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terça-feira, 3 de maio de 2016

Criança não é mini adulto. Namorar não é coisa de criança




A TV Escola exibiu  o documentário A Indústria do Sexo: Influência sobre as Crianças. O filme, que vai (foi) ao ar em 2011, mostra como a exposição de conteúdos com apelo sexual influencia o comportamento de crianças e adolescentes.

De origem canadense, o documentário contém reflexões sobre a exploração da sexualidade pela mídia para estimular o consumo. Durante o programa, uma professora convidada sugere a elaboração de trabalho no qual os alunos façam a comparação do corpo apresentado nos meios de comunicação com um corpo real.

Um dos principais focos do documentário é a confusão causada em crianças e adolescentes expostos ao bombardeio de imagens eróticas exibidas nos meios de comunicação de massa. Em um trecho, o filme exibe fotos de publicações para adolescentes e de revistas pornográficas. A semelhança choca professores, pais e os próprios adolescentes.

fonte: http://www.promenino.org.br/noticias/especiais/tv-escola-exibe-documentario-sobre-a-hipersexualizacao

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NOTA: vídeo contém cenas de nudez e não recomendado para menores de 18 anos. E eu não recomendo assistir os demais vídeos do documentário. O 1º vídeo já é o bastante.
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Namorar não é coisa de criança

É papel dos pais separar o que é do mundo adulto e do mundo infantil e não misturar tudo como muitos vêm fazendo

20/06/2011 09:05
foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwk3h8ZSVRXMNZttrocW7HucIDVKt8XXwbzMKKdvIAAf4P8jjnhjSy92hlrtaxOVQVu1Pmv7KrGR1-SabXW2bFqs1lBXUTJLT1YWeN2WFw8l3vMG4M-JUzlfwOo9hMrygcy3bEvPvfnyE/s1600/beijo_criancas.jpg

Muitas pessoas acham engraçadinho quando crianças falam que têm namorados, trocam beijinhos e declarações de amor. Os casais apresentam bebês como ótimos pretendentes para os filhos dos amigos, pais festejam o menino que será pegador, mães vibram com as meninas que destruirão corações, vídeos de crianças apaixonadas circulam pela internet encantando multidões. O que fica na cabecinha de quem ouve ou protagoniza esse tipo de coisa? Será que essa brincadeira aparentemente inocente não está jogando a infância em um terreno perigoso?

É papel dos pais separar o que é do mundo adulto e do mundo infantil e não misturar tudo como muitos vêm fazendo. Não é à toa que cada vez mais cedo, meninos e meninas com 12 anos de idade ou muito menos “ficam” com os coleguinhas da escola e vizinhos como se fossem adolescentes. E mães de crianças com cinco anos levam um susto quando pegam as filhas beijando uma amiguinha na boca durante uma brincadeira quando as bonecas Barbie namorando já não é suficiente.

Leia também:
- Boa relação familiar é a melhor prevenção contra as drogas


A indústria de brinquedos, roupas e cosméticos investe na “adultização” da infância e o mercado publicitário cresce às custas dos anos roubados das crianças. O problema é que os adultos, principalmente os pais, não percebem a gravidade do problema e caem na armadilha, estimulando o atropelo com brincadeiras que acabam incentivando os namoricos de mentirinha e conduzem a uma verdade preocupante: a erotização precoce.

Para a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Walkiria Grant, o namoro é a vivência da sexualidade, da atração pelo corpo do outro, portanto, não é assunto de criança. Apenas na adolescência, por volta dos 14 anos, o corpo sofre transformações e responde pela linguagem. Antes disso, qualquer iniciativa para erotizar as relações ou fantasias infantis deve ser evitada. O que os pais e a sociedade falam promove mudanças precoces interferindo negativamente no desenvolvimento infantil.

A psicanalista adverte que as afirmações dos pais sobre namoros entre crianças funcionam como o consumo de produtos para adultos na infância. A mãe que compra um sutiã de bojo para a filha de 8 anos pode estar buscando resolver, por intermédio do corpo da criança, as dificuldades com a própria sexualidade. 

Em geral, cria-se um movimento de fusão entre as duas. “A filha funciona como um cabide da sexualidade da mãe. O que ela não está podendo viver na sua sexualidade? É um movimento inconsciente. Ela dá para a filha o que quer para ela”, explicou. Segundo a professora, a publicidade só convence quem tem o desejo em relação ao objeto. Por isso, o desejo de compra da mãe deve servir como um alerta para que ela busque lidar com uma verdade que é dela e não da filha.

Na avaliação de Walkiria Grant, pais que têm uma vida sexual reprimida vivem a sexualidade pelo prazer dos filhos. “Quanto mais comprometida estiver a vida sexual, mais escorregam. Os pais são o grande nó: ou impedem o adolescente de namorar ou empurram o filho para a sexualidade precoce”.
Não é porque está na moda e na mídia, que todos vão agir da mesma forma. Ela ressalta que a atitude dos pais deve ser de provocar as crianças para pensarem em outras coisas. Não se deve jogar luz, valorizar, dizendo coisas como: “O meu filho é macho, já está beijando”. As crianças precisam ser estimuladas a viver em sociedade sem foco na sexualidade e nas suas vontades.

A sexualidade vivenciada de maneira precoce e distorcida afasta a criança daquilo que é próprio da idade, como o aprendizado escolar. A criança precisa estar com a sexualidade adormecida, com o foco fora do seu próprio corpo, para poder enxergar o mundo. “Ou joga a energia para a sexualidade ou joga para o aprendizado. Mais tarde, quando já teve tempo para aprender o que é das letras e dos números, tem energia para jogar com as duas coisas. 

A criança focada no corpinho dela não se volta para o professor. Além de problemas de sexualidade precoce, terá mais dificuldade no aprendizado escolar.” A psicanalista adverte que a criança capta o sentimento dos pais. Mesmo sem uma palavra de aprovação, se a mãe se mostrar orgulhosa porque a filha “deu um selinho”, a prática vai se repetir.

Os pais não podem ter medo de ser careta, é necessário dizer: “Isso não é coisa de criança. Você só vai beijar e namorar quando crescer.”
fonte: http://delas.ig.com.br/colunistas/palavrademae/namorar+nao+e+coisa+de+crianca/c1597037016884.html

Thelma Torrecilha - thelma.torrecilha@ig.com.br - é jornalista, especialista em Comunicação Social e Educação, editora do blog Mãe na Web e mãe de três filhos de gerações bem diferentes - com 27, 24 e 3 anos de idade
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Pesquise no GOOGLE: "tal mãe tal filha saia" e perceba a constatação desse depoimento da psicanalista.




domingo, 21 de setembro de 2014

Fui ver a PePa no circo,.... de nudez.

Salve Maria e São José.

Estive neste final de semana no circo para assistir uma apresentação da PePa, pois minha filha tinha recebido na escola dois convites onde crianças não pagam.



Ai que começaram a nos fisgar.

Estou escrevendo este relato para que sirva de alerta aos pais. Continuem lendo e entenderão porque.

Chegamos na entrada e compramos os ingressos, pois para adultos não tinha essa cortesia 'grátis'.

Ao entrar, as luzes se apagaram e começou a apresentação com alguns jovens, em sua maioria meninas com saias curtas. Típicas como as usadas por aquelas cheerleaders de apresentação em estádios de futebol americano.

E nós, após essa apresentação, pensamos: "agora vai começar a apresentação da PePa". 

Que nada. Estávamos redondamente enganados.

Uma após a outra foram sendo apresentados os shows circenses como qualquer circo, tais como: trapezista, palhaços, mulher que se equilibra no alto usando aquele enorme tecido na forma de um longo lenço que vai do trapézio ao chão.

Só que uma a uma, as mulheres que se apresentavam, como as 'assistentes de palco' não usavam roupa. 


Isso mesmo. 

Aquilo que elas usavam jamais pode ser chamado de roupa. Nem na praia, nos tempos mundanos eu presenciei tamanha nudez disfarçada de "show circense".




Foto ilustrativa que peguei na internet para simular o que vimos na ocasião. 




Tivemos que disfarçar os nossos 'truques' a fim de distrair as nossas filhas para não corromper as suas inocências. Minha filha mais velha ficou jogando no celular e a mais nova fiquei mostrando fotos na máquina fotográfica para não verem a nudez exposta explicitamente naquele circo.

Após algumas apresentações desse 'nipe' tivemos alguns momentos de alívio, pela apresentação de palhaços.
Mas mesmo assim, a apresentadora do circo pedia ao palhaço: "Fala um palavrão palhaço X".

E ele respondia: "estúpido". Como se aquele linguajar fosse adequado para crianças de tenras idades, que ali estavam para ver a PePa.

Após 1h e meia daquilo, tivemos 25 minutos de apresentação da PePa

Apresentação esta que nos levou ao circo e que me senti traído por ter exposto minhas filhas aquelas cenas de nudez descarada de mulheres ali presentes, naquelas encenações circenses.

Fica aqui o alerta para os pais, pois assim como eu, lutam para manterem a pureza e inocência de suas filhas e filhos.

Está cada vez mais impossível levar nossos filhos para diversões do mundo. Não quero com isso dizer que devem confinar seus filhos em casa, mas sim, terem conhecimento de que, simples divertimentos infantis podem se transformar em cenas que jamais deveriam ser presenciadas por menor de 18 anos.

Até levar no parque um dia desses tive que chamar a atenção de um grupo de pré-adolescentes que falavam palavrão como se fosse vírgula.

Orai e vigiai.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Frozen" - e a cultura gay no desenho da Disney

hit monstruoso da Disney inclui o primeiro casal de mesmo sexo na história do estúdio?


Congelado ... plantando as sementes da aceitação das relações homossexuais no filme? Fotografia: Disney



Então, basicamente, todo mundo adora Frozen, menos eu. Tudo bem, pra mim. Eu não sou fã, mas também não odeio; há partes dele que gosto muito, embora outros elementos sejam decepcionantes e desanimadores. Assisti duas vezes, e em ambas eu gostei de coisas o suficiente pra me sentir frustrado por elementos que, fatalmente, me impedem de acolhê-lo bem.

Por ora, quero falar de algo que observei enquanto fazia minha análise: os temas de cultura gay em Frozen .
Primeiro, vamos colocar os temas amplos na mesa.
  • Com poderes de gelo, Elsa é notavelmente diferente das outras pessoas. “Nascida assim ou amaldiçoada?”, pergunta o rei dos trolls – e seus pais confirmam que ela nasceu assim.
  • No entanto, essa diferença é causa de medo e segredo. Equivocadamente, seus pais ensinam Elsa a “escondê-la, não senti-la”. Essa repressão de sua verdadeira natureza a leva ao isolamento, ansiedade e, finalmente, um colapso na celebração da posse de Elsa, em que ela, fora de si mesma, revela seus poderes a todos.
  • Vista com medo e repulsa pelos outros, Elsa desafia a sociedade que a rejeitou, bem como as restrições injustas colocadas a ela por seus pais, e comemora a aceitação de sua verdadeira identidade na música Let it Go. Nada mais de “Seja a boa menina que você sempre tem que ser”; para Elsa, agora seu mantra é: “Deixe a tempestade se alastrar / O frio nunca me incomodou mesmo”.
  • É importante notar que em nenhum momento Elsa compartilha os anseios românticos de sua irmã Anna, nem mostra qualquer interesse em um pretendente masculino ou em ser cortejada. (Em certo ponto, um personagem masculino observa que, como herdeiro, Elsa seria preferível a Anna, mas “ninguém estava conseguindo chegar a lugar nenhum com ela“)
  • Ah, e os espectadores que ficaram até créditos finais foram recompensados com uma piadinha de despedida onde gigante de gelo criado por Elsa, um monstro de voz inegavelmente masculina, aparece vagando por seu palácio de gelo abandonado até pegar a tiara da rainha jogada ao chão, e a coloca delicadamente sobre a sua própria cabeça, sorrindo como houvesse descoberto sua verdadeira princesa interior.Por outro lado, há uma menção de duplo sentido sobre outro tipo de relação que se diz estar “fora das leis da natureza”: os trolls, cantando sobre Kristoff na canção Fixer-Upper, sugerem que ele tem um relacionamento anormal com sua rena Sven:

  • E daí que ele precisa de alguns reparos
    E daí ele tem algumas falhas. 
    Tal como o seu cérebro peculiar, querido 
    Seu caso com a rena
    Está um pouco fora das leis da natureza!
    Sim: uma piada sobre bestialidade em um desenho animado da Disney.
    Tudo isso me parece i) claramente uma sutil expressão de cultura pró-gay na Disney, e ii) não grande coisa, na medida em que os temas são sutis e ambíguos o suficiente para não representar uma preocupação importante, até mesmo para os pais mais experientes, ou exercer uma influência corruptora sobre crianças. (Eu não diria isso das expressões pró-gay ao estilo de Madagascar 2 ou os Happy Feet; estes estão numa categoria diferente, e eu realmete as repreendo. Em Frozen, estou mais preocupado com questões como Síndrome de Garota Oprimida e a subversão, de muitos modos, dos dois principais homens)
    No entanto, há um outro elemento pró-gay em Frozen que vale a pena observar e que, de início, escapou-me: a sugestão fugaz, mas potente, de que um personagem secundário tem uma família composta por um parceiro do mesmo sexo e um monte de crianças.

    A família gay de Oaken










    Ei, você notou um personagem gay? Eu também não, até que fui ver o filme pela segunda vez. Acontece que o grandalhão em “Comércio Ambulante e Sauna do Oaken” é provavelmente gay. Após jogar o pacote de sauna para Kristoff, Oaken se vira para dizer “Olá, família!” e BAM! lá estão eles.
Quais são as evidências:
  • Por que o momento está no filme, afinal de contas? Por que fazer uma cena onde Oaken diz “Uhuu! Oi família!” e, fugazmente, mostrar a família na sauna? No menor das possibilidades, a cena e a linha parecem ter a intenção de sugerir que eles são, ou pelo menos poderiam ser, a família do próprio Oaken.
  • Por que o jovem está numa posição central, com todos os outros personagens ao seu redor? O enquadramento da imagem, e seu enorme tamanho, sugerem que ele é uma figura paterna, e não apenas um irmão mais velho.
  • Quantas vezes já vimos uma família grande em um filme da Disney? Por que tantos personagens, senão com a intenção de distrair visualmente a atenção dos espectadores?
Parece razoável crer que os produtores tenham jogado a cena para permitir que os espectadores homossexuais de olhos mais aguçados pudessem tirar suas próprias conclusões sobre que tipo de “família” é essa.
E iremos ver cada vez mais esse tipo de coisa no futuro. Aqui está o porquê.
Do ponto de vista dos cineastas de Hollywood, enquanto ainda não é possível para um filme de família tradicional ter personagens ou temas abertamente gays, a heteronormatividade de entretenimento infantil tradicionais foi problematizada.
Na América pós-evolutiva de Obama, o pressuposto de que cada protagonista em todos os desenhos animados são por padrão heterossexual – que cada heroína recebe seu príncipe, cada herói tem sua garota – não é mais aceitável do que cada protagonista ser branco, ou homem. Como crianças com duas mamães ou dois papais devem se sentir quando todas as famílias, em todos os desenhos animados, se parecem com a família dos seus amigos, e não com as suas?
É óbvio que uma versão da Disney de O Príncipe e o Príncipe está muito longe ainda. A revolução ainda está em estágios iniciais. Famílias gay e seus aliados devem assumir as consolações onde puderem encontrá-las, e contentar-se em sua maior parte com piscadelas e acenos, sugestões e subtextos.
fonte: http://novaguia.org/frozen-uma-aventura-congelante/
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No ano passado, eu entrevistei Kori Rae, produtor da Pixar  lésbica, e perguntei quando vamos ver um personagem gay Pixar. 

Ela respondeu: "A resposta é, eu não sei se vai haver um personagem gay que eu espero que sim, eu realmente espero que nós chegar a um lugar onde podemos fazer isso.".

fonte: http://www.theguardian.com/film/2014/mar/25/gay-parents-kids-films-pixar-disney-frozen