, Santa e Agradável, cujo Sangue foi instrumento de propiciação pelos pecados da humanidade (3). Com a justificação se estabelece a colaboração entre a graça de Deus e a liberdade do homem, ao passo que o homem se aproxima pela fé à palavra de Deus (4), que convida a este à conversão. Santo Agostinho dar a entender que a justificação é a " obra mais excelente do amor de Deus", com o seguinte argumento: "a justificação do ímpio é uma obra maior que a criação dos céus e da terra", pois "os céus e a terra passarão, ao passo que a salvação e a justificação dos eleitos permanecerão para sempre" . (Cf. Sto. Agostinho, in. Johannis Evangelium tractatus, 72,3 apud CIC §1994).
II – A Graça
Uma vez que a justificação do homem é fruto da graça de Deus, cabe perguntamos o que é a graça? E o Catecismo da Igreja Católica responde sem falhas: "A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna."(cf. CIC § 1996).
Assim sendo, a graça nada mais é do que o auxílio de Deus para que o homem possa responder positivamente ao Seu chamado. Deve-se ter em conta, que a graça é dom gratuito que Deus concede ao homem pelo Espírito Santo no Sacramento do Batismo, trata-se do que a Igreja denomina de "graça santificante ou deificante",que agindo no homem é a fonte da santificação.
A graça santificante é um dom habitual (uma disposição estável e sobrenatural ) que prepara o homem para viver segundo os desígnios de Deus, é preciso que se distinga a graça habitual (5) das graças atuais (6), que são intervenções divinas na vida do homem, no decorrer da obra de sua santificação.
A própria preparação do homem para acolher a graça de Deus já é obra da graça, dada a necessidade de suscitar e manter a colaboração do homem em sua própria santificação, cooperando com a graça. Por isso ensina Santo Agostinho: "Sem dúvida, operamos também nós, mas o fazemos cooperando com Deus, que opera predispondo-nos com a sua misericórdia. E o faz para nos curar, e nos acompanhará para que, quando já curados, sejamos vivificados; predispõe-nos para que sejamos chamados e acompanha-nos para que sejamos glorificados; predispõe-nos para que vivamos segundo a piedade e segue-nos para que, com Ele, vivamos para todo o sempre, pois sem Ele nada podemos fazer." (cf. Sto. Agostinho in, De natura et gratia, 31,35 apud CIC §2001).
Deus age de forma livre, concedendo a graça, e a resposta do homem também deve ser livre, pois "a alma só pode entrar livremente na comunhão do amor". (CIC § 2002).
Sendo a graça de Deus, dom que nos justifica e santifica, compreende também os dons do Espírito Santo (7) que atuando em na vida do homem o ajuda a colaborar na salvação dos outros homens, bem como com o crescimento da Igreja, Corpo de Cristo. São graças sacramentais, dons próprios de cada Sacramento, dos canais da graça de Deus a atingir o homem por meio da Igreja. Existem também as graças especiais, os carismas, que ás vezes são extraordinários, de aceitar uma mensagem autêntica de DEUS em seu coração, que se ordenam à graça santificante tendo como meta o bem comum da Igreja. Outro exemplo de graças especiais são as graças de estado "que acompanham o exercício das responsabilidades da vida cristã e dos ministérios no seio da Igreja: Tendo, porém, dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, aquele que tem o dom da profecia, que o exerça segundo a proporção de nossa fé; aquele que tem o dom do serviço, que o exerça servindo; quem tem o dom do ensino, ensinando; quem tem o dom da exortação, exortando. Aquele que distribui seus bens, que o faça com simplicidade; aquele que preside, com diligência; aquele que exerce misericórdia, com alegria (Rm 12,6-8)." (cf. CIC § 2004) .
A graça de Deus só pode ser conhecida pela Fé, visto que é de ordem sobrenatural. Dessa forma, não se pode deduzir por sentimentos se "estamos justificados e salvos" (8), isso compete unicamente à Deus, por outro lado, pelos frutos (cf. 7,20) podemos reconhecer que a graça opera em nós, nos impelindo a buscar sempre a progressão na fé, numa atitude de humildade confiante em Deus.
III – O Mérito.
A palavra "mérito" tem sentido de "retribuição devida" . Em termos jurídicos diante de Deus não há mérito da parte do homem, uma vez que a diferença do homem para Deus é infinita. Deus livremente determinou associar o homem à obra de sua graça (9), fazendo com que o homem participasse na vida cristã, com mérito diante de Deus: "A ação paternal de Deus vem em primeiro lugar por seu impulso, e o livre agir do homem, em segundo lugar, colaborando com Ele, de sorte que os méritos das boas obras devem-ser atribuídos à graça de Deus, primeiramente, e só em segundo lugar ao fiel. O próprio mérito do homem cabe, aliás, a Deus pois suas boas ações procedem, em Cristo, das inspirações do auxilio do Espírito Santo." (cf. CIC § 2008).
Dessa forma, o homem ao se tornar filho adotivo de Deus e partícipe por graça da natureza divina, torna-se co-herdeiro de Cristo, e apto para receber a herança prometida da vida eterna (10). Contudo, deve-se notar que ninguém pode merecer a graça primeira, ou seja, o primeiro passo para a conversão, perdão e justificação é graça de Deus por ação do Espírito Santo, que exige uma resposta do homem, resposta essa que livremente pode ser positiva ou negativa. O homem pode merecer em seguida, por ação do Espírito Santo, outras graças úteis à sua santificação, ao crescimento da graça e da caridade, podendo também ganhar a vida eterna.
"A caridade de Cristo em nós constitui a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus. A graça, unindo-nos a Cristo com amor ativo, assegura a qualidade sobrenatural de nossos atos e, por conseguinte, seu mérito (desses nossos atos) diante de Deus, como também diante dos homens. Os santos sempre tiveram viva consciência de que seus méritos eram pura graça.
"Após o exílio terrestre, espero ir deleitar-me de vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o céu, quero trabalhar somente por vosso amor. (...). Ao entardecer desta vida, comparecerei diante de vós com as mãos vazias, pois não vos peço, Senhor, que contabilizeis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas a vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me de vossa própria justiça e receber de vosso amor a posse eterna de vós mesmo..." (Sta. Teresa do Menino Jesus, Oferta)." (cf. CIC§ 2011)
IV – A santidade cristã.
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." (cf. Lúmen Gentium, 40). "Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48)
O homem novo envolto pela graça de Deus tende a buscar a perfeição, que é meta de vida para o cristão. O progresso espiritual torna o homem mais íntimo de Cristo, que o busca por meio dos Sacramentos, notadamente a Santa Eucaristia. É de se notar que o caminho da perfeição invariavelmente passa pela cruz, uma vez que "não existe santidade sem renuncia e sem combate espiritual" (11), levando à ascese e mortificação das paixões desregradas, fazendo com que gradativamente o homem possa viver segundo a paz e alegria dos bem aventurados, conforme demonstra São Gregório de Nissa quando afirma que: "Aquele que vai subindo jamais cessa de progredir de começo em começo, por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece" (cf. S. Gregório de Nissa in, Homilia in Canticum , 8 apud CIC § 2015).
A perseverança final e a recompensa de Deus (a salvação), é o que pela fé, esperam os filhos da Santa Igreja Católica, cooperando com boas obras realizadas pela graça em comunhão com Jesus Cristo (12). Os fiéis cristãos partilham a feliz esperança de serem reunidos na cidade Santa, a nova Jerusalém que descerá do céu junto a Deus (cf. Ap 21,2).
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mt 16,24).
Itapetinga, Ba, 13 de setembro de 2007, dia de São João Crisóstomo (349 - † 407), Doutor da Igreja.
In caritate Christi,
Leandro Martins de Jesus
NOTAS:
([1] ) - Pedagogo/UESB, 3º ano do Curso de Teologia para Leigos (Vicariato S.João). \n O endere%C3%A7o de e-mail address est%C3%A1 sendo protegido de spambots. Voc%C3%AA precisa ativar o JavaScript enabled para v%C3%AA-lo. '>
(2) - "Arrependei-vos (convertei-vos), porque está próximo o Reino dos Céus" (Mt 4,17)
(3) - Cf. Catecismo da Igreja Católica § 1992; cf. Fl 2,6-11.
(4) - No caso do Batismo das crianças, as mesmas são conduzidas pela Fé dos pais e padrinhos, até a confirmação da própria Fé, na idade da razão. (nota do autor).
(5) - "Disposição permanente para viver e agir conforme o chamado divino" (cf. Catecismo da Igreja Católica § 2000).
(6) - "Designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra da santificação". (cf. Catecismo da Igreja Católica § 2000.)
(7) - Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus (cf. CIC 1830 a 1832).
(8) - Cf. Concílio de Tento. DS 1533-1534.
(9) - Notadamente se observa tal desígnio pela obra da Encarnação do Verbo, assumindo a natureza humana para salva-la. (nota do autor)
(10) - Cf. CIC § 2009-2010.
(11) - Cf. CIC § 2015, II Tm 4.
(12) - Cf. Concílio de Trento.
nota: retirado do texto original, a referência ao 'dom das línguas', cuja falácia o Apóstolo São Paulo esclarece sobre isso na carta aos I Coríntios cap 14, 6 - 9.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
DDD - discagem direta a DEUS
"Assim como a operadora precisa do telefone...
assim são os Santos, diante de DEUS."
Pergunta — Poderia explicar o papel dos santos na oração? Que acontece quando rezamos aos santos? Quais são as orações que todo católico deveria fazer diariamente?
Resposta — A pergunta é oportuna para tratarmos de um tema mais necessário do que nunca e sobre o qual precisamos ter ideias muito claras. Tanto mais por vivermos num mundo em que a fé vai minguando a ponto de poder ser comparada a uma grama rala e escassa, num terreno seco e árido.
Para quem não tem fé, a oração entra na lista das coisas inúteis e sem sentido. Aliás, para muitos, sem nenhum sentido. Estamos na era de um avanço tecnológico assombroso posto ao alcance de todos, desde a mais tenra idade. Até crianças de menos de dois anos chegam a agarrar o smartphone de algum irmãozinho mais velho, e deslizam o polegar sobre a telinha, procurando imitá-lo. A pequenina vê os irmãos falarem com seus (ou suas) coleguinhas de escola através daquele aparelho e forma imediatamente a noção de que esse objeto transmite a voz deles para outras crianças que estão não se sabe onde. De qualquer modo, ela vê que o tal aparelhinho faz essa conexão “mágica”.
Diante desse fato, que se tornou banal hoje em dia, o adulto, que não vive mais no embalo dos sonhos de infância, pode se perguntar: para os homens se comunicarem entre si, a ciência e a tecnologia colocaram à nossa disposição vários meios; mas para eu me comunicar com Deus, que instrumento usar? Não há nenhum instrumento humano! Nada há neste mundo que possa estabelecer minha comunicação com Deus!
Para responder à pergunta do consulente, que versa sobre a questão específica da oração aos santos, convém esclarecer primeiro como se faz a oração dirigida diretamente a Deus.
Como pode o homem comunicar-se com Deus?
Ora, numa definição muito simples, a oração consiste precisamente em falar com Deus! Definição essa que tem a chancela de um grande Doutor da Igreja. Segundo Santo Tomás de Aquino, a oração é a elevação da mente a Deus: elevatio mentis apud Deum. Portanto, uma elevação de minha alma, que é espírito, até Deus, que é puro espírito.
Obviamente, para realizar essa operação, não existe nenhum smartphone espiritual. Colocado diante da definição de Santo Tomás, e tendo em mente os avanços da ciência, talvez alguém levante a hipótese abstrusa de que nosso cérebro possa emitir algum tipo de onda ou feixe de partículas eletromagnéticas que transmitam até Deus nossa oração. Tanto mais quanto nossa atividade mental — intelectiva ou volitiva — deve, de alguma maneira, repercutir nos elementos constitutivos de nosso cérebro. Aliás, a literatura médica apresenta como certo que idosos com atividade intelectual intensa estão menos sujeitos a certos tipos de degenerescência cerebral. Portanto, nossa oração exclusivamente mental produz repercussões físicas e biológicas benéficas em nosso próprio cérebro.
Voltando ao tema que nos ocupa, o dado mais relevante a ter em consideração é que um dos elementos envolvidos nessa comunicação espiritual é um Ser infinito. Então, se procurarmos no homem que faculdades ele tem para comunicar-se com a infinitude de Deus, a resposta pareceria negativa, porque o finito não pode atingir o infinito! Mas a resposta deve ser procurada do outro lado, isto é, do lado de Deus: como pode Deus colocar-se ao alcance do homem para ouvir o que ele tem a dizer-Lhe?
Então, a solução do problema fica muito fácil. Aprendemos no Catecismo que todos os atributos divinos são infinitos. Assim como Ele é onipotente — tudo pode fazer e criou o mundo do nada — também é onisciente, isto é, conhece tudo o que se passa no universo, inclusive os anseios mais íntimos e secretos do coração humano. Basta, portanto, formularmos em nosso coração um desejo ou pensamento que Deus imediatamente toma conhecimento dele. Para falarmos com os grandes deste mundo, precisamos pedir audiência (que não nos será concedida sem os devidos apadrinhamentos...). Mas para falar com Deus, o atendimento é instantâneo, a qualquer hora do dia ou da noite. Que grande honra e felicidade sermos atendidos na hora, pelo Senhor e Criador do Universo!
Os santos veem em Deus as orações que lhes dirigimos
A oração dirigida diretamente a Deus fica assim explicada. E as orações que a Ele dirigimos através de Nossa Senhora e dos santos? É claro que estes não têm uma visão direta do coração humano como Deus tem. Mas Deus quis associá-los na suprema tarefa da salvação das almas. Sobretudo Maria Santíssima, sua Mãe Imaculada, a quem Ele constituiu como Medianeira de todas as graças.
As coisas então se passam assim: a alma faz uma oração, digamos a Santo Antonio, fazendo determinado pedido; em sua contínua contemplação de Deus, Nossa Senhora e o santo invocado veem que aquela pessoa suplica sua intercessão para a obtenção de determinada graça; Nossa Senhora, constituída como tesoureira dos méritos de Jesus Cristo, obtém de Deus a concessão daquela graça; e Deus então atende ao pedido daquela alma, associando os méritos de Santo Antonio aos méritos de Jesus Cristo. No fim do processo, a alma tem a sensação verdadeira de que obteve a graça pela intercessão de Santo Antonio. Tudo muito justo, autêntico e razoável.
A objeção protestante de que os méritos dos santos de nada nos valem perante Deus não leva em conta que eles valem muito, por estarem associados aos méritos de Jesus Cristo, que são o fundamento absoluto de todas as graças concedidas aos homens. O papel de Nossa Senhora, como Medianeira de todas as graças, fica também devidamente realçado. Máxime se tivermos em vista seu título de Co-Redentora, ainda não proclamado, mas cujo fundamento teológico é defendido por mariólogos de peso.
Suponho que seja exatamente esse o esclarecimento que o missivista pedia em sua pergunta: “Que acontece quando rezamos aos santos?”.
Que orações fazer? Que graças pedir?
O missivista pergunta, por fim, que orações deve fazer diariamente. Aí é melhor deixar ao critério do próprio interessado. Vale um princípio geral: reze aquelas orações que mais lhe tocam o coração. As quais, aliás, podem variar de acordo com as disposições de alma no momento em que a pessoa se encontra. [se possível de joelhos e com sua roupa correta. Homem com calça e camisa e mulher de vestido ou saia; ambos de preferência - abaixo dos joelhos]
Não obstante, nunca o fiel deve deixar de fazer a oração da manhã, ao levantar, e a oração da noite, antes de dormir. Um bom católico nunca deixará de rezar o terço diariamente, e se possível o Rosário inteiro (4 terços). A oração do Angelus ao meio-dia e às seis horas da tarde costuma fazer parte do rol diário de orações.
Mas há uma prática que não poderia deixar de ser destacada: o oferecimento das ações e sofrimentos do dia segundo as intenções do apostolado do Sagrado Coração de Jesus, largamente difundido nas associações religiosas arraigadas na Igreja antes do Concílio Vaticano II.
assim são os Santos, diante de DEUS."
Pergunta — Poderia explicar o papel dos santos na oração? Que acontece quando rezamos aos santos? Quais são as orações que todo católico deveria fazer diariamente?
Resposta — A pergunta é oportuna para tratarmos de um tema mais necessário do que nunca e sobre o qual precisamos ter ideias muito claras. Tanto mais por vivermos num mundo em que a fé vai minguando a ponto de poder ser comparada a uma grama rala e escassa, num terreno seco e árido.
Para quem não tem fé, a oração entra na lista das coisas inúteis e sem sentido. Aliás, para muitos, sem nenhum sentido. Estamos na era de um avanço tecnológico assombroso posto ao alcance de todos, desde a mais tenra idade. Até crianças de menos de dois anos chegam a agarrar o smartphone de algum irmãozinho mais velho, e deslizam o polegar sobre a telinha, procurando imitá-lo. A pequenina vê os irmãos falarem com seus (ou suas) coleguinhas de escola através daquele aparelho e forma imediatamente a noção de que esse objeto transmite a voz deles para outras crianças que estão não se sabe onde. De qualquer modo, ela vê que o tal aparelhinho faz essa conexão “mágica”.
Diante desse fato, que se tornou banal hoje em dia, o adulto, que não vive mais no embalo dos sonhos de infância, pode se perguntar: para os homens se comunicarem entre si, a ciência e a tecnologia colocaram à nossa disposição vários meios; mas para eu me comunicar com Deus, que instrumento usar? Não há nenhum instrumento humano! Nada há neste mundo que possa estabelecer minha comunicação com Deus!
Para responder à pergunta do consulente, que versa sobre a questão específica da oração aos santos, convém esclarecer primeiro como se faz a oração dirigida diretamente a Deus.
Como pode o homem comunicar-se com Deus?
Ora, numa definição muito simples, a oração consiste precisamente em falar com Deus! Definição essa que tem a chancela de um grande Doutor da Igreja. Segundo Santo Tomás de Aquino, a oração é a elevação da mente a Deus: elevatio mentis apud Deum. Portanto, uma elevação de minha alma, que é espírito, até Deus, que é puro espírito.
Obviamente, para realizar essa operação, não existe nenhum smartphone espiritual. Colocado diante da definição de Santo Tomás, e tendo em mente os avanços da ciência, talvez alguém levante a hipótese abstrusa de que nosso cérebro possa emitir algum tipo de onda ou feixe de partículas eletromagnéticas que transmitam até Deus nossa oração. Tanto mais quanto nossa atividade mental — intelectiva ou volitiva — deve, de alguma maneira, repercutir nos elementos constitutivos de nosso cérebro. Aliás, a literatura médica apresenta como certo que idosos com atividade intelectual intensa estão menos sujeitos a certos tipos de degenerescência cerebral. Portanto, nossa oração exclusivamente mental produz repercussões físicas e biológicas benéficas em nosso próprio cérebro.
Voltando ao tema que nos ocupa, o dado mais relevante a ter em consideração é que um dos elementos envolvidos nessa comunicação espiritual é um Ser infinito. Então, se procurarmos no homem que faculdades ele tem para comunicar-se com a infinitude de Deus, a resposta pareceria negativa, porque o finito não pode atingir o infinito! Mas a resposta deve ser procurada do outro lado, isto é, do lado de Deus: como pode Deus colocar-se ao alcance do homem para ouvir o que ele tem a dizer-Lhe?
Então, a solução do problema fica muito fácil. Aprendemos no Catecismo que todos os atributos divinos são infinitos. Assim como Ele é onipotente — tudo pode fazer e criou o mundo do nada — também é onisciente, isto é, conhece tudo o que se passa no universo, inclusive os anseios mais íntimos e secretos do coração humano. Basta, portanto, formularmos em nosso coração um desejo ou pensamento que Deus imediatamente toma conhecimento dele. Para falarmos com os grandes deste mundo, precisamos pedir audiência (que não nos será concedida sem os devidos apadrinhamentos...). Mas para falar com Deus, o atendimento é instantâneo, a qualquer hora do dia ou da noite. Que grande honra e felicidade sermos atendidos na hora, pelo Senhor e Criador do Universo!
Os santos veem em Deus as orações que lhes dirigimos
A oração dirigida diretamente a Deus fica assim explicada. E as orações que a Ele dirigimos através de Nossa Senhora e dos santos? É claro que estes não têm uma visão direta do coração humano como Deus tem. Mas Deus quis associá-los na suprema tarefa da salvação das almas. Sobretudo Maria Santíssima, sua Mãe Imaculada, a quem Ele constituiu como Medianeira de todas as graças.
As coisas então se passam assim: a alma faz uma oração, digamos a Santo Antonio, fazendo determinado pedido; em sua contínua contemplação de Deus, Nossa Senhora e o santo invocado veem que aquela pessoa suplica sua intercessão para a obtenção de determinada graça; Nossa Senhora, constituída como tesoureira dos méritos de Jesus Cristo, obtém de Deus a concessão daquela graça; e Deus então atende ao pedido daquela alma, associando os méritos de Santo Antonio aos méritos de Jesus Cristo. No fim do processo, a alma tem a sensação verdadeira de que obteve a graça pela intercessão de Santo Antonio. Tudo muito justo, autêntico e razoável.
A objeção protestante de que os méritos dos santos de nada nos valem perante Deus não leva em conta que eles valem muito, por estarem associados aos méritos de Jesus Cristo, que são o fundamento absoluto de todas as graças concedidas aos homens. O papel de Nossa Senhora, como Medianeira de todas as graças, fica também devidamente realçado. Máxime se tivermos em vista seu título de Co-Redentora, ainda não proclamado, mas cujo fundamento teológico é defendido por mariólogos de peso.
Suponho que seja exatamente esse o esclarecimento que o missivista pedia em sua pergunta: “Que acontece quando rezamos aos santos?”.
Que orações fazer? Que graças pedir?
O missivista pergunta, por fim, que orações deve fazer diariamente. Aí é melhor deixar ao critério do próprio interessado. Vale um princípio geral: reze aquelas orações que mais lhe tocam o coração. As quais, aliás, podem variar de acordo com as disposições de alma no momento em que a pessoa se encontra. [se possível de joelhos e com sua roupa correta. Homem com calça e camisa e mulher de vestido ou saia; ambos de preferência - abaixo dos joelhos]
Não obstante, nunca o fiel deve deixar de fazer a oração da manhã, ao levantar, e a oração da noite, antes de dormir. Um bom católico nunca deixará de rezar o terço diariamente, e se possível o Rosário inteiro (4 terços). A oração do Angelus ao meio-dia e às seis horas da tarde costuma fazer parte do rol diário de orações.
Mas há uma prática que não poderia deixar de ser destacada: o oferecimento das ações e sofrimentos do dia segundo as intenções do apostolado do Sagrado Coração de Jesus, largamente difundido nas associações religiosas arraigadas na Igreja antes do Concílio Vaticano II.
Se bem que, em seguida ao Concílio, essas associações tenham sido postas de lado, combatidas como antiquadas, e mesmo fechadas em consequência de uma mal entendida participação dos fieis no Santo Sacrifício da Missa — que dispensaria as devoções tradicionais — o oferecimento do dia permaneceu como prática normal de um certo número de católicos. Conviria revalorizá-lo.

Mas a dessacralização e a laicização do mundo avançaram muito nos últimos 50 anos. Seria bom — e a nosso ver, mesmo necessário — que nas intenções do oferecimento do dia fosse incluída a eliminação do laicismo e a restauração da civilização cristã. Sem isso, não haverá a reevangelização do mundo, tão preconizada pelos últimos Pontífices; a semente do Evangelho seria lançada em terreno árido e pedregoso, e se chegasse a brotar, logo se extinguiria, segundo a célebre parábola do semeador de que falou Nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Mt 13,5-6; Mc 4,5-6; Lc 8,6).
Assim, tomo a iniciativa de propor a seguinte fórmula, que sugiro aos leitores, submetendo-a, porém, respeitosamente, à autoridade eclesiástica competente:
Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações, obras, sofrimentos, más surpresas e decepções deste dia, em reparação de nossas ofensas, e por todas as intenções pelas quais Vós Vos imolais continuamente sobre o Altar. Eu Vo-los ofereço muito especialmente pela restauração da civilização cristã, e sua extensão em todo o mundo, com o cumprimento das promessas de Nossa Senhora em Fátima, em particular a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria ali anunciado.
Mas a dessacralização e a laicização do mundo avançaram muito nos últimos 50 anos. Seria bom — e a nosso ver, mesmo necessário — que nas intenções do oferecimento do dia fosse incluída a eliminação do laicismo e a restauração da civilização cristã. Sem isso, não haverá a reevangelização do mundo, tão preconizada pelos últimos Pontífices; a semente do Evangelho seria lançada em terreno árido e pedregoso, e se chegasse a brotar, logo se extinguiria, segundo a célebre parábola do semeador de que falou Nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Mt 13,5-6; Mc 4,5-6; Lc 8,6).
Assim, tomo a iniciativa de propor a seguinte fórmula, que sugiro aos leitores, submetendo-a, porém, respeitosamente, à autoridade eclesiástica competente:
Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações, obras, sofrimentos, más surpresas e decepções deste dia, em reparação de nossas ofensas, e por todas as intenções pelas quais Vós Vos imolais continuamente sobre o Altar. Eu Vo-los ofereço muito especialmente pela restauração da civilização cristã, e sua extensão em todo o mundo, com o cumprimento das promessas de Nossa Senhora em Fátima, em particular a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria ali anunciado.
fonte revista Catolicismo.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
QUANDO OS LEIGOS SUSTENTAM A IGREJA
Cardeal Newman
(Trecho de artigo publicado em The Rambler, julho de 1859, citado por Hugues Keraly, Présence d’Arius, Paris, D. M. M., 1981)
É bastante notável que, embora falando historicamente o século IV seja a época dos doutores, aquele que foi iluminado por santos como Atanásio, Hilário, os dois Gregórios, Basílio, Crisóstomo, Ambrósio, Jerônimo e Agostinho (tendo sido bispos todos esses santos, com uma única exceção), contudo, nessa mesma época, tenham sido os leigos que mantiveram a tradição divina confiada à Igreja.
Efetivamente, isso exige alguma explicação: dizendo isso, não nego evidentemente que, em sua expressiva maioria, os bispos tenham sido ortodoxos, no mais íntimo de sua fé; tampouco nego que tenha havido membros do clero para assistir os leigos e servir-lhes de guia e fonte de inspiração; nem desconheço que os leigos tenham recebido certamente a fé, em primeira mão, dos bispos e do clero; não nego que haja entre os leigos alguns ignorantes e que outros se tenham corrompido por pregadores arianos, os quais conseguiram apoderar-se das sedes episcopais e ordenar sacerdotes heréticos. No entanto, persisto em dizer que, nessa época de imensa confusão, o dogma divinamente revelado da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, afirmado e mantido e, falando humanamente, preservado muito mais pela Ecclesia docta do que pela Ecclesia docens; que o corpo dos bispos foi infiel à sua missão, ao passo que os leigos permaneceram fiéis ao seu batismo; que ora o Papa, ora uma sede patriarcal, metropolitana ou outras sedes importantes, ora concílios gerais disseram o que jamais deveriam ter dito, ou realizaram atos que obscureceram ou puseram em perigo a verdade revelada. Entrementes, foi o povo cristão que, sob a orientação da Providência, constituiu a força cristã de Atanásio, de Eusébio, de Verceil e de outros confessores solitários da fé, que sem esse povo não teriam resistido [...]. Digo que houve suspensão temporária das funções da Ecclesia docens. O conjunto dos bispos foi infiel ao dever de confessar sua fé.
Vejo, pois, na história do arianismo, um rematado exemplo de situação da Igreja durante a qual, se quisermos discernir onde está a Tradição apostólica, é aos fiéis que devemos recorrer.
[...]
O Cardeal John Henry Newman nasceu em 1801, foi admitido pela Igreja Católica em 9 de outubro de 1845, ordenado sacerdote católico (era sacerdote anglicano) em 1 de junho de 1847, em Roma. Celebrou sua primeira Missa em 5 de junho de 1847. Liderou o Movimento de Oxford que procurava as raízes católicas da fé na Inglaterra. Foi criado cardeal em 12 de maio de 1879.
# em tempo-> 25 de abril de 2008:
Jornal Birmingham Mail informou da curação milagrosa de um diácono em Boston, de uma doença da coluna vertebral que lhe impedia de caminhar, e que foi atribuída ao servo de Deus Cardeal John Henry Newman. Este fato permitirá a beatificação que está prevista para fim de ano.
* * *
Nós como leigos podemos divulgar as Mensagens do profeta Pedro II (Bento da Conceição)?
Uma vez que, como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que sem ela o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito. Nº 900 pág. 258.
obs.: retirado do Catecismo da Igreja Católica, edições Loyola, São Paulo, ano 2000
Essas notas foram aqui retiradas para não tornar a leitura desagradável.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
"É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”
Fonte: GaudiumPress
“É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”. Este axioma precioso e verdadeiro tem sido confirmado ao longo dos 2000 anos da história da Igreja de várias maneiras; por exemplo, através do comportamento dos santos, que são os modelos propostos pela sabedoria da Esposa Mística de Cristo para nossa própria vida.
Com o espírito colocado nesse ponto luminoso da doutrina pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo, consideremos alguns fatos da vida dos santos. Já de início toda a nova doutrina e consequente modo de viver ensinado pelo Divino Mestre no que diz respeito ao relacionamento humano, transforma profundamente a mentalidade do mundo antigo. Que deus da antiguidade chamava seus adoradores de amigos? Ao contrário, os deuses pagãos sempre eram concebidos pelos seus seguidores como seres prepotentes, egoístas e que muitas vezes padeciam das mesmas e diversas paixões desregradas do ser humano, tendo com seus seguidores um trato rude, exigindo-lhes sacrifícios de sangue.
“É pelo amor entre Vós que o mundo conhecerá que sois meus discípulos”.
Quando Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu sobre a terra foi tal a transformação que o mundo sofreu, que, até hoje, se torna difícil fazer uma idéia de como era o mundo antes dEle. Só Ele, o verdadeiro Deus, é que pôde dizer: “Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.” Dando o exemplo mais sublime que se poderia dar, o de um Deus que ama os seus adoradores a ponto de torná-los seus amigos e até irmãos, dar sua própria Mãe para que fosse também Mãe de cada um deles, e até dar sua vida pelos seus adoradores, era compreensível e aceitável que Ele recomendasse como norma de conduta: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”
Esse exemplo divino foi seguido com toda a integridade e brilho por Maria Santíssima. Os evangelistas foram muito comedidos em comentar sua vida, mas sabe-se que a visita a Santa Isabel foi um refulgir do amor de Deus que transbordou do coração de Maria. A intervenção preocupada dEla nas bodas de Caná, livrando os noivos de uma dificuldade, e muitos outros atos de amor ao próximo que terão sido praticados por Ela e dos quais só na eternidade teremos conhecimento, constituem as pegadas douradas deixadas por Ela sobre as de Seu Divino Filho.
Felizmente para nossa edificação, a vida de muitos outros santos que seguiram os passos do Jesus Cristo Nosso Senhor é conhecida em detalhes. Por exemplo, a vida de São Francisco de Assis.
São Francisco de Assis
Conta-se no “Fioretti”, livro com muitos fatinhos da vida do Poverello, que estando ele no início da obra para a qual Deus o havia chamado, chorava tanto durante a oração – por pura compaixão ao considerar os sofrimentos do Divino Redentor – e esta era tão prolongada que, em consequência, ficou quase cego. E um dia foi distrair-se com o irmão Bernardo, seu primeiro discípulo.
Chegado ao local onde este costumava orar, chamou-o por três vezes, sem obter resposta. Um pouco abatido, porque considerou que o Irmão não queria falar-lhe, retirou-se. Estando a caminho de volta, o Senhor lhe revelou que o Ir. Bernardo estava, naquele momento, em alta contemplação conversando com Deus, e que, por isso, não o havia ouvido. S. Francisco voltou então e chamando o Ir. Bernardo confessou humildemente que havia pensado mal dele, pedindo-lhe perdão.
Por seu lado, a admiração que este discípulo manifestava por seu fundador era tão grande que ele nem queria ouvir o pedido de perdão. Mas S. Francisco, radicalmente, ordena-lhe em nome da santa obediência, que, por aquele mal pensamento, o Irmão Bernardo pisasse por três vezes sobre seu pescoço e sua boca dizendo: “Aguenta aí, vilão, filho de Pedro Bernardone, de onde te vem tanta soberba, sendo a mais vil das criaturas?”
Obedecendo da maneira mais delicada possível o Ir. Bernardo executa a ordem. A seguir pede ele a S. Francisco que, por caridade, lhe prometesse algo: que sempre que estivessem juntos o repreendesse e corrigisse asperamente por seus defeitos. S. Francisco, que o tinha por homem muito virtuoso e santo, daí em diante passou a falar com ele o mínimo possível, porque não queria corrigir aquele a quem considerava maior e mais santo que si.
Santa Clara de Assis
Um outro fato muito edificante deu-se entre S. Francisco e Santa Clara. É fato muito conhecido que ela foi atraída à vida religiosa por ele e renunciou a uma situação cômoda no meio das riquezas, para abraçar a vocação franciscana. Apesar de ter sempre palestras e reuniões com S. Francisco para que ficar bem formada no espírito da Ordem, ela manifestava o desejo de, um dia, partilhar uma refeição com seu pai espiritual. Ele, por sua vez, por temor de dar-se a si mesmo esse deleite, sempre o negava.
Seus irmãos e discípulos intecederam a favor dela e instaram que atendesse o pedido da pobre dama, uma vez que ela tinha renunciado a tudo por amor a Deus e era tão santa. S. Francisco, muito cordato, concordou: “Parece-vos que devo concordar? Se vos parece que sim, também a mim parece.” Convidou-a então a almoçar com ele em Santa Maria dos Anjos, a igreja onde ela havia feito seus votos e onde tinha cortado seus cabelos, símbolo de sua entrega total a Deus. No dia combinado, lá foi ela felicíssima, acompanhada de uma irmã.
A pobre refeição foi servida, sentando-se à mesa S. Francisco e Santa Clara, sua irmã e um outro frade. Todos os demais frades da comunidade se aproximaram da mesa para acompanhar a refeição. Tão logo os comensais começaram a falar das coisas de Deus com suavidade, alegria e elevação, eles mesmos e todos os que assistiam foram tomados pela abundância da graça divina e ficaram extasiados em Deus. As pessoas de longe perceberam que a casa e o bosque ao lado pareciam arder em chamas e muitos ali acorreram, temendo que fosse um incêndio. Nada, porém, encontraram que justificasse tanta luz, apenas um conjunto de santos que, com fisionomias alegres e embevecidas, se entretinham num êxtase comum e com isso glorificavam o Senhor.
A consideração desses singelos episódios não nos trazem alívio e consolação? São manifestações de personalidades inocentes, despretensiosas, tão distantes das preocupações do mundo, que já vivem a atmosfera do céu.
Rir-se-á, talvez, algum incrédulo materialista, dizendo: “Quimeras! O mundo não é isso! É preciso trabalhar, ganhar dinheiro, progredir!” E de dentro do quadro medieval, um dos castos personagens poderia lhe perguntar: “Mas, a que preço?” E, se por um segundo o materialista tivesse a consciência reta, resmungaria: “Ao preço de uma escravidão às paixões e vícios por toda a vida, e depois uma eternidade desgraçada, de escravidão ao demônio.”
Por Ângela Tomé.
A consideração desses singelos episódios não nos trazem alívio e consolação? São manifestações de personalidades inocentes, despretensiosas, tão distantes das preocupações do mundo, que já vivem a atmosfera do céu.
Rir-se-á, talvez, algum incrédulo materialista, dizendo: “Quimeras! O mundo não é isso! É preciso trabalhar, ganhar dinheiro, progredir!” E de dentro do quadro medieval, um dos castos personagens poderia lhe perguntar: “Mas, a que preço?” E, se por um segundo o materialista tivesse a consciência reta, resmungaria: “Ao preço de uma escravidão às paixões e vícios por toda a vida, e depois uma eternidade desgraçada, de escravidão ao demônio.”
Por Ângela Tomé.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Labareda solar..., que nada.
A informação é dada como um gigantesco chicote solar;
Especialistas dizem que é outro sinal de que o sol está 'acordando', uma vez que se aproxima de seu máximo solar de 11 anos, que está previsto para o final deste ano.
Cuidado! Nasa divulga imagem impressionante de 'chicotes solares' gigantes com o sol acordando para máximo solar de 11 anos.
A rajada de material solar salta fora do lado esquerdo do sol no que é conhecido como uma erupção destaque. Esta imagem combina três imagens de Dynamics Observatory da NASA Solar capturados em 3 de maio de 2013, às 1:45 pm EDT, assim como uma erupção solar de classe M da mesma região estava diminuindo.
A rajada de material solar salta fora do lado esquerdo do sol no que é conhecido como uma erupção destaque. Esta imagem combina três imagens de Dynamics Observatory da NASA Solar capturados em 3 de maio de 2013, às 1:45 pm EDT, assim como uma erupção solar de classe M da mesma região estava diminuindo.
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Mas para quem tem fé,... é mais uma obra da Misericórdia de DEUS que tenta de tudo para nos avisar que o fim se aproxima e com isso espera a conversão dos pecadores
Arrependam-se e convertam-se, antes que o REI dê o Seu último sinal!
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Parabéns católicos de meia tigela.
Vocês seguiram o plano direitinho.
O PLANO MAÇÔNICO
PARA A DESTRUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA
Normas do grande Mestre da Maçonaria aos Bispos católicos maçons, efetivas desde 1962.
(Posta em dia pelo Vaticano II). Todos os confrades maçons terão que referir sobre os progressos destas decisivas disposições. Reelaboradas em outubro de 1993 como plano progressivo para o passo final. Todos os maçons ocupados na Igreja têm que acolhê-la e realizá-las.
1
Removam de uma vez por todas a São Miguel, protetor da Igreja Católica, de todas as orações ao interior e ao exterior da Santa Missa. Remover suas estátuas, afirmando que elas apartam da Adoração de Cristo.
2
Removam os Exercícios Penitenciais da Quaresma como a abstinência de carne as sextas-feiras e também o jejum;
impeçam cada ato de abnegação. Em seu lugar devem ser favorecidos os atos de alegria, de felicidade e de amor ao próximo. Digam: "Cristo já mereceu por nós o Paraíso" e "cada esforço humano é inútil". Digam a todos que devem tomar em sério a preocupação por sua saúde. Estimulem o consumo de carne, especialmente de porco.
3
Encarreguem aos pastores protestantes de reexaminar a Santa Missa e de desacralizá-la. Semeiem dúvidas sobre a Real Presença de Cristo na Eucaristia e confirmem que a Eucaristia - com maior aproximação à fé dos protestantes - é somente como pão e vinho e compreendida como um puro símbolo. Disseminem protestantes nos Seminários e nas escolas. Falem de ecumenismo como caminho para a unidade. Acusem a cada um que crê na Presença Real de Jesus o Cristo na Eucaristia como subversivo e desobediente para com a Igreja.
4
Proíbam a Liturgia latina da Missa, Adoração e Cantos, uma vez que eles comunicam um sentimento de mistério e de respeito. Apresentem-no como feitiços de adivinhos. Os homens pararão de crer nos Sacerdotes como homens de inteligência superior, de respeitar como portadores dos Mistérios Divinos.
5
Dêem coragem às mulheres a não cobrir-se a cabeça com o véu na igreja. O cabelo é sexi. Pretendam às mulheres como leitoras e sacerdotisas. Apresentem a coisa como se fosse uma idéia democrática. Fundem um movimento de libertação da mulher. Quem entra na igreja tem que vestir vestidos descuidados para sentir-se nela como em casa.
Isso debilitará a importância da Santa Missa.
6
Afastem os fiéis de receber de joelhos a Comunhão. Digam às monjas que devem impedir aos pequenos antes e depois da Comunhão de ter as mãos juntas. Digam a eles que Deus os quer assim como são e deseja que se sintam completamente cômodos. Eliminem na igreja de estar de joelhos e cada genuflexão. Tirem os genuflexórios. Digam às pessoas que durante a Missa devem certificar sua fé em posição erguida.
7
Eliminem a música sagrada do órgão. Introduzam guitarras, harpas judias, tambores, ruídos e sagradas risadas nas igrejas. Isso afastará a gente da oração pessoal e das conversações com Jesus. Impeçam a Jesus o tempo de chamar crianças à vida religiosa. Introduzam ao redor do altar danças litúrgicas com vestidos excitantes, teatros e concertos.
8
Tirem o caráter sagrado aos cantos da Mãe de Deus e de São José. Indiquem sua veneração como idolatria. Convertam em ridículos os que persistem. Introduzam cantos protestantes. Isso dará a impressão que a Igreja Católica por fim admite que o Protestantismo é a verdadeira religião ou ao menos que ele é igual a Igreja Católica.
9
Eliminem também todos os hinos a Jesus uma vez que eles fazem pensar à gente na felicidade e serenidade que deriva da vida de mortificação e penitência por Deus desde a infância. Introduzam cantos novos somente para convencer a gente que os rituais anteriores de algum modo eram falsos. Assegurem-se que em cada Missa ao menos um canto pelo qual Jesus não seja mencionado e que em vez fale somente de amor para os homens. A juventude será entusiasmada ao sentir falar de amor para o próximo. Anunciem o amor, a tolerância e a unidade.
Não mencionem a Jesus, proíbam cada anúncio da Eucaristia.
10
Removam todas as relíquias dos Santos dos Altares e sucessivamente também os Altares mesmos. Substituem com mesas pagãs privadas de Consagração que possam ser usadas para oferecer sacrifícios humanos no curso das missas satânicas. Eliminem a lei Eclesiástica que quer a celebração da Santa Missa somente sobre Altares que contenham Relíquias.
11
Interrompam a prática de celebrar a Santa Missa na presença do Santíssimo Sacramento no Tabernáculo. Não admitam algum Tabernáculo sobre os Altares que são usados para a celebração da Santa Missa. A mesa deve ter o aspecto de uma mesa de cozinha. Deve ser transportável para expressar que ela não é absolutamente sagrada porém tem que servir para um dobro objetivo, por exemplo, de mesa para conferências ou para jogar cartas. Mais tarde coloquem ao menos uma cadeira a tal mesa. O Sacerdote tem que sentar-se para indicar que depois da Comunhão ele descansa como depois de uma comida. O Sacerdote não tem que estar nunca de joelhos durante a Missa nem fazer genuflexões.
Nas comidas, de fato, não se ajoelham nunca. A cadeira do Sacerdote tem que ser colocada no lugar do Tabernáculo. Dêem coragem à gente a venerar e também a adorar ao Sacerdote no lugar da Eucaristia, a obedecer-lhe no lugar da Eucaristia. Digam à gente que o Sacerdote é Cristo, seu chefe. Coloquem o Tabernáculo num local diferente, fora da vista.
16
Revoguem o exorcismo menor para expulsar aos demônios; empenhem-se nisto, anunciem que os diabos não existem. Expliquem que é o método adotado pela Bíblia para designar o mal e que sem um malvado não podem existir histórias interessantes. Em conseqüência a gente não crerá na existência do inferno nem temerá de poder-se cair nele. Repitam que o inferno não é outra coisa que estar longe de Deus e que não é uma coisa terrível este se trata no fundo da mesma vida como aqui na terra.
23
Sejam audazes. Debilitem ao Papa introduzindo sínodos Episcopais. O Papa se tornará então somente como uma figura de representação como na Inglaterra onde a Câmara Alta e aquela Baixa reinam e deles a rainha recebe as ordens. Sucessivamente debilitem a autoridade do Bispo, dando vida a uma instituição concorrente a nível de Presbitérios. Digam que os Sacerdotes recebem em tal modo a atenção que merecem. Ao final debilitem a autoridade do Sacerdote com a constituição de grupos de leigos que dominem aos Sacerdotes. Deste modo se originará um tal ódio que abandonarão a Igreja e até os Cardeais e a Igreja será democrática... a Igreja Nova...
25
Comecem a fechar as igrejas à causa da escassez de Clero. Definem como boa e econômica tal prática. Expliquem que Deus escuta em todos os lados as orações. Neste caso as igrejas se convertem em extravagantes desperdício de dinheiro. Fechem antes de tudo as igrejas em que se praticam piedade tradicional.
26
Utilizem comissões de leigos e Sacerdotes débeis na fé que condenem e assegurem sem dificuldade cada aparição de Maria e cada aparente milagre, especialmente do Arcanjo São Miguel. Assegurem-se que nada disto, de nenhuma maneira receberá a aprovação segundo o Vaticano II. Denominem desobediência respeito à autoridade se alguém obedece às Revelações ou se alguém reflete sobre elas. Indiquem aos Vigentes como desobedientes respeito à autoridade Eclesiástica. Façam cair seu bom nome em desestima, então ninguém crerá nestas revelações.
27
Escolham a um Ante Papa. Afirmem que ele reconduzirá aos protestantes na Igreja e talvez até os Judeus. Um Ante Papa poderá ser eleito se fosse dado o direito de voto aos Bispos. Então muitos Ante Papas serão eleitos assim que será instalado um Ante Papa como compromisso. Afirmem que o verdadeiro Papa è morto.
29
Façam distribuir a Comunhão por mulheres e leigos. Digam que este é o tempo dos leigos. Comecem dar a Comunhão na mão como os protestantes, em vez de dar na boca sobre a língua Expliquem que Cristo fez do mesmo modo. Recolham algumas hóstias para "missas negras" em nossos templos. Depois distribuam no lugar da Comunhão pessoal uma taça de hóstias não consagradas que se podem levar consigo à casa. Expliquem que deste modo se podem receber os dons divinos na vida de cada dia. Coloquem distribuidores automáticos de hóstias para a comunhão e denominem-no Tabernáculos. Digam à gente que se deve dar o sinal da paz. Dêem coragem à gente a deslocar-se na igreja para interromper a devoção e a oração. Não façam Sinais de Cruz; no seu lugar façam o sinal da paz. Expliquem que também Cristo se deslocou para saudar aos Discípulos. Não permitam alguma concentração em tais momentos. Os Sacerdotes devem dar as costas à Eucaristia para honrar ao povo.
30
Depois que o ante papa for eleito, tirem os sínodos dos Bispos como as associações dos Sacerdotes e os conselhos paroquiais. Proíbam a todos os religiosos de pôr em discussão, sem licença, estas novas disposições. Expliquem que Deus quer a humildade e odeia aos que aspiram a glória. Acusem de desobediência respeito à autoridade Eclesiástica todos os que põe interrogações. Desanimem a obediência a Deus. Digam à gente que tem que obedecer a estes superiores Eclesiásticos.
31
Concedam ao Papa (=Ante Papa) o máximo poder de eleger aos mesmos sucessores. Ameacem sob pena de excomunhão a todos os que amam a Deus de levar o sinal da besta. Não o chamem porém "sinal da besta". O Sinal da Cruz não tem que ser feito nem usado sobre as pessoas ou através delas, (não se deve benzer mais). Fazer o Sinal da Cruz será designado como idolatria e desobediência.
fonte:http://www.conchiglia.us/portugal/PT_extra/PT_Piano_Massonico.htm
Maldito o homem que confiar em outro homem.
Da sessão «Storia»
da revista: «Teológica» n. 14 - Marzo/Aprile 1998 - páginas 22-25
Edizioni Segno - Udine - Italia
O PLANO MAÇÔNICO
PARA A DESTRUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA
Normas do grande Mestre da Maçonaria aos Bispos católicos maçons, efetivas desde 1962.
(Posta em dia pelo Vaticano II). Todos os confrades maçons terão que referir sobre os progressos destas decisivas disposições. Reelaboradas em outubro de 1993 como plano progressivo para o passo final. Todos os maçons ocupados na Igreja têm que acolhê-la e realizá-las.
1
Removam de uma vez por todas a São Miguel, protetor da Igreja Católica, de todas as orações ao interior e ao exterior da Santa Missa. Remover suas estátuas, afirmando que elas apartam da Adoração de Cristo.
2
Removam os Exercícios Penitenciais da Quaresma como a abstinência de carne as sextas-feiras e também o jejum;
impeçam cada ato de abnegação. Em seu lugar devem ser favorecidos os atos de alegria, de felicidade e de amor ao próximo. Digam: "Cristo já mereceu por nós o Paraíso" e "cada esforço humano é inútil". Digam a todos que devem tomar em sério a preocupação por sua saúde. Estimulem o consumo de carne, especialmente de porco.
3
Encarreguem aos pastores protestantes de reexaminar a Santa Missa e de desacralizá-la. Semeiem dúvidas sobre a Real Presença de Cristo na Eucaristia e confirmem que a Eucaristia - com maior aproximação à fé dos protestantes - é somente como pão e vinho e compreendida como um puro símbolo. Disseminem protestantes nos Seminários e nas escolas. Falem de ecumenismo como caminho para a unidade. Acusem a cada um que crê na Presença Real de Jesus o Cristo na Eucaristia como subversivo e desobediente para com a Igreja.
4
Proíbam a Liturgia latina da Missa, Adoração e Cantos, uma vez que eles comunicam um sentimento de mistério e de respeito. Apresentem-no como feitiços de adivinhos. Os homens pararão de crer nos Sacerdotes como homens de inteligência superior, de respeitar como portadores dos Mistérios Divinos.
5
Dêem coragem às mulheres a não cobrir-se a cabeça com o véu na igreja. O cabelo é sexi. Pretendam às mulheres como leitoras e sacerdotisas. Apresentem a coisa como se fosse uma idéia democrática. Fundem um movimento de libertação da mulher. Quem entra na igreja tem que vestir vestidos descuidados para sentir-se nela como em casa.
Isso debilitará a importância da Santa Missa.
6
Afastem os fiéis de receber de joelhos a Comunhão. Digam às monjas que devem impedir aos pequenos antes e depois da Comunhão de ter as mãos juntas. Digam a eles que Deus os quer assim como são e deseja que se sintam completamente cômodos. Eliminem na igreja de estar de joelhos e cada genuflexão. Tirem os genuflexórios. Digam às pessoas que durante a Missa devem certificar sua fé em posição erguida.
7
Eliminem a música sagrada do órgão. Introduzam guitarras, harpas judias, tambores, ruídos e sagradas risadas nas igrejas. Isso afastará a gente da oração pessoal e das conversações com Jesus. Impeçam a Jesus o tempo de chamar crianças à vida religiosa. Introduzam ao redor do altar danças litúrgicas com vestidos excitantes, teatros e concertos.
8
Tirem o caráter sagrado aos cantos da Mãe de Deus e de São José. Indiquem sua veneração como idolatria. Convertam em ridículos os que persistem. Introduzam cantos protestantes. Isso dará a impressão que a Igreja Católica por fim admite que o Protestantismo é a verdadeira religião ou ao menos que ele é igual a Igreja Católica.
9
Eliminem também todos os hinos a Jesus uma vez que eles fazem pensar à gente na felicidade e serenidade que deriva da vida de mortificação e penitência por Deus desde a infância. Introduzam cantos novos somente para convencer a gente que os rituais anteriores de algum modo eram falsos. Assegurem-se que em cada Missa ao menos um canto pelo qual Jesus não seja mencionado e que em vez fale somente de amor para os homens. A juventude será entusiasmada ao sentir falar de amor para o próximo. Anunciem o amor, a tolerância e a unidade.
Não mencionem a Jesus, proíbam cada anúncio da Eucaristia.
10
Removam todas as relíquias dos Santos dos Altares e sucessivamente também os Altares mesmos. Substituem com mesas pagãs privadas de Consagração que possam ser usadas para oferecer sacrifícios humanos no curso das missas satânicas. Eliminem a lei Eclesiástica que quer a celebração da Santa Missa somente sobre Altares que contenham Relíquias.
11
Interrompam a prática de celebrar a Santa Missa na presença do Santíssimo Sacramento no Tabernáculo. Não admitam algum Tabernáculo sobre os Altares que são usados para a celebração da Santa Missa. A mesa deve ter o aspecto de uma mesa de cozinha. Deve ser transportável para expressar que ela não é absolutamente sagrada porém tem que servir para um dobro objetivo, por exemplo, de mesa para conferências ou para jogar cartas. Mais tarde coloquem ao menos uma cadeira a tal mesa. O Sacerdote tem que sentar-se para indicar que depois da Comunhão ele descansa como depois de uma comida. O Sacerdote não tem que estar nunca de joelhos durante a Missa nem fazer genuflexões.
Nas comidas, de fato, não se ajoelham nunca. A cadeira do Sacerdote tem que ser colocada no lugar do Tabernáculo. Dêem coragem à gente a venerar e também a adorar ao Sacerdote no lugar da Eucaristia, a obedecer-lhe no lugar da Eucaristia. Digam à gente que o Sacerdote é Cristo, seu chefe. Coloquem o Tabernáculo num local diferente, fora da vista.
16
Revoguem o exorcismo menor para expulsar aos demônios; empenhem-se nisto, anunciem que os diabos não existem. Expliquem que é o método adotado pela Bíblia para designar o mal e que sem um malvado não podem existir histórias interessantes. Em conseqüência a gente não crerá na existência do inferno nem temerá de poder-se cair nele. Repitam que o inferno não é outra coisa que estar longe de Deus e que não é uma coisa terrível este se trata no fundo da mesma vida como aqui na terra.
23
Sejam audazes. Debilitem ao Papa introduzindo sínodos Episcopais. O Papa se tornará então somente como uma figura de representação como na Inglaterra onde a Câmara Alta e aquela Baixa reinam e deles a rainha recebe as ordens. Sucessivamente debilitem a autoridade do Bispo, dando vida a uma instituição concorrente a nível de Presbitérios. Digam que os Sacerdotes recebem em tal modo a atenção que merecem. Ao final debilitem a autoridade do Sacerdote com a constituição de grupos de leigos que dominem aos Sacerdotes. Deste modo se originará um tal ódio que abandonarão a Igreja e até os Cardeais e a Igreja será democrática... a Igreja Nova...
25
Comecem a fechar as igrejas à causa da escassez de Clero. Definem como boa e econômica tal prática. Expliquem que Deus escuta em todos os lados as orações. Neste caso as igrejas se convertem em extravagantes desperdício de dinheiro. Fechem antes de tudo as igrejas em que se praticam piedade tradicional.
26
Utilizem comissões de leigos e Sacerdotes débeis na fé que condenem e assegurem sem dificuldade cada aparição de Maria e cada aparente milagre, especialmente do Arcanjo São Miguel. Assegurem-se que nada disto, de nenhuma maneira receberá a aprovação segundo o Vaticano II. Denominem desobediência respeito à autoridade se alguém obedece às Revelações ou se alguém reflete sobre elas. Indiquem aos Vigentes como desobedientes respeito à autoridade Eclesiástica. Façam cair seu bom nome em desestima, então ninguém crerá nestas revelações.
27
Escolham a um Ante Papa. Afirmem que ele reconduzirá aos protestantes na Igreja e talvez até os Judeus. Um Ante Papa poderá ser eleito se fosse dado o direito de voto aos Bispos. Então muitos Ante Papas serão eleitos assim que será instalado um Ante Papa como compromisso. Afirmem que o verdadeiro Papa è morto.
29
Façam distribuir a Comunhão por mulheres e leigos. Digam que este é o tempo dos leigos. Comecem dar a Comunhão na mão como os protestantes, em vez de dar na boca sobre a língua Expliquem que Cristo fez do mesmo modo. Recolham algumas hóstias para "missas negras" em nossos templos. Depois distribuam no lugar da Comunhão pessoal uma taça de hóstias não consagradas que se podem levar consigo à casa. Expliquem que deste modo se podem receber os dons divinos na vida de cada dia. Coloquem distribuidores automáticos de hóstias para a comunhão e denominem-no Tabernáculos. Digam à gente que se deve dar o sinal da paz. Dêem coragem à gente a deslocar-se na igreja para interromper a devoção e a oração. Não façam Sinais de Cruz; no seu lugar façam o sinal da paz. Expliquem que também Cristo se deslocou para saudar aos Discípulos. Não permitam alguma concentração em tais momentos. Os Sacerdotes devem dar as costas à Eucaristia para honrar ao povo.
30
Depois que o ante papa for eleito, tirem os sínodos dos Bispos como as associações dos Sacerdotes e os conselhos paroquiais. Proíbam a todos os religiosos de pôr em discussão, sem licença, estas novas disposições. Expliquem que Deus quer a humildade e odeia aos que aspiram a glória. Acusem de desobediência respeito à autoridade Eclesiástica todos os que põe interrogações. Desanimem a obediência a Deus. Digam à gente que tem que obedecer a estes superiores Eclesiásticos.
31
Concedam ao Papa (=Ante Papa) o máximo poder de eleger aos mesmos sucessores. Ameacem sob pena de excomunhão a todos os que amam a Deus de levar o sinal da besta. Não o chamem porém "sinal da besta". O Sinal da Cruz não tem que ser feito nem usado sobre as pessoas ou através delas, (não se deve benzer mais). Fazer o Sinal da Cruz será designado como idolatria e desobediência.
fonte:http://www.conchiglia.us/portugal/PT_extra/PT_Piano_Massonico.htm
domingo, 21 de abril de 2013
A resposta aos caixões da FEMA nos EUA.
Reflexão: Nossa Senhora em Fátima - 1917 - pediu para as pessoas rezarem para não vir o castigo. Infelizmente a maioria não deu atenção; resultado: vieram a 1ª e a 2ª Guerra Mundial.
Hoje, Nossa Mãe nos pede para rezar sem parar ainda mais.
Maria das Dores e Pedro II.
Hoje, Nossa Mãe nos pede para rezar sem parar ainda mais.
Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição –Taquaras – Balneário Camboriú – Santa Catarina – Brasil. Informações fone- fax: (0xx47) 3367-7110 ou (0xx47) 9977-3952 ou (0xx47) 3360-7167
Mensagem de Maria ao Profeta Pedro II
20.02.2013
(Rincão das Flores, RS)
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa fé, assim diz as Escrituras, e assim continuo dizendo ao meu bom Deus, o Criador de todas as coisas.
Em tempo de guerra toda humanidade se preocupa, por não saber como será, se é devastador ou não. Por piedade de meu Santo Filho Jesus, não vai permitir que matem os filhos da luz, os escolhidos. Para esses nenhum mal pode acontecer, devido suas orações e a obediência que vêm mantendo na face da terra. O mais pesado castigo virá para o povo europeu. Sim, e é lá que começará a fome, sem ter saída. Esmagados serão milhões devido a fúria do diabo, ele é que está no comando, pior do que Hitler. Este devastador já tem tudo programado para que vários países fiquem limpos só para ele. Por isso, meu filhinho Pedro II, que o presidente dos Estados Unidos já mandou fazer milhões de caixões. A ordem começará por lá. A peste deste monstro é de não ter piedade de ninguém, que mata tudo, até as criancinhas. Essas serão as horas mais negras de toda história humana, por negligência desta cúpula que já planejaram tudo para que o de lá de Roma saísse para dar lugar a este, e será ele que irá comandar no mundo. Tudo isto deveria vir acontecer para depois meu Santo Filho Jesus vir se manifestar para tirar só o que lhe pertence, que são vocês, filhos amados, para que nenhum sofra. Este juiz que já está fazendo seu cálculo pensa que irá vencer o mundo inteiro, se esquecendo de que Deus é maior do que todos eles. Suas bombas não terão força suficiente para matar todos que ele vem planejando. Por isso a vós peço, meus filhinhos, continuem rezando, que é a melhor maneira de se livrar desse monstro. Ao lado de vocês estará meu Santo Filho Jesus e Eu sua Mãe, juntos estaremos para livrá-los deste castigo. Só não serão livres todos aqueles que por Jesus não foram assinalados, que já tem a marca da besta e por si mesmo vêm se condenando, mesmo até dentro da Igreja que Jesus passou a Pedro I, e agora está em tuas mãos, meu filhinho Pedro II.
Maria das Dores e Pedro II.
____________________________________
Era pra termos acatado ao pedido da Mãe de DEUS.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
11 de abril - dia de Santa Gema Galgani
Santa Gemma Galgani
A Mística da redenção.
Santa Gemma Galgani em sua breve peregrinação por esta terra deixou-nos um exemplo de sua intensa vida espiritual se oferecendo a Deus como vítima de expiação pelos pecados dos homens. No participar da paixão ela deseja ajudar Jesus nas suas dores. Se cria assim um pacto de amor em modo tal que Jesus a possa oferecer ao Pai como vítima de amor por todos os pecadores.
Foi assim favorecida por toda sorte de carismas, como os estigmas da Paixão, a coroa de espinhos, a flagelação e o suor de sangue. Teve freqüentes êxtases, espírito de profecia, discernimento dos espíritos e visões de Nosso Senhor, de sua Mãe Santíssima, de São Gabriel e da Virgem Dolorosa, e uma incrível familiaridade com o Anjo da Guarda.
Foi constantemente atacada pelo demônio, que lhe aparecia em forma humana ou de animais. Enfim, teve o matrimônio místico com Nosso Senhor Jesus Cristo e morreu como vítima expiatória pelos pecados do mundo.
“Toda a vida de Gema foi em síntese uma vida de união com Deus, de sofrimento com Jesus Cristo e de zelo ardente pela salvação das almas. No trabalho e no estudo, à mesa e nas conversas, no passeio e até no sono, Deus não se afasta um ponto de sua mente”.
A figura mística de Santa Gemma Galgani continua a fascinar pela sua única experiência espiritual que nos permitiu de conhecer a vontade de Deus. Uma experiência que ainda hoje pode aquecer o coração e iluminar a nossa mente.
De uma pureza angelical e enorme devoção a Nossa Senhora, essa jovem participou, de modo místico, de praticamente todos os atos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É por assim dizer, uma teóloga simples, imediata e rica de humanidade, sem o uso daquelas grandes palavras tanto queridas aos Teólogos.
Dos escritos da mística se pode perceber uma linguagem simples, pobre, que permite, apesar da extrema simplicidade, de compreender e reviver a sua singular experiência com Jesus Cristo.
Pergunta Gemma.
- Quem te matou, Jesus?
Jesus, responde
- O amor. (II 82).
O amor a que se refere Gemma não é somente uma emoção, mas um Amor doado por Cristo através da Sua palavra, e ela se deixa tanto levar como discípula de colocar-se e sentir-se como ele.
Diversas vezes perguntei a Jesus que me ensine o verdadeiro modo de amá-lo, e então Jesus parece que me faça ver as suas Santíssimas chagas abertas. (I,15). Das suas "cartas" se entende todo o seu imenso amor por Cristo, amor que raramente se pode encontrar na mesma intensidade em outros Santos.
Esta é a sua missão, salvar os pecadores, não com a palavra ou com o ensinamento, mas com a vida, com a participação à Paixão de Jesus.
Através dessa graça mariana, descobre o significado místico da virgem aos pés da Cruz e doa a Maria a sua própria alma. Da sua parte, Maria prepara a Santa à graça da estigmatização.
Através dessa graça mariana, descobre o significado místico da virgem aos pés da Cruz e doa a Maria a sua própria alma. Da sua parte, Maria prepara a Santa à graça da estigmatização.
Gemma com a oferta da sua vida concluiu a missão que Deus lhe havia confiado, amando-o com todo o seu ser. Porém, apesar de tudo, Gemma não pode revestir o hábito de consagrada a Deus e isto representou, sem dúvida, a maior desilusão da sua vida, mas consumiu a sua união de amor com Jesus Crucificado no mundo, na normalidade da vida laical. Um sinal evidente que esta estrada pode ser percorrida por todos nós.
A Personalidade de Gema
A sua personalidade era de asceta: Caminhava descalça e sem meias, inclusive de inverno. Usava o cilício até quando não lhes foram proibidos. Nela existem todos os ingredientes de uma Santa Estigmatização como Padre Pio, cheia de amor como Santa Teresa de Lisieux. A seguir se pode encontrar tudo aquilo que se pode fazer arder o coração.
Atrás de uma aparência normal se esconde uma Santa extraordinária. Uma mística em contínuo e afetuoso dialogo com Jesus. Uma contemplativa que reza com a simplicidade de uma moça e a profundidade de um teólogo.
Supera as mais terríveis dificuldades deixando-se guiar pelo seu Anjo da Guarda. Desde moça mantém a alma cândida com a firme intenção de uma vida imaculada.
O Nascimento de Gemma.
Gema Galgani nasceu a 12 de março de 1878 em Camigliano, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Gema em italiano significa jóia. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato João Leonardi. A mãe de Gema era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi abençoada com oito filhos.
A Santidade na Infância.
Gema, a quinta a nascer e a primeira menina da família, desenvolveu uma atração irresistível pela oração enquanto ainda era muito pequena. Esse carinho pela oração lhe veio de sua piedosa mãe, que lhe ensinou as verdades da Fé da Igreja Católica. Foi a sua mãe que infundiu em sua preciosa alma o amor pelo Cristo Crucificado. A jovem santa aplicou-se com zelo à devoção.
Quando a mãe de Gema tinha de se ocupar com suas tarefas diárias de dona-de-casa, a pequena Gema puxava a saia da mãe e dizia: “Mamãe, conte-me um pouco mais sobre Jesus”.
Certo dia, por exemplo, tendo apenas quatro anos de idade, ajoelhou-se diante de um quadro do Coração de Maria na casa da avó paterna. Com as mãozinhas postas, ficou absorta rezando. A avó, passando pelo aposento, ficou encantada com o espetáculo, e correu a chamar seu filho para que também o visse. Este, depois de ter contemplado detidamente aquela oração, não achou nada melhor do que interrompê-la:
— Gema, o que está fazendo? Perguntou-lhe.
Como quem sai de um êxtase, a menina olhou-o e respondeu com a maior seriedade:
— Estou rezando a Ave-Maria. Saia, que estou em oração.
Quando Gema tinha apenas cinco anos, ela lia o Ofício de Nossa Senhora e o Ofício dos Defuntos no Breviário com tanta facilidade e rapidez quanto um adulto.
Infelizmente, a mãe de Gema deveria morrer em breve. No dia em que Gema recebeu o Sacramento da Confirmação, enquanto rezava ardentemente na missa pela recuperação de sua mãe (a Senhora Galgani estava gravemente doente), ela ouviu uma voz em seu coração que dizia, « Tu me darás a tua mãezinha ? »
“Sim," respondeu Gema, “contanto que Tu me leves também.”
“Não," replicou a voz, "dá-Me a tua mãe sem reservas. Por ora, tu deves esperar com o teu pai. Vou te levar para o céu mais tarde.”
Gema simplesmente respondeu “Sim”.
Este “sim” seria repetido ao longo de toda a breve vida de Santa Gema, como resposta ao convite de Nosso Senhor para que ela sofresse por Ele.
A Perda da Mãe.
Sua Mãe morreu quando Gemma tinha apenas 7 amos de idade. Como fizeram outros santos, pediu à Santíssima Virgem que a substituísse. A partir daí, sua devoção à Mãe de Deus tornou-se mais terna. Ela a invocava sempre com o carinhoso apelativo de “mamãe”.
Após a morte da sua querida mãe, Gema foi enviada pelo pai para um semi-internato católico em Lucca, dirigido pelas Irmãs de Santa Zita. Mais tarde, refletindo sobre seus dias na escola, Gema disse: “Eu comecei a ir à escola das Irmãs, eu estava no Paraíso”. Ela era excelente em francês, aritmética e música e em 1893 ganhou o grande “Prêmio de Ouro” por conhecimento religioso. Uma de suas professoras na escola resume melhor tudo isso, dizendo: “Ela (Gema) era a alma da escola”. Gema tinha se preparado arduamente para sua Primeira Comunhão. Ela costumava implorar: “Dá-me Jesus... e verás quão boa eu serei. Eu vou mudar bastante. Não vou cometer mais nenhum pecado. Dá-me Jesus. Eu o desejo tanto, e não posso viver sem Ele.”Com nove anos (o que era mais cedo do que de costume) foi-lhe permitido receber sua primeira comunhão. Com a permissão de seu pai, ela foi ao convento local por dez dias para preparar-se dignamente para esse acontecimento solene. O seu dia chegou finalmente a 20 de junho de 1887, na festa do Sagrado Coração de Jesus. Com suas próprias palavras, ela assim descreveu o seu primeiro encontro íntimo com Cristo no Santíssimo Sacramento: “É impossível explicar o que se passou então entre mim e Jesus. Ele se fez sentir, oh tão fortemente, na minha alma.”
Erico Galgani
O acontecimento mais marcante que se seguiu na vida de Santa Gema foi quando seu pai morreu em 1897. Como conseqüência de sua extrema generosidade, da falta de escrúpulos de seus interlocutores nos negócios e problemas com credores, os filhos foram deixados sem nada e não tinham nem mesmo meios de sobreviver. Gema tinha apenas dezenove anos, mas já tinha uma grande experiência em carregar a cruz.
Gema afirma em sua autobiografia: “Morto papai, nos encontramos sem nada, carecendo absolutamente de meios de vida”.
Santa Gema padeceu muitos sofrimentos não só morais, mas também físicos.
Curada por um Milagre.
Gema começou cedo a ficar doente. Ela desenvolveu uma curvatura na espinha. Uma meningite também deixou-a temporariamente surda. Grandes abscessos se formaram em sua cabeça, seus cabelos caíram e finalmente ela teve paralisia nos membros. Um médico foi chamado e tentou vários remédios, mas nada adiantou. Ela estava apenas piorando.
Gema tornou-se devota do Venerável Gabriel Possenti de Nossa Senhora das Dores (agora São Gabriel). Acamada pela doença, ela leu a história de sua vida. Mais tarde ela escreveu a respeito de São Gabriel:
“... eu comecei a admirar as suas virtudes e seus hábitos. Minha devoção por ele crescia. À noite eu não dormia sem ter sua imagem debaixo do travesseiro e, depois disso, passei a vê-lo perto de mim. Não sei como explicar isso, mas eu sentia a sua presença. Em todos os momentos e em cada ação, o Irmão Gabriel vinha à minha mente.”
Gema, agora com 20 anos, estava aparentemente em seu leito de morte. Uma novena lhe foi sugerida como a única chance de cura. Dia 23 de fevereiro de 1899, à meia-noite, ela ouviu o chocalhar de um rosário e se deu conta de que o Venerável Gabriel estava aparecendo para ela. Ele falou a Gema:
“Queres ficar curada? Reza com fé toda noite ao Sagrado Coração de Jesus. Eu virei a ti até a novena terminar, e rezarei contigo a este Sacratíssimo Coração”.
Na primeira sexta-feira de março a novena terminava. A graça tinha sido concedida; Gema estava curada. Quando ela levantou-se, os que estavam à sua volta choraram de alegria. Sim, um milagre havia acontecido!
Sofre com Cristo
Gema, agora em perfeita saúde, tinha sempre desejado tornar-se freira, mas isto não devia acontecer. Deus tinha outros planos para ela.
A 8 de junho de 1899, depois de receber a comunhão, Nosso Senhor deu a conhecer a Sua serva que Ele lhe daria uma graça muito grande.
Gema voltou para casa e rezou. Ela entrou em êxtase e sentiu um grande remorso por seus pecados. A Mãe Santíssima, de quem Santa Gema era extremamente devota, apareceu-lhe e disse:
“Meu filho Jesus te ama sem medida e deseja dar-te uma graça. Eu serei uma mãe para ti. Serás uma verdadeira filha?” A Santíssima Virgem abriu então o seu manto e cobriu Gema com ele.
Eis como Santa Gema relata como ela recebeu os estigmas:
“Naquele momento, Jesus apareceu com todas as suas chagas abertas, mas daquelas chagas não mais saía sangue, mas chamas de fogo. Num instante aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Senti como se estivesse morrendo, e eu teria caído no chão, se minha Mãe não me tivesse segurado, enquanto todo esse tempo eu permanecia sob o seu manto. Tive de ficar várias horas naquela posição. Finalmente ela beijou minha testa, tudo desapareceu e eu me vi de joelhos. Mas eu ainda sentia uma forte dor nas minhas mãos, pés e coração. Levantei para ir para a cama, e percebi que saía sangue dessas partes onde sentia dor. Cobri-as o melhor que pude, e, ajudada então pelo meu Anjo, pude ir para a cama...”
Muitas pessoas, incluindo respeitosos membros da Igreja, testemunharam este milagre dos estigmas, que se repetiu praticamente até o fim da vida de Santa Gema. Uma testemunha ocular afirmou:
“Saía sangue dos ferimentos dela (St. Gema) abundantemente. Quando ela estava de pé, ele caía no chão, e quando ela estava na cama, ele não apenas molhava os lençóis, mas encharcava o colchão todo. Eu medi alguns desses fluxos ou poças de sangue, e tinham entre cinqüenta e sessenta centímetros de comprimento e aproximadamente cinco centímetros de largura”.
Como São Francisco de Assis e recentemente Padre Pio, Gema pode dizer também: Nemo mihi molestus sit. Ego enim stigmata Domini Jesu in corpore meo porto: Que ninguém me faça mal, pois eu levo as marcas do Senhor Jesus no meu corpo.
Vida de Oração.
Com 21 anos, Gema foi acolhida por uma generosa família italiana, os Giannini. A família tinha já 11 filhos, mas estava feliz em receber esta jovem e piedosa órfã em sua casa. A mãe da família, a Senhora Giustina Giannini, diria mais tarde sobre Gema: “Posso jurar que, durante os 3 anos e 8 meses em que Gema esteve conosco, eu nunca soube do menor problema em nossa família que fosse provocado por ela e nunca vi nela o menor defeito. Repito, nem o menor problema, nem o menor defeito”.
Pe. Germano Seu diretor espiritual.
Santa Gema ajudava diligentemente com as tarefas da grande casa. Ela também tinha tempo para rezar, o que era a sua atividade favorita. Pela Providência, ela obteve como diretor espiritual o Passionista Pe. Germano, C.P., a quem ela era totalmente obediente.
Pe. Germano, um teólogo eminente no tocante à oração mística, percebeu que Gema tinha uma profunda vida de oração e conseqüente união a Deus. Ele estava convencido de que esta “Jóia de Cristo” tinha passado por todos os nove clássicos estágios da vida interior.
Gema assistia à Missa duas vezes por dia, recebendo a comunhão uma vez. Ela rezava o rosário com fé, e à noite, com a Senhora Giannini, ia às Vésperas. Com todos os seus exercícios espirituais, Gema nem mesmo uma vez negligenciou suas obrigações domésticas diárias na casa Giannini.
No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, "O quaderno dos meus pecados".
O Anjo da Guarda
O Anjo da Guarda de Gema aparecia freqüentemente para ela. Eles tinham uma conversa da mesma maneira que alguém conversa com o seu melhor amigo. A pureza e inocência de Gema devem ter trazido este Glorioso Anjo do céu para o seu lado.
Ela via seu anjo às vezes em adoração à soberana Majestade; outras, estendendo suas mãos sobre ela em sinal de proteção; no ato de defendê-la contra os ataques do demônio; ajoelhado junto a ela, sugerindo os pontos de meditação; ou simplesmente sentado a seu lado, dando-lhe bons conselhos. As vezes este com suas asas abertas ou ajoelhado ao lado dela - recitavam orações ou salmos alternadamente. Quando meditavam a Paixão de Nosso Senhor, o seu Anjo inspirava-lhe as mais sublimes reflexões neste mistério.
Seu Anjo da Guarda uma vez falou-lhe sobre as Agonias de Cristo:
“Olha para o que Jesus sofreu pelo homem. Considera uma por uma estas Chagas. É o Amor que abriu-as todas. Vê como execrável (horrível) é o pecado, já que para expiá-lo, tanta dor e tanto amor foram necessários”.
Nosso Senhor queria dela um desapego total de todas as coisas. Certa vez em que deveria ir ao palácio arquiepiscopal para receber a medalha de ouro que merecera no curso catequético, a tia quis vesti-la melhor. Gema até consentiu em levar ao pescoço uma correntinha com uma cruz e um relógio de ouro, lembrança de sua mãe. Quando voltou para casa e ia mudar de roupa, viu a seu lado o Anjo da Guarda, que a olhava com ar severo:
— Lembra-te, de que não devem ser outros; mas sim os espinhos e a cruz as jóias que adornarão a esposa de um Rei crucificado.
Gema atirou para longe de si aqueles adornos, e prosternando-se no solo, em lágrimas, tomou a seguinte resolução:
“ Por amor a Jesus e para agradar só a Ele, proponho-me nunca levar objetos de vaidade, nem sequer falar deles”.
E afirma em sua Autobiografia:
“Desde aquele dia não voltei a possuir nenhuma dessas coisas”. Era a fidelidade total à via para a qual Deus a chamava.
Outro dia, anota em seu diário:
“O Anjo da Guarda, que se mostra bastante severo em repreender-me, me disse:
- Minha filha, lembra-te de que cada vez que faltas à obediência cometes um pecado. Por que és tão remissa em obedecer ao confessor? Lembra-te de que não há caminho mais curto e seguro para chegar ao Céu que o da obediência.
O confessor lhe havia mandado escrever as graças espirituais que tinha recebido, e em sua humildade ela tinha muito escrúpulo em fazê-lo.
Assim, mesmo as ligeiras negligências de Gema no serviço divino encontravam no Anjo da Guarda um censor rigoroso. Este desaparecia por algum tempo ou lhe mostrava o aspecto severo, negava-se a dirigir-lhe a palavra ou mesmo dirigia-lhe duras admoestações, chegando às vezes a impor-lhe algum castigo.
Também lhe dizia o que ela deveria fazer para o progresso espiritual.
Por exemplo:
Se colocou perto de mim e me dizia carinhosamente:
"Oh filha, mas não sabes que tu deves ser em tudo conforme a vida de Jesus? Ele padeceu tanto por ti e tu não sabes que em todas as ocasiões deves padecer por Ele? Além disso, porque desagradas Jesus todos os dias deixando de meditar a Paixão?".
Era verdade, reconhece ela. Lembrou-se de que a meditação sobre a Paixão, não a fazia senão às quintas e sextas-feiras.
“Deves fazê-la todos os dias, não te esqueças”.
No final me dizia:
"Coragem, coragem! Este mundo não é um lugar de repouso: o repouso será depois da morte; agora tu deves padecer e padecer por qualquer coisa, para impedir á alguma alma a morte eterna".
O supliquei tanto que dissesse a minha Mãe que viesse a mim porque tinha tantas coisas a dizê-la; disse-me que sim. Esta noite porém não veio.
Ele também a incentivava no caminho da virtude:
“É pela excelsa perfeição de tua virgindade que Jesus te concede tantas graças”.
Com efeito, ela era de uma pureza Angélica. Nas várias intervenções cirúrgicas a que teve de submeter-se, era tal o seu recato, que chamava a atenção dos médicos. Uns a tomavam por santa, e os ímpios a consideravam “fanática”.
Gema nunca saía só à rua. Quando não tinha alguém da família para sair com ela, o seu Anjo da Guarda se oferecia para ser seu visível companheiro. Tinha tanta familiaridade com ele, que chegava mesmo a pedir-lhe para levar a correspondência ao seu diretor espiritual e trazer a que ele tinha para si.
A Devoção à Medianeira de todas as graças.
Sua devoção a Nossa Senhora, como já dissemos, era terna e filial.
A Mãe de Jesus aparecia-lhe aos sábados, geralmente como Mãe Dolorosa, e lhe comunicava algum detalhe da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Outras vezes lhe aparecia com o Menino Jesus, entregando-O para que ela o cobrisse de carícias.
Quando Gema se via atolada naquilo que julgava o abismo de seus pecados, e não tinha ânimo de dirigir-se diretamente a Nosso Senhor, recorria à Medianeira de todas as graças:
“Minha mãe, tenho medo de ir em busca de Jesus sem Vós, porque, se bem que misericordioso, sei que cometi muitos pecados, e sei também que Jesus é justo no castigo. Peço-vos uma coisa grande, não é verdade, minha Mãe? Mas que hei de fazer, se o que perdi por meus pecados não o acho senão por vossa mediação? Ademais, pouco é o que vos peço em relação ao muito que podeis fazer por mim”.
Morte Heróica
Em 1902 Gema, em boa saúde desde a sua cura milagrosa, ofereceu-se a Deus como vítima pela salvação das almas. Jesus aceitou a sua oferta. A partir de setembro ela então ficou extremamente doente e sua vida é marcada profundamente da dor. Começa o período mais escuro da sua vida. As conseqüências do pecado caem pesadamente sobre o seu corpo e sua alma.
Seu estômago não suportava nenhum tipo de comida. Apesar de ter recuperado sua saúde rapidamente, pela Providência Divina, ela adoeceu novamente. Em 21 de setembro de 1902 ela começou a expelir sangue com as violentas palpitações de amor de seu coração. Enquanto isso ela passava por um martírio espiritual, pois ela experimentava aridez e nenhum consolo em seus exercícios espirituais. Além disso, seu inimigo, o demônio, multiplicava seus ataques contra a jovem “Virgem de Lucca”.
O Inimigo reforçava sua guerra contra Gema, pois ele sabia que o fim estava próximo. Ele esforçava-se para persuadi-la de que ela tinha sido totalmente abandonada por Deus. Usava suas diabólicas aparições e até mesmo violência física, batendo no frágil corpo de Gema.
Uma testemunha ocular que cuidava de Gema disse :
“Aquela besta abominável vai ser o fim da nossa querida Gema - golpes atordoantes, formas de animais ferozes etc. - eu a deixei com lágrimas nos olhos porque o demônio a está esgotando.”
Gema clamava incessantemente os nomes Santos de Jesus e Maria, mas a batalha continuava. O seu Diretor Espiritual, o Venerável Germano, vendo o esforço final de Gema, disse :
“A pobre sofredora passou dias, semanas e meses desse modo, dando-nos um exemplo de paciência heróica e razões para um medo saudável pelo que pode acontecer conosco, que não temos os méritos de Gema, na terrível hora da morte”.
Ainda assim, mesmo passando por essas provações, Gema nunca se queixou, ela apenas rezava. Gema estava no fim. Ela era praticamente um esqueleto vivo, mas ainda linda, apesar da devastação da doença. Ela recebeu o “Viático”.
Em suas últimas palavras, disse: “Eu não procuro mais nada; sacrifiquei tudo e todos a Deus; agora eu me preparo para morrer”. Ela falava com dificuldade. “Agora é mesmo verdade que não me resta mais nada, Jesus. Eu recomendo a minha pobre alma a Ti... Jesus !”
Gema então sorriu um sorriso celestial e deixando pender a cabeça para um lado, deixou de viver.
Uma das irmãs presente na hora da morte vestiu o corpo de Gema com o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gema sempre aspirou.
Essa morte abençoada aconteceu no Sábado Santo, dia 11 de Abril de 1903, quando Gema Galgani tinha 25 anos.
A Canonização.
As autoridades da Igreja começaram a estudar a vida de Gema em 1917 e ela foi beatificada em 1933. O decreto aprovando os milagres para a canonização foi lido a 26 de março de 1939 - Domingo de Ramos. Gema Galgani foi canonizada a 2 de março de 1940, apenas trinta e sete anos depois da sua morte.
Há um verso do poema de Dante (Paraíso, c. XXX, 19-21) no qual a beleza sobrenatural é admiravelmente recordada e exaltada. (2) Ele também se adapta bem à pequena Jóia de Cristo, verdadeira Beatriz, que o Senhor com tanta alegria enfeitou para Si mesmo:
Santa Gema, rogai por nós.
A autobiografia de Santa Gemma Galgani.
"O quaderno dos meus pecados"
(Autobiografia da Santa, que o demônio tentou queimar)
Explicações tidas pelo Anjo da Guarda:
Do Diário de Gemma Galgani (alguns trechos).
Do Diário de Gemma Galgani (alguns trechos).
Na manhã do dia 25 de março, Jesus se fez presente à minha alma mais vezes: sentia um recolhimento interno, que por graça de Deus nada podia me distrair; ao meio dia sinto que o meu anjo me bate no ombro e me diz:
- Gemma, venho em nome de Jesus a exaurir a sua promessa.
Não sabia o que pensar; fiquei admirada em escutar aquelas palavras.
- Filha, acrescentou, eu sou o teu guarda, mandado de Deus; eu venho para fazer-te entender um mistério, maior que todos os outros mistérios.
Era estupefata, ainda não entendia... O meu anjo percebeu e me disse:
- Lembras, 12 dias atrás, aquilo que te prometi?
Pensei e logo me veio à mente.
- Sabes, oh minha filha, que eu te falarei sobre Maria Santíssima, de uma moçinha tão humilde diante do mundo, mas de uma infinita grandeza diante de Deus; te falarei da mais linda, da mais santa de todas as criaturas; da filha predileta do Altíssimo, daquela que vinha destinada à incomparável dignidade de mãe de Deus.
... Era já noite adentro e Maria Santíssima estava sozinha no seu quarto: rezava, era toda compenetrada em Deus. De repente aparece uma grande luz naquele mísero quarto e o arcanjo, transformando-se em corpo humano e circundado de um numero infinito de anjos, vai perto de Maria, reverente e majestoso. A reverência como Senhora, sorri a Ela como anunciador de uma bela noticia e com doces palavras assim lhe diz: "Ave, ó Maria, o Senhor é com ti. A bendita tu és entre todas as mulheres". O belo, o grande e sublime augúrio, que na terra nunca se escutou nem se escutará jamais!
..."Apenas o arcanjo celeste pronunciou estas palavras, silenciou, quase esperando o sinal dela para explicar a sua divina embaixada. Maria porém, escutando a surpreendente saudação, se inquietou; se calou e pensava. Mas talvez crias, ó filha minha, que à Maria não tivessem descido os anjos do paraíso? Ela a cada momento gozava da visita e dos doces colóquios... Ela não vai investigar na sua mente o significado misterioso, mas se inquieta porque; acredita ser indigna da saudação Angélica. Ah! Filha minha", me repetia, "se Maria tivesse sabido quanto a sua humildade fosse de agrado ao Senhor, não se teria sentido indigna dos obséquios de um anjo. "Como, dizia para si mesma, "um anjo de Deus me chama cheia de graça, enquanto eu me reconheço não merecedora de qualquer divino favor? "Como, pensava Maria, "um anjo do paraíso me chama bendita entre as mulheres, enquanto sou entre as mulheres a mais inútil, a mais vil, a mais objeta? Qual mistério se esconde atrás do véu desta sublime saudação?...
..."Apenas o arcanjo celeste pronunciou estas palavras, silenciou, quase esperando o sinal dela para explicar a sua divina embaixada. Maria porém, escutando a surpreendente saudação, se inquietou; se calou e pensava. Mas talvez crias, ó filha minha, que à Maria não tivessem descido os anjos do paraíso? Ela a cada momento gozava da visita e dos doces colóquios... Ela não vai investigar na sua mente o significado misterioso, mas se inquieta porque; acredita ser indigna da saudação Angélica. Ah! Filha minha", me repetia, "se Maria tivesse sabido quanto a sua humildade fosse de agrado ao Senhor, não se teria sentido indigna dos obséquios de um anjo. "Como, dizia para si mesma, "um anjo de Deus me chama cheia de graça, enquanto eu me reconheço não merecedora de qualquer divino favor? "Como, pensava Maria, "um anjo do paraíso me chama bendita entre as mulheres, enquanto sou entre as mulheres a mais inútil, a mais vil, a mais objeta? Qual mistério se esconde atrás do véu desta sublime saudação?...
"À saudação do anjo, Maria não havia dado nenhuma resposta; então Gabriel para acalmá-la repetiu: "Não temer, ó Maria, tu és a única que encontrou graça diante o Altíssimo. Deste momento conceberás no teu seio um filho, o chamará com o nome de Jesus e de todos será chamado Filho do Altíssimo: a ele será dado o trono de Davi, reinará em eterno e o seu reino não terá fim". Com estas sublimes palavras o arcanjo explicou tudo o que devia a Maria...
... O anjo já havia manifestado a Virgem o mistério da grande missão, isto é, que Ela estava para ser a mãe do Filho do Altíssimo. Mas Ela, olhando na direção do anjo, lhe disse: "E em que modo poderá acontecer isto, se conservo o meu candor virginal?" (Já tinha sido prognosticado por Isaías, que dizia que o Cristo devia nascer da mãe virgem)... Saiba, aqui me disse o meu anjo, "que Maria Santíssima, com um exemplo jamais ouvido, desde do início da sua vida tinha consagrado ao celeste esposo das almas castas a sua flor virginal e, mesmo que não fosse sujeita a tentações, não havia deixado de conservar aos seus lírios entre os espinhos da mortificação.
"Refleti", me dizia, "como Maria Santíssima silenciou a todas as coisas que se referiam ao grande mistério, somente falou e se demonstrou aberta, quando ouviu tratar do seu puro candor e se colocou perto daquele anjo de Deus com doce vontade…Entendeu, ó filha, quanto Maria amasse esta bela, Angélica, celeste virtude? Mas quem acreditas tu que a amasse mais? Jesus ou Maria? Certamente Jesus que nunca teria escolhido uma mãe, se não virgem pura, imaculada.
O anjo Gabriel respondeu:
"Maria, o Espírito Santo descerá sobre ti, a virtude sublime do Altíssimo te cobrirá; e porém aquele que nascerá da ti santo será o verdadeiro Filho de Deus. A este ponto te informo que Isabel, tua parente, na sua velhice concebeu um filho e é já ao sexto mês, aquela que dizia ser estéril, porque lembras que a Deus nada é impossível".
O anjo Gabriel continuou a Maria Santíssima com estas palavras:
"Estai tranqüila e consola-te, ó virgem bendita: o divino Espírito será aquele que descerá para fecundar as tuas vísceras imaculadas. A onipotente virtude do Altíssimo operará em ti um novo prodígio que, conservando ao mesmo tempo a honra de virgem, te dará a alegria de mãe. O santo, que conceberás no teu seio, não será que o Filho de Deus".
Com estas palavras o arcanjo Gabriel revelava o arcano, explicava o mistério, tranqüilizava Maria.
"Enfim tudo foi feito, não faltava que a última palavra de Maria, para que a virgem fosse mãe de Deus. O Verbo divino, gerado do Pai no esplendor dos santos, não devia ter pai na terra, assim como mãe não teve no céu. E Maria, sendo eleita genitora do Unigênito do divino Pai, se transformava do mesmo Pai, a unigênita filha. Sendo Ela a virgem que devia dar os humanos, membros ao Verbo divino; era elevada à dignidade de Mãe do Filho de Deus. Sendo Maria aquela, sobre a qual teria descido o Espírito Santo, que coberta com a Sua virtude onipotente a teria feita mãe virgem de um filho Deus, era por isso elevada à grandíssima honra de esposa ao Espírito Santo.
"Explicado o enigma, tranqüilizada completamente a virgem, o mensageiro divino silenciava, ansioso esperando a sua resposta, isto é, a autorização de Maria à encarnação do Verbo eterno... e Ela responde:
"Explicado o enigma, tranqüilizada completamente a virgem, o mensageiro divino silenciava, ansioso esperando a sua resposta, isto é, a autorização de Maria à encarnação do Verbo eterno... e Ela responde:
"Eis a serva do Senhor, seja feito de mim segundo a tua palavra".
Tudo é feito, Maria é a mãe do Filho do Altíssimo. A estas palavras exulta o céu, se consola o mundo inteiro. O anjo reverente se prostra diante à sua Senhora e depois pega o vôo e volta ao paraíso.
Maria, no ato de aceitar a altíssima dignidade de Mãe de Deus, se declarava humildemente serva do Senhor. Esta humildade profundíssima, em que a encontrou recolhida e quase abandonada, o anjo do Senhor, não faltou à gloriosa saudação e a mais gloriosa proposta de ser a mãe do Verbo divino.
"Maria tinha então proferido o prodigioso Fiat (sim), e em um instante, formado do divino Espírito no seu seio, da puríssima virginal substância, um tenro e perfeito corpinho e unindo uma alma humana, se juntaram em simbiose, à divina Pessoa do Verbo. O milagre! Aquele Deus, que não pode ser contido na grandeza dos céus, está dentro do ventre de Maria. Aquele Deus, que sustenta com um dedo a grande máquina do universo, é sustentado pelo puro seio de uma virgem. Quem pode dizer portanto qual seja a grandeza da alegria que inundou e incendiou a alma de Maria naquele feliz momento em que se transformou em mãe do Filho de Deus? O Rei dos Reis, o grande Senhor dos dominantes colocou o seu trono no seio de Maria. Um infinito gáudio inundou Maria, quando se fixou na infinita luz e pode mirar os arcanos esplendores da divindade.
Aceitando Maria a incomparável dignidade de mãe de Deus, aceitava o generoso dever de mãe do humano gênero.
Aceitando Maria a incomparável dignidade de mãe de Deus, aceitava o generoso dever de mãe do humano gênero.
Devemos alegrar-nos: Maria, dando o seu consentimento ao anjo, nos adotou como filhos e se transformou na mãe de todos nós.
Mais alguns Trechos do Diário de Gemma Galgani
... Era de muito tempo que suplicava a Jesus a fim de que me tirasse todos os sinais externos, mas Jesus invés acrescentou um outro; me fez experimentar pequenas partes da sua flagelação; as dores das mãos, pés, cabeça e coração acrescentou também alguns outros. Seja sempre agradecido. Lá pelas cinco horas comecei a sentir uma dor tão forte dos meus pecados, que me parecia de estar fora de mim: mas a este pavor logo apareceu a esperança na misericórdia de Deus e logo me acalmei.
... Não experimentava ainda nenhuma dor; depois de mais ou menos uma hora me pareceu de ver o meu anjo da guarda que tinha na mão duas coroas: uma de espinhos, feita a forma de chapéu e a outra de lírios branquíssimos.
A primeira impressão este anjo me deu um pouco de medo, mas depois, alegria; juntos adoramos a grandeza de Deus, gritamos; "Viva Jesus!" forte e depois, mostrando-me as duas coroas, me perguntou qual preferia. Não quis responder, porque padre Germano me o havia proibido, mas insistiu, dizendo-me que era ele que o mandava e para dar-me um sinal que verdadeiramente era ele que o mandava, me benzeu na maneira que era hábito ele fazer e fez a oferta de mim ao eterno Pai, dizendo-me que esquecesse naquela noite a mim mesma e pensasse aos pecadores.
Fui influenciada por estas palavras e respondi ao anjo que escolheria aquela de Jesus; me mostrou aquela de espinhos e me a deu; a beijei diversas vezes e o anjo desapareceu, depois de tê-la colocada sobre a minha cabeça.
Comecei então a sofrer, nas mãos, pés e na cabeça; mais tarde, no corpo inteiro e sentia fortes socos. Passei a noite deste modo; com força me levantei na manhã seguinte, para não dar na vista; os socos e as dores até as duas horas; nesta hora apareceu o anjo (e para dizer a verdade, quase não podia ficar em pé) e me fez estar bem, dizendo-me que Jesus tinha tido compaixão de mim, porque sou pequenina e era incapaz de chegar a sofrer até a hora que Jesus expirou.
Depois estive bem; porém eu sentia todos os ossos e mal me podia agüentar em pé. Mas uma coisa me afligia: via que os sinais não tinham desaparecido, nos braços e em qualquer outra parte do corpo (notei enquanto me vestia) havia manchas de sangue e alguns sinais de socos. De manhã, quando fiz a comunhão, rezei com mais fervor a Jesus, que me tirasse os sinais e me prometeu que no dia da sua Paixão me teria tirado. Soube que a Paixão era terça-feira e sextas-feiras, não deveriam mais passar.
A última sexta-feira, os sinais na cabeça, nas mãos, nos pés e no coração não mais existiam; mas Jesus pela segunda vez me fez sentir novamente alguns socos: veio-me um pouco de sangue em algumas partes do corpo, mas espero que Jesus logo me tirará também estas.
... Hoje que eu pensava de estar livre daquela fera, invés ela me atormentou muito. Eu fui com a intenção de dormir mas aconteceu tudo uma outra coisa:
Começou com socos que temi pudessem me fazer morrer. Era na forma de um grande cão todo preto e me colocava as pernas sobre os meus ombros; mas me fez muito mal porque me fez sentir todos os ossos.
As vezes acredito que ele me segurasse, aliás uma vez, tempos atrás, no pegar a água benta, me torceu tão forte o braço, que cai no chão com grande dor e então me tirou o osso do lugar; mas logo voltou, porque me tocou Jesus e tudo retornou ao normal.
... Ontem aconteceu a mesma coisa: fui para dormir e adormeci, mas o demônio não, parecia que não tinha vontade. Se mostrou de uma maneira suja, me tentava, mas fui forte. Dentro de mim pedia a Jesus que preferia que me tirasse a vida do que dever ofendê-lo. Que tentações horríveis são aquelas! Todas me desagradam, mas aquelas contra a santa pureza quanto me fazem mal!
Depois para colocar-me em paz, veio o anjo da guarda e me tranqüilizou dizendo que eu não havia feito mal algum. As vezes reclamo porque gostaria que me viesse ajudar em determinados momentos, e me diz: Que eu o veja ou não, está sempre acima da minha cabeça; e ontem, porque Maria Santíssima Adorada me ajudou de verdade e fui muito forte, me prometeu que à noite teria vindo Jesus a ver-me.
... Esta sexta-feira sofri muito mais, porque fui obrigada a fazer pequenas coisas, e a cada movimento pensava de morrer. Minha tia me tinha impedido de trazer para cima um pouco de água: fiz com dificuldade, e me parecia (mas era tudo idéia minha) que as espinhos me fossem ao cérebro e me começou a cair uma gota de sangue das têmporas. Me limpei rápido. Me perguntou se eu tinha caído e quebrado a cabeça; lhe disse que tinha-me arranhado com a corrente do pescoço. Depois fui procurar as freiras; eram 10 horas e fiquei com elas até às 5. Voltei para casa, mas Jesus já tinha feito desaparecer tudo.
... Fui dormir com a firme intenção de dormir; o sono não demorou a vir e me apareceu quase logo um homem pequeno, pequeno, de cor perto e de pelo preto. Que susto! Pousou as mãos sobre a cama, pensei que quisesse surrar-me. Não, não, não posso te surrar, não te amedronte, e no dizer isso, ia se alongando. Chamei Jesus em minha ajuda, mas não veio; nem por isso me deixou: depois de ter invocado o nome de Jesus, me senti logo livre, mas foi tudo de repente.
... Tinha terminado as orações: fui para a cama. Quando o anjo teve de Jesus a permissão de vir, voltou e me perguntou:
- "Quanto tempo faz que não rezas pelas almas do purgatório?... "A cada pequena pena que sofres, as alivia; também ontem e hoje, se tu tivesses oferecido a elas aquele pouco...".
Mas respondi um pouco admirada:
- "Me doía o corpo; e se as dores do corpo aliviam as almas do purgatório?
- "Sim", me disse; "sim, filha; o menor padecimento as alivia".
Prometi-lhe então que daquele momento em diante qualquer coisa seria oferecido por elas.
... Eram mais ou menos nove e meia, eu estava lendo: de repente sinto uma mão apoiada ligeiramente sobre o meu ombro esquerdo. Girei apavorada; tive medo, pensei em chamar, mas não o fiz. Me girei e vi uma pessoa vestida de branco: vi uma mulher, a olhei e o seu olhar me fez entender que não havia nada a temer:
- "Gemma", me disse depois de alguns minutos, "me conheces?".
Eu disse que não, porque bem que podia dizer; e ela acrescentou:
- "Eu sou a irmã Maria Teresa do Menino Jesus; te agradeço muito por ser tão primorosa porque logo possas alcançar a minha eterna felicidade".
... Naqueles momentos o anjo da guarda me sugeria ao ouvido:
- "Mas a misericórdia de Deus é infinita".
Me acalmei. Comecei logo a padecer muito na cabeça: eram mais ou menos dez horas. Quando fiquei sozinha, me coloquei na cama: sofri um pouco, mas Jesus não demorou a aparecer, mostrando-se, também ele, que sofria muito. Lhe lembrei os pecadores, pelos quais também Ele me estimulou a oferecer todos os meus pequenos padecimentos ao eterno Pai em nome deles.
... Depois do que me aconteceu, teria sabido com prazer que alguma coisa quisesse dizer aquela luz que saia das chagas, em particular da mão direita, com a qual me abençoou.
O anjo da guarda me disse estas palavras:
"Filhinha, neste dia a benção de Jesus derramou sobre ti uma abundante graça".
Os dois Santos foram quase contemporâneos.
Francisco Forgiane (Padre Pio) de 9 anos, mais jovem que Gemma, aos 5 anos sente o desejo de ser totalmente de Deus e inicia a experimentar os primeiros fenômenos sobrenaturais e durante o seu noviciado (1903-1904) experimenta plenamente a sua experiência mística (Gemma tinha apenas morrido).
A semelhança entre as suas experiências com aquelas de Gemma o leva a intuir e reconhecer que Gemma é aquela que pode ajudá-lo a compreender o que está vivendo na própria carne.
Como Gemma também Padre Pio deve lutar com o demônio, tem as mesmas experiências celestes feitas de revelações, presenças Angélicas, de Cristo e da Virgem Maria. Vive depois a dolorida experiência das estigmatizes, no inicio invisíveis, por quase 8 anos e depois manifestadas e permanentes.
Padre Pio se reconhece plenamente nas mesmas excepcionais experiências místicas de Gemma, dela descritas com uma linguagem muito simples e a escolhe como modelo. Na verdade em muitas suas cartas (mais ou menos 50) existem frases e expressões típicas da linguagem de Santa Gemma tiradas das suas cartas, diário e escritos.
Padre Pio tenha lido os escritos de Gemma se encontra a confirma em uma sua carta a padre Bento datado 2 maio 1921. Assim escreve:
"Venho a pedir-te uma caridade: teria a vontade de ler o livrinho "Cartas e êxtase da serva de Deus Gemma Galgani, junto com aquele outro da mesma serva de Deus, que se chama "A hora Santa". Certo que ela achando justo este meu desejo, me os procurará. Agradeço e peço a sua benção. O seu Frei Pio.
Santo Padre Pio recomendava a vários seus filhos espirituais à devoção a Gemma que chamava "A Grande Santa" e quando falava dela se comovia até as lágrimas e convidava os devotos visitadores a conhecer esta alma predileta.
Frequentemente Padre Pio convidava em Lucca diversos peregrinos vindos da Toscana e de algumas Regiões do Norte da Itália: "O que vocês vem fazer aqui? A pedir graças? Correis a Lucca que é mais perto de vós, porque lá está Santa Gemma, que é uma Santona".
Santa Gemma Galgani e S. Padre Pio espalharam por todo o mundo o perfume de santidade e nós atordoados não resta que louvar Deus com agradecimentos por ter-nos doado criaturas tão resplendentes de amor e de virtude.
fonte: derradeirasgracas.com
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