sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cardeal Martini defende uniões homossexuais em livro


Roma e seus "livros"



No livro Credere e conoscere [Crer e conhecer] (Ed. Einaudi), no qual ele dialoga com o cirurgião católico Ignazio Marino, expoente do Partido Democrático [italiano], o cardeal Martini afirma, ao invés, que há casos em que "a boa fé, as experiências vividas, os hábitos adquiridos, o inconsciente e, provavelmente, também uma certa inclinação natural podem levar a escolher para si um tipo de vida com um parceiro do mesmo sexo". 

No mundo atual, defende o purpurado, esse comportamento não pode ser "nem demonizado nem ostracizado". E, por isso, Martini se declara "pronto para admitir o valor de uma amizade duradoura e fiel entre duas pessoas do mesmo sexo".

O ex-arcebispo de Milão, além disso, salienta o significado profundo do fato de que Deus criou o homem e a mulher e, portanto, o valor primário do matrimônio heterossexual e também acrescenta que não considera como um "modelo" a união de casais do mesmo sexo. No entanto, atento às necessidades das pessoas em sua humanidade, o cardeal afirma que, se os dois parceiros do mesmo sexo "aspiram a firmar um pacto para dar uma certa estabilidade ao seu casal, por que queremos absolutamente que assim não seja"? As motivações do matrimônio tradicional, explica, são tão fortes que não precisam ser sustentadas por meios extraordinários. 

Além disso, muitos na Igreja, bispos e párocos, pensam como ele. Mesmo que não falem. Em 2008, a revista dos jesuítas milaneses Aggiornamenti Sociali publicou um estudo para dizer que – permanecendo firme a doutrina –, do ponto de vista do bem social era positivo dar a possibilidade aos casais gays de ter uma relação estável regulamentada pelo direito. E, portanto, era justo legislar sobre o assunto.

A cúpula eclesiástica, sobre a questão, fecha olhos e ouvidos. No entanto, é um sinal o fato de que, na televisão, falando no programa Otto e Mezzo, o líder católico Pier Ferdinando Casini tenha se dito publicamente de acordo com a sentença da Cassação, reafirmando que "os casais homossexuais têm direito à sua afetividade e de serem protegidos nos seus direitos". Casini deu um exemplo concreto: "Se eu convivo há 30 anos com uma pessoa, em termos de eixo hereditário, é preciso ser sensível a essa pessoa que conviveu comigo". Esse é um dos motivos pelos quais uma lei é necessária. E é bom que, no parlamento [italiano], tenham voltado a falar de algumas propostas de lei até agora congeladas. (*)


Nota:

(*) "Cardeais", segundo o Código de Direito Canônico, são distinguidos como "homens notáveis pela sua doutrina, piedade e prudência na condução dos assuntos".  Hoje em dia, a julgar pela reportagem acima e outras publicadas pelos meios de comunicação, o que norteia a escolha de cardeais parece ser critério visceralmente oposto.  Os cardeais, como é fato notório, são nomeados pelo papa. Este homem, objeto da reportagem, foi feito "cardeal".  

Hoje, desfruta de plena liberdade para escandalizar a doutrina católica, relativizando a sua moral e negando a lei natural.  Com efeito, relações homossexuais são condenadas enfaticamente pela Igreja como um pecado que brada aos céus por vingança. É inconcebível à luz da Tradição e da Bíblia este homem buscar relativizar um tal pecado afirmando a possibilidade de uma tal prática munida de "boa-fé".  Este homem não fala pela doutrina católica.  Pelo contrário, ele fala por si mesmo.  Provavelmente é mais um latente homossexual infiltrado no clero.  

São homens como esse que ajudaram a eleger o simulacro de papa Bento XVI, que por sua vez mantém sua omissão criminosa testemunhando um tal escândalo e mantendo-se num silêncio fúnebre.  Há quem ainda diga que Bento XVI estaria cercado de lobos... Não posso aqui julgar as intenções destas pessoas que ainda dão crédito a Bento XVI, mas no mínimo são tolos de espírito amolecido que não têm hombridade para julgar os fatos como se apresentam, temendo incorrer em cisma.  Para eles é preciso ficar ao lado de Bento XVI custe o que custar, ainda que Bento XVI esteja ao lado de Martini, já que nem mesmo o censura - para dizer o mínimo - que por sua vez apóia as uniões homossexuais.  Enfim, com o temor de um suposto cisma, eles preferem ladear-se a heréticos e imorais com paramentos eclesiásticos em suas orgias espirituais.  Essas pessoas precisam ter noções sobre obediência católica.  

Elas apoiariam o Antipapa Honório se estivesse vivo.  O "Papa" Honório reinou desde 625 a 638 D.C. Depois de sua morte, ele foi excomungado e condenado. Seus restos foram espalhados aos ventos. O "Papa" Honório I foi condenado não porque ensinou heresia, mas porque falhou em reprimi-la durante seu reinado como papa. Bento XVI causou danos suficientes a ser condenado dez mil vezes mais. Quando o Papa Leão II confirmou o anátema nascido no 6° Concílio Ecumênico contra o "Papa" Honório, ele nos ensinou que o seu crime nisto consistiu: “Honório não extinguiu o fogo da heresia no seu começo conforme fosse digno para a Autoridade Apostólica fazê-lo, mas, ao contrário, fomentou-a pela sua negligência” [1].  

O Papa Paulo IV declarou que católicos não poderiam aceitar um candidato herético, mesmo se obediência fosse lhe dada por "todos" – indicando por tal enunciado que todos darem obediência a um tal antipapa é uma possibilidade.  Mas nós já tivemos uma situação na qual todos os cardeais reconheceram um antipapa! Durante o Grande Cisma Ocidental, 15 dos 16 cardeais que elegeram o Papa Urbano VI retiraram sua obediência sob o fundamento que a multidão romana incontrolável tornou a eleição não-canônica. O único cardeal que não repudiou o Papa Urbano VI foi o Cardeal Tebaldeschi, mas ele morreu brevemente depois, em 7 de Setembro – deixando uma situação pela qual nenhum dos cardeais da Igreja Católica reconhecia o verdadeiro papa, Urbano VI. Todos os cardeais viventes então reconheceram essa eleição como inválida. [2] 

Sendo assim, é absurdo acreditar que Bento XVI é um homem bem intencionado cercado de lobos, principalmente por todo tipo de declarações e ações apóstatas e heréticas que já tomou.  É mais provável acreditar que Bento XVI partilhe das mesmas convicções do Cardeal Martini, pois tendo o poder para agir, não age.  A diferença é que Bento XVI deve pelo menos manter as aparências para enganar os incautos.  É desta forma que age Satanás, e como fala por si a sentença de São Paulo: "Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo, o que não é de espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, parece bem normal que seus ministros se disfarcem em ministros de justiça, cujo fim, no entanto, será segundo as suas obras." (I Cor 11, 13-15) 

Não é preciso, portanto, uma lente de aumento para ver o óbvio.

fonte: midiacatolica . org

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